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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Renan, Téo e ministra: destino do estaleiro será decidido em 30 dias

12/07/2012 20:23

O senador Renan Calheiros anunciou na noite desta quinta-feira, 12, logo depois da reunião da bancada alagoana com a ministra do Meio-Ambiente, Izabella Teixeira, que o governo fixou o prazo aproximado de 30 dias para se fazer uma reavaliação conjunta – ministério, Ibama e o governo do Estado – sobre o projeto do estaleiro alagoano. Mas, o mais importante para o senador foi o compromisso assumido pela ministra de que “não vai tolerar conotação política” na avaliação do Ibama.

"A ministra foi categórica ao dizer que não tem nada fechado contra o estaleiro de Alagoas, ou seja, ela quer debater com os empresários ponto por ponto do relatório do Ibama, e que não vão tolerar nenhuma conotação política no parecer técnico e até condenou o relatório inicial que tratava da favelização em Coruripe”, disse Renan.

Outro ponto destacado pelo senador na reunião com a ministra foi de que ela garantiu que ainda há condições de salvar o investimento, ou seja, o projeto do estaleiro. “Nós vamos aguardar esse prazo e estaremos atentos para que Alagoas não perca esse investimento, que é de fundamental importância para o Estado”, completou o líder do PMDB.

Renan também ressaltou a unidade representada pela bancada federal de Alagoas que, desde o início do projeto de instalação do estaleiro, sempre esteve a postos para apoiar o projeto. Os parlamentares que participaram da audiência com a ministra, além de Renan, foram os senadores Benedito de Lira e Fernando Collor, os deputados federais Arthur Lyra, Maurício Quintela, João Caldas e Joaquim Beltrão. Também acompanharam a reunião os deputados estaduais Judson Cabral e João Henrique Caldas, além do governador Teotonio Vilela.

Para o governador, a reunião “foi muito boa porque o assunto não foi encerrado”. Teotonio informou que o “olhar técnico da ministra vai conduzir o processo com o seu pessoal do ministério do Meio Ambiente, do Ibama e com o governo estadual, visando à solução do problema”.

Para o líder do PMDB no Senado a reunião foi muito produtiva, uma vez que o Ibama vai reavaliar sua posição. Mais: “Alagoas tem necessidades de investimentos e toda a sociedade aguarda um desfecho favorável; não podemos permitir que Alagoas não esteja inserida no atual ciclo de investimentos vividos pelo Brasil” , concluiu Renan.

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Estaleiro: Renan reage a manifesto de servidores do Ibama

11/07/2012 19:05

Durante as votações em Plenário nesta quarta-feira (11), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) protestou contra manifesto divulgado pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama) referente à tramitação do PLC 60/2011 e o recente pronunciamento do senador por Alagoas.

Na sexta-feira (6), Renan contestou em Plenário a atuação do Ibama em relação à construção em Alagoas do Estaleiro Eisa, que ainda não recebeu licença ambiental definitiva do órgão. Para o senador, a posição do Ibama é política.

– Servidores do Ibama assinaram manifesto atacando políticos e a imprensa, dizendo que a licença do Eisa em Alagoas não foi negada – afirmou.

Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na última quarta-feira (4), Renan pediu vista (prazo para análise) de projeto do governo que favorece o Ibama com a criação de mil cargos e assegura o remanejamento definitivo para o Ministério do Meio Ambiente de servidores de outras pastas atualmente cedidos ao órgão. Com essa ação, o projeto (PLC 60/2011) saiu da pauta.

O senador afirmou nesta quarta-feira não ter “nada contra o Ibama”. Ele acrescentou que pediu vista do “projeto de interesse dos servidores” porque o órgão deve explicações sobre a razão de ter concedido licenças ambientais para projetos com maior potencial de dano ambiental nos estados de Pernambuco, Santa Catarina, Bahia e Espírito Santo, mas não para Alagoas.

– Cobro essas explicações e não vou aceitar nenhuma intimidação. A bancada de Alagoas vai até as últimas consequências porque o Ibama precisa explicar porque liberou projetos com dano ambiental superior ao de Alagoas – declarou.

Também em Plenário, Renan recebeu apoio dos senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Gim Argello (PTB-DF), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Ana Amélia (PP-RS) e Benedito de Lira (PP-AL). Eles prestaram solidariedade ao colega e disseram ser direito dos senadores pedirem vista para analisarem melhor os projetos.

Benedito de Lira acrescentou que o Eisa é um empreendimento que vai gerar empregos, renda e mais qualidade de vida para a população de Alagoas.

– Estamos apenas pedindo que Alagoas seja tratado igualitariamente a outros estados do Nordeste. É um processo discriminatório. O Ibama tem de ter sensibilidade para tratar de assuntos sérios como esse. Estamos juntos com o senador Renan em defesa do nosso estado – afirmou Benedito de Lira.
 

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Mensalão: PT morre de medo do Supremo

10/07/2012 16:40

 

O PT se pela de medo do julgamento do mensalão, mas não dá o braço a torcer. Seus líderes, quando falam do assunto à mídia, insistem em dizer que o esquema de compra de voto no Congresso Nacional foi coisa boba, de somenos importância.
Os petistas, entretanto, não se cansam de dar declarações criticando o Supremo Tribunal Federal, depois que um dos ministros – Gilmar Mendes – revelou ter sido peitado por Lula para aliviar a situação dos mensaleiros.
Nesta terça-feira, por exemplo, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que se o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) se basear nos “autos” não deverá haver condenação.
Então, se é assim, por que tanta preocupação? Preocupação que levou a CUT, braço direito do PT, ameaçar ir às ruas para denunciar o Supremo e defender os réus do mensalão.
Rui Falcão atribuiu a uma “politização da Justiça” a escolha por realizar o julgamento em agosto, em época de campanha nas eleições municipais. O petista esteve nesta terça no Congresso em uma visita ao presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).
"A minha expectativa é que os ministros do Supremo julguem segundo os autos. E, julgando segundo os autos, não há base para condenação", afirmou Rui Falcão. Ele manifestou descontentamento com o fato de a decisão acontecer em meio ao processo eleitoral. “Não tenho notícia de julgamentos importantes realizados em períodos eleitorais. Podia ser feito antes ou depois das eleições. Não há nenhuma prescrição se fosse depois das eleições”, afirmou o presidente petista.
O mensalão foi o maior escândalo de corrupção do governo Luiz Inácio Lula da Silva e colocou no banco dos réus estrelas petistas como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente da legenda José Genoíno, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha e outras figuras exponenciais do petismo como o ex-tesoureiro Delúbio Soares.
Pela denúncia original, feita pelo deputado Roberto Jefferson, do PTB, havia compra de apoio político (votos) e desvio de recursos para a realização de pagamentos financeiros a parlamentares.

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Por que o plano de segurança vai dar certo

09/07/2012 08:52

A batalha contra a violência vai dar certo porque representa a luta do estado contra os bandidos. O fracasso do plano de segurança lançado há duas semanas significaria a falência do estado. Não do estado de Alagoas, mas da própria Federação. O que está em jogo, nesse confronto entre Polícia e criminosos, não é mais a competência do governo estadual, mas a autoridade do governo central, isto é, da União. A lógica é simples: se não der certo aqui, o plano não dará no resto do País onde a criminalidade tem desafiado o poder legal.
O ministro da Justiça não falou por ele, mas pelo governo da República. O que começou a ser feito em Alagoas não tem volta. Pode demorar, pode exigir revisão, pode sofrer correção de rumos, mas não tem retorno. E o esforço acabará vitorioso porque, em caso contrário, ter-se-ia de proclamar o triunfo da bandidagem.
O que não vai acontecer é mágica ou milagre. Os bandidos não vão sumir de repente. Continuam aí, vivem do crime e vão continuar matando, seqüestrando, arrombando e assaltando. Só que o tempo vai mostrar que, com a continuidade do confronto, a ação deles vai perder força. Paulatinamente, as estatísticas, sob rigoroso controle de estado, indicarão lenta mas contínua inflexão da curva criminal.
Por isso, deve-se ver a ocorrência de delitos, nessa fase pós-plano, como algo normal. Não é um assassinato ou um assalto a banco que vai demolir o plano. Anormal seria ver, daqui a meses, o índice de criminalidade inalterado ou em ascensão. Em suma: a União declarou guerra contra a bandidagem em Alagoas, e tem munição de sobra para vencê-la. Supor o contrário seria imaginar um estado afinal dominado por traficantes, seqüestradores e assaltantes.

NÚMERO DE VEREADORES 1
O recurso dos partidos para que o pleno do TJ-AL aumente o número de vereadores é inócuo. Afinal, o presidente Costa Filho já disse que a matéria não é de competência do Poder Judiciário.

NÚMERO DE VEREADORES 2
E não é. Pela Constituição, quem define o colegiado da Câmara Municipal é o próprio Legislativo, por meio da Lei Orgânica do Município. Fora disso, qualquer mexida viola a Constituição.

BIU E CIÇO – QUEM TRAIU QUEM?
Quem deve mais ao outro: Cícero Almeida ou Benedito de Lira? O Biu filiou o prefeito no seu PP quando vários partidos se abriam para Almeida. Já o Ciço foi um aliado de peso na eleição de Benedito para o Senado. Mais: em 2010, ao apoiar Téo Vilela, Lira negou legenda para Cícero, no melhor momento de sua trajetória, disputar o governo do Estado com chances reais de sucesso. E aí?

CARAS DE PAU
Vivendo o pior momento de sua história, a Câmara de Maceió teve o desplante de aprovar cobrança de estacionamento nas ruas (Zona Azul) em pleno ano eleitoral. Uma paulada na cara do eleitor.

SÍNDROME DA CHINA
Mal gerida, a Previdência Social (INSS) virou um rombo sem tamanho. Resultado: o governo só vai descansar quando instituir uma idade mínima para aposentadoria. Que tal 100 aninhos?

UM PETISTA TENTANDO DÁ NÓEM PINGO D’ÁGUA
Semana que passou, durante entrevista à Rádio Difusora, Ronaldo Medeiros buscou e não encontrou explicação para o malogro histórico do PT em Alagoas. Citou Sergipe e Pernambuco para concluir que, em Alagoas, a aversão aos petistas parece um caso sem solução. O deputado também teve de dar nó em pingo d’água para explicar o inexplicável: o casamento de Lula e Maluf em São Paulo.

SINA BRASILEIRA
“Alta de gastos para educação pode quebrar o País”. A frase é do ministro Guido Mantega, da Fazenda. E ele tem razão: para que educar o povo? Para entender o que o PT está fazendo com o Brasil?

OS SEM-ESTALEIRO
Como fogo de monturo, queimando por baixo, já tem gente considerando a ideia de reunir uma expedição de desempregados alagoanos para ocupar a sede do Ibama em Brasília.

PARADA FEDERAL EM ARAPIRACA
A sucessão de Luciano Barbosa não será um passeio, até porque o eleitorado de Arapiraca, historicamente, tende a se dividir. Hoje, Célia Rocha (PTB) teria alguma vantagem sobre Rogério Teófilo (PSDB), mas a terceira força – Alves Correia, do PT do B – ainda pode desistir para reforçar a oposição. Nessa hipótese, Teófilo ganhará força e o resultado da refrega ficará imprevisível.

CAUSAS DA DESISTÊNCIA
Duas coisas levaram Marcos Barbosa a desistir da Prefeitura de Marechal: a volta ao comando do CRB, que está em apuros, e a campanha para a reeleição da vereadora Silvânia Barbosa.

EFEITO COLATERAL
Alguém deveria ter alertado o prefeito Cícero Almeida: a Zona Azul, além de onerar os motoristas, vai ‘desempregar’ uma legião de flanelinhas, empurrando-os para o submundo das drogas.
 

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Para afundar o estaleiro, primeiro o Ibama tem que derrotar Renan

03/07/2012 17:55

A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de negar licença para construção do estaleiro em Coruripe, foi como que uma declaração de guerra ao Estado de Alagoas.

É assim que deve ser entendida pelos alagoanos em geral, sobretudo por suas lideranças, pelos que podem fazer alguma coisa para reverter o ato discriminatório do Instituto.

Uma coisa está clara: os técnicos do Ibama são declarados inimigos de Alagoas. E é assim que devem ser tratados pelos alagoanos, a partir de agora. É gente que, por alguma razão (descabida e absurda) se nega a ajudar o Estado.

O lastimável, nisso, é que o Ministério Público Federal (MPF) tenha retirado do Instituto do Meio Ambiente (órgão estadual), a competência para aprovar a licença do Eisa, ao contrário do que aconteceu com o estaleiro de Pernambuco.

O Ibama decidiu, negou, mas não afundou o projeto do estaleiro. Para consegui-lo, vai ter que, antes, derrotar o senador Renan Calheiros, que comprou a briga em defesa do Eisa.

Esta semana, por exemplo, Renan mandou um recado para a turma do Ibama: como líder do PMDB, retirou da pauta de votações da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, um projeto de lei que cria cargos e beneficia os funcionários do Ibama. É só o começo.
Com duras críticas ao Instituto, o senador alagoano garantiu:

“Este projeto de interesse do Ibama não volta à pauta enquanto não resolvermos o estaleiro”.

O Ibama é uma piada, e não só em relação a Alagoas. O que ele fez, nas últimas décadas, para evitar o criminoso desmatamento da Amazônia? Quando o governo anuncia a construção de hidroelétricas devastando o meio ambiente, o que faz o Ibama? Se encolhe, desaparece.

E aqui em Alagoas, onda estava o Ibama durante o debate sobre a localização da Braskem? E o que fez o Ibama, até hoje, para despoluir as lagoas Mundaú e Manguaba? Uma piada.
Alagoas não pode perder um investimento de dois bilhões de reais, com criação de milhares de empregos, por causa da má vontade dos funcionários do Ibama. Temos que construir o estaleiro, custe o que custar, doa em quem doer.

Nessa luta, Renan não pode ficar só. O governador Teotonio Vilela tem que chegar junto. A bancada federal tem que chegar junto. Para começar (ou recomeçar) é buscar o Ministério Público Federal para que ele reconsidere seu parecer atribuindo ao Ibama a competência para decidir sobre a licença do Eisa. Não cabendo mais gestão junto ao MPF, que se recorra ao Judiciário.

Isso mesmo. Recorrer ao Judiciário, ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque esse caso do estaleiro atenta contra a Constituição Federal que assegura direitos iguais a todos. Ora, Pernambuco teve licença para construir seu estaleiro, Santa Catarina teve licença para implantar seu estaleiro – e por que não Alagoas? Onde está a isonomia? Onde a igualdade preconizada no texto constitucional? O Ibama pode e deve cumprir sua missão, mas não pode se sobrepor às leis e ao direito.

Urge, portanto, buscar guarida na Constituição porque, mais do que uma injustiça, o Ibama está afrontando Alagoas. Está boicotando o Estado no momento em que, desgraçadamente, Alagoas bate recordes de criminalidade por falta de empregos que só virão com empreendimentos como o estaleiro. A questão é que, para o Ibama, movido por picuinhas, isso não vale nada.

Para negar a licença, o Instituto alega que o estaleiro causaria dano a uma área de mangue. Pois bem, o Grupo Sinergy garante recompor uma área de mangue cinco vezes maior que a afetada pelo Eisa. Por que o Ibama não considera isso?

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Primeira Edição © 2011