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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Pai de santo: "Rosane era quem pedia magia negra para Collor"

17/08/2012 15:06

 

A matéria está no Site do Diário de Pernambuco e tem combustível para tocar fogo na desavença alimentada por Rosane Malta com seu ex Fernando Collor. O texto de Tauan Saturnino inclui depoimento de um pai de santo de Olinda que garante: a magia negra para o ex-presdente era feita a pedido da primeira-dama Rosane Collor. Leia a íntegra:

"Numa casa grande e decorada com imagens de santos e entidades da umbanda, na periferia de Olinda, um homem risonho, de meia-idade, abre a porta. No interior da residência, Pai Ralf, nome usado por Ralf Genary nas sessões de atendimento espiritual, para em frente a um banner com uma foto onde ele aparece ladeado pelo casal Fernando e Rosane Collor, agora separado. Ambos, ele reforça, antigos clientes do terreiro. Dizendo atender ordens da entidade espiritual Maria Padilha, ele procurou o Diario para negar que Rosane, hoje evangélica, tenha, no passado, sido apenas uma espectadora de sessões de “macumba”, obrigada pelo ex-marido. Por muitos anos, ele garante, ela procurou os serviços do pai de santo em busca de poder e para se livrar de problemas com a Justiça. Os rituais envolviam a morte de animais e ocorreram entre 1993 e 1997.
Pai Ralf afirma ter sido procurado por Rosane para livrá-la de um processo de desvio de verba da antiga Legião Brasileira de Assistência (LBA), órgão do governo federal de caráter filantrópico presidido pelas primeiras-damas e extinto em 1995. Após este primeiro caso, o pai de santo diz ter se encontrado pessoalmente com Fernando Collor e se oferecido para livrá-lo do processo penal por corrupção passiva que respondia na época. Pai Ralf decidiu tornar o caso público após a entrevista dada por Rosane na TV, no mês de julho, quando ela detalhou os rituais e afirmou não ter envolvimento direto com as práticas de feitiçaria. Rosane briga na Justiça pelo aumento da pensão, de R$ 16 mil para R$ 40 mil.

Pai Ralf diz ter conhecido Rosane por intermédio de Suzana Marcolino, namorada de Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Collor à presidência e um dos pivôs do escândalo que levou o ex-presidente ao impeachment. “Na época em que Collor foi afastado, eu tive uma visão dele deixando a presidência e sendo atingido por ovos podres. No mesmo período, fui atender em um salão de beleza de Maceió e conheci Suzana Marcolino, aquela que morreu com PC Farias. Ela disse que uma amiga de Rosane gostaria que eu fizesse uns trabalhos e então descobri que era a própria Rosane que queria meus serviços para absolvê-la no processo da LBA. Como pagamento, eu pedi para ajudar Fernando Collor, que estava na lama”, disse o pai de santo.
De acordo com Pai Ralf, a entidade Maria Padilha, que através dele atendia o casal, ficou indignada depois da entrevista de Rosane, por ela não ter falado sobre o tempo em que se envolvia em práticas ocultistas após o afastamento de Collor da presidência. “Estou dizendo apenas o que Maria Padilha está passando. Ela ficou revoltada por Collor não cumprir as dívidas espirituais. Rosane provocou a minha separação de Collor e Maria Padilha separou o casal. Acho que agora ela é evangélica para tirar dinheiro dele ou se promover. Uma pessoa cristã não pode agir como ela agiu, desprezando a entidade depois de tanto trabalho negro que fiz”, afirmou.
Retorno à Presidência da República
O umbandista também disse que caso Fernando Collor pague as dívidas que possui com o mundo espiritual, ele estará apto para voltar à Presidência da República. “Ele não pagou a dívida com as entidades. Collor tem que ir para a Igreja de São Jorge, no Rio de Janeiro, e no Recife ele deve subir as escadarias do Morro da Conceição e visitar o túmulo da “menina sem nome” (criança brutalmente assassinada e enterrada como indigente no Cemitério de Santo Amaro). Se fizer isso, voltará a ser presidente”, disse.
Para Pai Ralf, o julgamento do Mensalão também foi obra da entidade Maria Padilha. “Todos os que estão aí (no banco dos réus) lutaram pelo impeachment. Maria Padilha me disse que iria mostrar todos os inimigos dele na televisão e está aí. Até o presidente Lula era contra ele”. (De Tauan Saturnino, do Diário de Pernambuco)
 

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O país dos incapazes

13/08/2012 09:30

O Senado acaba de aprovar projeto de lei que já havia passado pela Câmara, destinando 50% das vagas nas universidades federais para alunos oriundos de escolas públicas. Como é matéria que vai favorecer dezenas de milhares de eleitores, todos aprovaram ou silenciaram. A única voz discordante foi a do senador Aluizio Ferreira (SP) com um argumento definitivo: a criação dessas cotas tem como vítima o mérito acadêmico. E é isso.
Nas nações desenvolvidas, as universidades são centros de elite cujo acesso é determinado pelo nível intelectual e de conhecimentos de quem estudou, e não por critério racial ou de classe econômica. Estudou, entra; não estudou – e não importa que proceda de escola privada – não entra. É assim porque o papel da universidade não é atender minorias nem ‘privilegiar’ pobres, mas filtrar os melhores e transformá-los em futuros profissionais de alta qualificação.
Aqui, na contramão do Primeiro Mundo, transforma-se a universidade pública em instituição assistencial. O mérito acadêmico é obrigado a ceder lugar ao assistencialismo. Proveniente da escola pública, o concluinte do nível médio não vai ingressar no centro universitário por capacidade, mas (in)justamente por não ter capacidade para competir com quem de fato aprendeu. É a inversão de valores em grau crítico abrindo espaço para a formação de técnicos de segunda categoria, futuras vítimas de discriminação do próprio mercado profissional.
É uma lástima, mas com esse passo, a universidade pública nacional caminha inevitavelmente para se transformar em referência negativa, funcionando como repositório de estudantes incapazes.

EFEITO PREVISÍVEL 1
A criação de cotas nas universidades vai gerar uma cadeia de situações negativas: alunos deficientes serão feitos professores deficientes que vão formar futuros professores deficientes.

EFEITO PREVISÍVEL 2
Não bastasse, o estudante de escola pública, já em si mal formado, tende a se dedicar menos ainda, por saber que, graças ao Congresso Nacional, haverá vaga no grau superior á sua espera.

PROPOSTA DE FLEMING É QUESTIONÁVEL
Candidato do PSOL, Alexandre Fleming propõe a criação de sub-prefeituras em Maceió. É coisa de megalópole, e não de cidade de porte médio, mas cabe lembrar: as sub-prefeituras de São Paulo são alvo constante de denúncias de corrupção. Ademais, se fosse um modelo eficiente, todas as capitais já teriam adotado. Ou não?

GRANDE REBELO
O ministro Aldo Rebelo integrará a comitiva da presidente Dilma em sua visita a Alagoas e deverá ser homenageado por ajudar Maceió a sediar um Centro de Treinamento durante a Copa de 2014.

COSTA, O CARA
Se o voto de opinião valer, nessa eleição marcada pela vigência da Ficha Limpa, o mestre José Costa, candidato a vereador pelo PPS, garantirá uma vaga na Câmara Municipal de Maceió.

DUELO ESTATÍSTICO
Ronaldo Lessa já reúne números para mostrar, no horário gratuito da TV, como estava a violência em 2006, último ano de seu segundo governo, e como se encontra atualmente.

BRASIL MAIS SEGURO
O governo já dispõe de estatística comprovando que a taxa de homicídios continua renitente nos fins de semana. Mas comemora a redução da violência apurada de segunda a sexta-feira.

O FEITIÇO SE VIRA CONTRA O FEITICEIRO
Dona Dilma precisa acordar: no ritmo que vai, o País vai parar com legiões de trabalhadores em greve. O caldo tende a engrossar em setembro, quando os bancários deflagram seu tradicional movimento paredista. A greve dos professores federais já entrou no terceiro mês e a luz que se avista no final do túnel parece mais um trem-bala vindo em sentido contrário...

TESE MENSALEIRA 1
Tese uníssona dos advogados dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal: “Os deputados receberam dinheiro, sim, para pagar contas de campanha, e não para votar a favor do governo”.

TESE MENSALEIRA 2
Seria um argumento imbatível se o PT fosse um parto certinho. Mas, um partido que confessa a prática de caixa dois e que não paga suas próprias dívidas, entraria nessa de tapar o rombo dos outros?

O MÍSERO SALÁRIO DE ROSANE MALTA
A entrevista ‘bombástica’ morreu, mas ainda não foi sepultada: a repórter global Renata Ceribelli, cobra criada que é, não deveria ao menos ter lembrado a Rosane Malta que sua pensão de R$ 18 mil (sem desconto de Imposto de Renda e Previdência?) é precisamente o que ganha a presidente Dilma Rousseff?

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Renan apoia projeto que aumenta valor das ações nos Juizados de Causas Especiais

09/08/2012 11:59

“Vejo com bons olhos”, declarou o senador Renan Calheiros ao antecipar sua posição favorável no parecer que apresentará referente ao Projeto de Lei nº 50/2012, que determina o aumento no valor das causas aceitas pelos Juizados de Causas Especiais.
Pela proposta, o valor das causas poderá aumentar de 40 para 60
salários mínimos. Além da equiparação com o limite das ações dos
juizados especiais federais, a proposição também modifica o Código de Defesa do Consumidor para proibir a apelação a instâncias superiores da Justiça em ações individuais envolvendo relação de consumo e inferiores a 60 salários mínimos.
Renan observa que 40 por cento dos recursos apresentados aos tribunais de Justiça tratam de ações de consumo, em valores inferiores a 40 salários mínimos.
DEFORMAÇÃO
“Nada é mais pernicioso à sociedade que a decisão judicial deformada pelo tempo”, reforçou Renan Calheiros sobre seu parecer favorável ao PLS 50/2012 que eleva o valor de alçada dos Juizados Especiais. Renan também concorda com o mecanismo sugerido no projeto que permite encerrar na primeira instância as causas movidas pelo consumidor, nas quais as condenações não ultrapassem 60 salários mínimos.
Segundo Renan, em 2010, 84 milhões de processos tramitaram no
judiciário brasileiro.


 

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A Polícia alagoana tortura presos para obter confissões?

07/08/2012 05:48

A Polícia Civil alagoana está sob suspeita de torturar presos para obter confissões. Nos últimos dias surgiu denúncia contra um delegado e uma delegada, que teriam comandado sessões de tortura para obrigar um suspeito de assalto com morte a confessar o crime. É um assunto grave, gravíssimo, mas que não se esgota apenas com a aceitação da culpabilidade dos denunciados.
Pelo contrário. Também está em evidência a denúncia de que um torcedor do América-RN, acusado de matar um torcedor do CRB, teria sido torturado para assumir o assassinato. Isso sem falar no caso do delegado Osvanilton Adelino, um caso bem mais antigo.
Urge que cada episódio seja apurado com rigor e sem paixão. Método utilizado nos regimes de exceção (como a ditadura militar pós-64, a tortura é crime abominável, hediondo, imperdoável. Por isso as pessoas têm se indagado: será que a Polícia que tortura não se dá conta de que o torturado, cedo ou tarde, vai denunciá-la?
É preciso apurar e punir eventuais casos de tortura na Polícia até para evitar que episódios reais estimulem o surgimento de casos fictícios de tortura. Mesmo porque, qualquer acusado pode se produzir marcas que configurem castigo físico. Ou inventar sessões de suplício psicológico, bem mais difícil de ser confirmado.
O tema, portanto, é complexo. Se todo bandido com escoriações denunciar tortura, acabará por inibir a ação policial. Então, seria providencial que, nos crimes rumorosos, a Polícia só tomasse o depoimento dos acusados em presença de um representante ou do Ministério Público ou da Ordem dos Advogados. Assim, nenhum delegado seria mais acusado com base em possíveis simulacros.

E A TRANSPARÊNCIA?
Salve a pluralidade democrática. Graças à ela, a lei manda, mas os juízes impedem que as instituições divulguem os salários de seus servidores, todos eles – magros e gordos – pagos pelo povo.


IMBATÍVEL CHAVES
E a Record, gastou uma fábula para transmitir os Jogos Olímpicos de Londres para no final ver, desolada, o veterano e insepulto Chaves do SBT vencer o Ibope da cobertura olímpica.

BRASIL NÃO ESTARÁ CEM POR CENTO NA COPA
Com ou sem chute no traseiro, o fato é que o Brasil não cumprirá, na íntegra, seu dever de casa com vistas à Copa de 2014. E quem admite isso é nada menos que o alagoano Aldo Rebelo, ministro do Esporte. Mas ele garante: a infraestrutura terá condições de receber os milhares de estrangeiros que virão para o Mundial.

N OME CENSURADO
Certo de que o escândalo vai influir no resultado das eleições, o PT quer proibir o uso da palavra ‘mensalão’. Nada demais. Que tal substituir o verbete incômodo por ‘jabá mensalizado’?

FIASCO OLÍMPICO
Com adversários como Egito, Nova Zelândia e Bielorrússia, o Brasil tem obrigação de ganhar o ouro olímpico. Ainda mais depois da ‘vitória’ sobre Honduras, com um pênalti arranjado pelo juiz.

MORAIS SE APRESENTA COMO CANDIDATO INDEPENDENTE
Mesmo com o plano ‘Brasil Mais Seguro’ em ação, reduzindo gradualmente os índices de homicídios, Jéferson Morais se esforça para desvincular sua imagem da do governo tucano. No dia a dia, tem ouvido muitas críticas pela demora na realização dos concursos público do Estado. Quando questionado sobre a vinculação, Morais aponta o deputado Rui Palmeira como candidato do Palácio: “Sou DEM, sou independente”.


APENAS EXPLORAÇÃO
Se shopping e supermercado cobrar estacionamento já é um absurdo, o que dizer de hospital cobrar de seus clientes? Louve-se a ‘persistência’ dessas firmas que controlam os estacionamentos.

EISA ESCANTEADO
A campanha eleitoral deixou em segundo plano a batalha pelo estaleiro. Que tal, para esquentar o tema, a bancada federal marcar audiência com dona Dilma para pedir o engajamento presidencial?

SILVINHO – A PROVA IRREFUTÁVEL DO MENSALÃO
A prova mais cabal da existência do mensalão: Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, fez acordo com a Justiça e o Ministério Público para sair do processo. Um alto dirigente petista teria aceitado cumprir pena por antecipação, se o fato pelo qual fora denunciado não passasse de uma fantasia da mídia?

MUDA BRASIL
É cedo para tratar do assunto, mas já tem pitonisa fazendo profecia sobre a sucessão presidencial de 2014: Aécio Neves presidente – Eduardo Campos vice-presidente. Um sonho?

LULA É O MESMO
Só para irritar a plateia, o mestre Lula não titubeou em aceitar ser homenageado na quinta-feira (2 de agosto), data fixada para o início do julgamento dos 38 réus do mensalão no STF.

COLLOR DECIDIRIA ELEIÇÃO NO 1º TURNO?
Ronaldo Lessa tem voto na periferia, mas não como Fernando Collor. O ex-presidente é idolatrado nos conjuntos, favelas e grotas. Por isso, analistas políticos acham que o bloco governista comete erro primário ao torcer pela exclusão de Lessa no tapetão. Alguns acreditam que, se Collor substituir Lessa, a eleição poderá até ser decidida no primeiro turno.
 

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Ao julgar mensalão, Supremo julga 'obra moral' do governo Lula

03/08/2012 08:27


Não seria exagerado afirmar que o julgamento do mensalão, iniciado nesta quinta-feira (2), representa o julgamento da própria obra do ex-presidente Lula.
A obra moral, diga-se, porque a física, executada ao longo de dois mandatos presidenciais, limitou-se a preservar o Plano Real e deixar que seus efeitos impulsionassem o país.
A questão moral se impõe porque o mensalão, conforme denunciou o então deputado Roberto Jefferson, foi gestado e parido nas entranhas do Palácio do Planalto.
Mais precisamente, nos limites da Casa Civil, cujo ministro, José Dirceu, era o amigo e auxiliar mais fiel e próximo do presidente da República, além de um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.
Lula, claro, negou o tempo todo, até por instinto de defesa, saber qualquer coisa sobre a compra de voto no Congresso Nacional para aprovar seus projetos. Mas, quem acredita?
Quem cria que Lula, astuto e perceptivo, não sabia de nada que se passava nos bastidores de Casa Civil contígua ao seu gabinete presidencial?
Será, também, que o ministro Dirceu teria peito para montar um esquema desses sem avisar nada ao chefe?
A desassombrada ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiço, ousou afirmar que, ao julgar o mensalão, o próprio Supremo Tribunal estaria sendo julgado pela opinião pública.
Poderia ter ido mais além. Poderia ter dito que o julgamento do mensalão é também o julgamento da moralidade (ou imoralidade) do governo Lula, recordista em escândalos de corrupção.

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Primeira Edição © 2011