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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

A heresia de Mantega

23/07/2012 06:39

Somente a falta de compromisso com o Brasil poderia levar o ministro Guido Mantega a declarar que os gastos com educação poderão quebrar o país. Para ser leal ao governo, para retribuir a presidente Dilma, o ministro poderia dizer tudo – até que os mensaleiros são santos – mas não poderia, sob nenhum pretexto, responsabilizar a educação pela derrocada nacional.
A afirmação de Mantega não apenas agride a consciência dos brasileiros, como afronta a própria presidente Dilma, para quem assegurar educação de qualidade às crianças importa mais do que o crescimento do Produto Interno Bruto do País.
Triste do povo cujo governo trata o ensino com o desprezo de Mantega. Triste do povo cujo governo tem dinheiro para tudo, mas se diz ameaçado de falência, caso tenha de investir mais em instrução, de gastar com livros, alunos e professores.
Talvez Mantega não saiba, talvez saiba e finja não saber, mas povo nenhum se desenvolve sem educação. A ciência, as artes, a medicina, a tecnologia – todos os avanços humanos resultam do processo educativo. Até a politização, a preparação para entender mais a fundo a ação de governos populistas e assistencialistas. (Mas será que não reside precisamente aí a preocupação de Mantega e de seus parceiros com os recursos destinados à educação?).
Pena que o ministro da Fazenda tenha galgado posto tão relevante graças precisamente à oportunidade que lhe foi oferecida para estudar e se educar. O que acabou sendo uma lástima para o Brasil.

ESFORÇO DE MORAIS
Crítico ferrenho da violência no Estado, Jéferson Morais se esforça para ser visto como candidato independente, sem vínculo com o governo, que ainda não comemora a redução da criminalidade.

PALAVRA MÁGICA
Quase sem passado político e sem experiência executiva, o deputado federal Rui Palmeira aposta suas fichas na mobilização da juventude, confiante no poder mágico da palavra ‘renovação’.

TSE GARANTE SITUAÇÃO DE ALMEIDA
O mandato de Cícero Almeida nunca esteve tão seguro. Sua mudança de partido, do PP para o PEN – sem qualquer prejuízo – é assegurada por resolução do próprio Tribunal Superior Eleitoral. Mais: como o PEN não se coligou com ninguém, seus filiados, incluindo Almeida, claro, estão livres para apoiar os candidatos a prefeito de suas preferências.

TRÊS VEZES SETE
Os vereadores que tentam a todo custo aumentar o número de vagas na Câmara vão ter que rebolar para conquistar a reeleição. É cada vez mais sólida a decisão do TJ de manter a Casa com 21 cadeiras.

IMPASSE TELEFÔNICO
As ações da TIM despencaram na Bolsa paulista depois que a Anatel suspendeu a venda de chips da telefônica. Resultado: não acaba com as queixas dos usuários e ainda causa prejuízo aos acionistas.

CANDIDATURA DE FONTAN PREOCUPA CONCORRÊNCIA
Tem candidato a vereador preocupado com a presença de Arnaldo Fontan, na disputa. Mas o ex-presidente da Câmara levou na esportiva o boato de que teria desistido. “Minha candidatura – trombeteou Fontan – está mais firme que o Pão de Açúcar do Rio de Janeiro”. Na bolsa de apostas, Arnaldo Fontan é visto como um dos prováveis vitoriosos nas urnas de outubro vindouro.

PRATO INDIGESTO 1
A Rede Globo ganhou Ibope, mas perdeu credibilidade. A entrevista de Rosane Malta não passou de prato requentado, indigesto para quem – ante o anúncio ruidoso de uma ‘bomba’ – esperava ingredientes novos.

PRATO INDIGESTO 2
A cozinha global sequer acionou gás para acender o forno. Preferiu um vapt-vupt de microondas. No final; tríplice derrota: a Globo perdeu seriedade; o telespectador perdeu tempo e Rosane perdeu a chance de ficar quieta.

APÓS VENCER AS FERAS DA ASSEMBLEIA...
Depois de enfrentar – e vencer – as feras da Assembleia, Ernandi Malta está em campo para enfrentar as feras do parque municipal. Candidato a vereador pelo PSDC, o sindicalista que paralisou a ALE com uma greve histórica e conquistou o Plano de Cargos dos servidores do Legislativo, quer levar sua coragem cívica para a Câmara de Maceió, hoje um alvo de críticas generalizadas da população maceioense.

FRIEZA DE VILELA
Téo Vilela é conhecido por sua frieza em campanhas eleitorais. Em relação à violência – que apavora as forças da situação – o governador age com a certeza de que ela cederá até outubro.

COISA DE MANDRAKE
Sob a influência do estilo Lula, ainda há petistas se esforçando para desqualificar o mensalão. Esforço inútil, entretanto. É como tentar ‘provar’ que a República brasileira nunca foi proclamada.

CHURRASCO REUNIRÁ ASSOCIADOS DO STPLAL
Os servidores (somente os associados ao sindicato) do Poder Legislativo estadual estão sendo convidados pelo presidente interino, Luciano Vieira, para um churrasco comemorativo ao Dia dos Pais. Será no sábado, 11 de agosto, das 10h às 16h, no clube social do STPLAL (logo após a ponte Divaldo Suruagy).

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Veto ao estaleiro afronta a Constituição

17/07/2012 10:17

Enquanto se mobilizam para resgatar o projeto do estaleiro em Coruripe (ameaçado de ir a pique por decisão descabida do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), as lideranças políticas do Estado deveriam apurar a origem de todo esse imbróglio extremamente nocivo aos interesses de Alagoas: por que coube ao Ibama nacional a atribuição de conceder ou não a licença ambiental?
A questão tem tudo a ver porque (para citar o exemplo mais próximo) Pernambuco já ganhou três estaleiros – o Construcap, o Promar e o Atlântico Sul, este um gigante maior que o Eisa – e todos eles foram licenciados pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, espécie de IMA do vizinho estado.
Os três projetos pernambucanos causaram enorme degradação ambiental, atingindo centenas de hectares de mangues, e nem por isso tiveram licença ambiental negada. O Promar, por sinal, iria para o Ceará, mas a Prefeitura de Fortaleza não quis, exatamente pelos danos ambientais. E em Pernambuco, vale lembrar, a questão ambiental foi tratada com o maior rigor, inclusive com intervenção do Ministério Público Estadual exigindo o que, por direito e dever, lhe cabia exigir: a restauração de 210 hectares (em regime deficitário) de área devastada no Complexo Naval de Suape.
Bem entendido: lá, quem entrou em ação foi o Ministério Público Estadual, aqui, o Ministério Público Federal. Por que? Levada a questão para o Ibama nacional, deu no que deu. Primeiro, aquela história de que o estaleiro produziria a favelização do Pontal de Coruripe (o que, pela lógica mais primária, deveria ocorrer nas cercanias de todos os estaleiros); depois, o próprio órgão libera uma licença prévia, permitindo a assinatura de contratos (encomenda de cinco navios-sonda ) com a Petrobrás. Ou seja, autorizou os contratos e depois decretou: tudo nulo; por último, informações postas na internet sinalizando para a liberação da licença.
Nessa história, o Ibama aparece com duas caras: o zelo extremo pelos manguezais alagoanos, e o mais completo desprezo pelos mangues pernambucanos. Como? A missão do Ibama não é defender o meio ambiente? Então, só por isso, lhe competia fazer um estudo e denunciar a destruição do ecossistema em Suape. Exatamente. Porque, ao saber que os estaleiros liberados estavam devastando vasta área de vegetação característica do solo litorâneo, o Instituto tinha a obrigação de reagir, de se manifestar, de denunciar. No entanto, em vez disso, preferiu silenciar.
Ora, então, o que importa aos zelosos técnicos do Instituto, uma pequena área de mangue num diminuto e esquecido estado do arrasado Nordeste, se esses mesmos técnicos, cientes de tudo, não deram a mínima para a mega devastação em Pernambuco?
Por tudo isso, vale insistir em um ponto: esse parecer negativo do Ibama pode e deve ser derrubado no Supremo Tribunal Federal. É matéria constitucional porque envolve a quebra de um dos fundamentos da democracia inserto na Constituição Federal: a igualdade de direitos. É, para dizer o mínimo, odioso e repulsivo negar a Alagoas o que se oferece em dobro a outros estados. O Ceará perdeu o Promar porque não quis recebê-lo.Não é o caso do Eisa em Alagoas.

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Excesso de restrições acabou com a campanha eleitoral

14/07/2012 16:05

A corrupção eleitoral – hoje concentrada no inevitável comércio do voto – persiste com as eleições cada vez mais mercantilizadas, enquanto, por excesso de restrições, a campanha eleitoral deixou de existir. Na atual democracia brasileira, exatamente por força das medidas restritivas legais, as eleições transcorrem sem campanhas.
Com o fim dos comícios – grandes concentrações populares que os candidatos reuniam em praça pública – surgiram os showmícios, mobilizando a massa ao som de trios elétricos, principalmente na orla marítima, onde os candidatos distribuíam panfletos, jornais de campanha, santinhos – e se comunicavam com os eleitores.
Mas os showmícios, vistos como exibição de poder econômico, também foram proibidos dando lugar às caminhadas pelos bairros, animadas por bandas de música. Resultado: suprimiram a música e o passeio, reunindo candidatos e eleitores, também deixou de existir.
A legislação expurgou ainda a distribuição de brindes e camisetas com propaganda dos candidatos. Restou o Guia Eleitoral, no rádio e televisão, último espaço reservado a mensagens e debates entre os candidatos. Dura 45 dias e tudo que se apresenta ali é artificial.
O comício, não. Deixava o candidato a nu, falando de improviso, encarando o eleitor. A TV exibe vídeos produzidos, sofisticados, que transformam demônios em santos. E enganam o eleitor menos atento. Alguma naturalidade só nos debates que, infelizmente, rendem pouco, quase sempre descambam para troca de agressões.
É isso aí – democracia com eleições, sem campanha eleitoral. E o mais grave: o dinheiro que se gastava com a campanha tradicional, vai sendo usado para comprar voto – e mandato – sem cerimônia.

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Renan, Téo e ministra: destino do estaleiro será decidido em 30 dias

12/07/2012 20:23

O senador Renan Calheiros anunciou na noite desta quinta-feira, 12, logo depois da reunião da bancada alagoana com a ministra do Meio-Ambiente, Izabella Teixeira, que o governo fixou o prazo aproximado de 30 dias para se fazer uma reavaliação conjunta – ministério, Ibama e o governo do Estado – sobre o projeto do estaleiro alagoano. Mas, o mais importante para o senador foi o compromisso assumido pela ministra de que “não vai tolerar conotação política” na avaliação do Ibama.

"A ministra foi categórica ao dizer que não tem nada fechado contra o estaleiro de Alagoas, ou seja, ela quer debater com os empresários ponto por ponto do relatório do Ibama, e que não vão tolerar nenhuma conotação política no parecer técnico e até condenou o relatório inicial que tratava da favelização em Coruripe”, disse Renan.

Outro ponto destacado pelo senador na reunião com a ministra foi de que ela garantiu que ainda há condições de salvar o investimento, ou seja, o projeto do estaleiro. “Nós vamos aguardar esse prazo e estaremos atentos para que Alagoas não perca esse investimento, que é de fundamental importância para o Estado”, completou o líder do PMDB.

Renan também ressaltou a unidade representada pela bancada federal de Alagoas que, desde o início do projeto de instalação do estaleiro, sempre esteve a postos para apoiar o projeto. Os parlamentares que participaram da audiência com a ministra, além de Renan, foram os senadores Benedito de Lira e Fernando Collor, os deputados federais Arthur Lyra, Maurício Quintela, João Caldas e Joaquim Beltrão. Também acompanharam a reunião os deputados estaduais Judson Cabral e João Henrique Caldas, além do governador Teotonio Vilela.

Para o governador, a reunião “foi muito boa porque o assunto não foi encerrado”. Teotonio informou que o “olhar técnico da ministra vai conduzir o processo com o seu pessoal do ministério do Meio Ambiente, do Ibama e com o governo estadual, visando à solução do problema”.

Para o líder do PMDB no Senado a reunião foi muito produtiva, uma vez que o Ibama vai reavaliar sua posição. Mais: “Alagoas tem necessidades de investimentos e toda a sociedade aguarda um desfecho favorável; não podemos permitir que Alagoas não esteja inserida no atual ciclo de investimentos vividos pelo Brasil” , concluiu Renan.

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Estaleiro: Renan reage a manifesto de servidores do Ibama

11/07/2012 19:05

Durante as votações em Plenário nesta quarta-feira (11), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) protestou contra manifesto divulgado pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama) referente à tramitação do PLC 60/2011 e o recente pronunciamento do senador por Alagoas.

Na sexta-feira (6), Renan contestou em Plenário a atuação do Ibama em relação à construção em Alagoas do Estaleiro Eisa, que ainda não recebeu licença ambiental definitiva do órgão. Para o senador, a posição do Ibama é política.

– Servidores do Ibama assinaram manifesto atacando políticos e a imprensa, dizendo que a licença do Eisa em Alagoas não foi negada – afirmou.

Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na última quarta-feira (4), Renan pediu vista (prazo para análise) de projeto do governo que favorece o Ibama com a criação de mil cargos e assegura o remanejamento definitivo para o Ministério do Meio Ambiente de servidores de outras pastas atualmente cedidos ao órgão. Com essa ação, o projeto (PLC 60/2011) saiu da pauta.

O senador afirmou nesta quarta-feira não ter “nada contra o Ibama”. Ele acrescentou que pediu vista do “projeto de interesse dos servidores” porque o órgão deve explicações sobre a razão de ter concedido licenças ambientais para projetos com maior potencial de dano ambiental nos estados de Pernambuco, Santa Catarina, Bahia e Espírito Santo, mas não para Alagoas.

– Cobro essas explicações e não vou aceitar nenhuma intimidação. A bancada de Alagoas vai até as últimas consequências porque o Ibama precisa explicar porque liberou projetos com dano ambiental superior ao de Alagoas – declarou.

Também em Plenário, Renan recebeu apoio dos senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Gim Argello (PTB-DF), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Ana Amélia (PP-RS) e Benedito de Lira (PP-AL). Eles prestaram solidariedade ao colega e disseram ser direito dos senadores pedirem vista para analisarem melhor os projetos.

Benedito de Lira acrescentou que o Eisa é um empreendimento que vai gerar empregos, renda e mais qualidade de vida para a população de Alagoas.

– Estamos apenas pedindo que Alagoas seja tratado igualitariamente a outros estados do Nordeste. É um processo discriminatório. O Ibama tem de ter sensibilidade para tratar de assuntos sérios como esse. Estamos juntos com o senador Renan em defesa do nosso estado – afirmou Benedito de Lira.
 

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