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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

A máfia dos precatórios em Alagoas

23/03/2012 14:08

Ao percorrer até agora oito estados para estruturar os setores de pagamentos de débitos dos governos locais, decorrentes de sentenças judiciais em favor dos cidadãos, O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encontrou fraudes de toda ordem.
Em Alagoas, foi identificado um esquema de venda dos créditos, com deságio de até 90% e documentação irregular, a empresas, que rapidamente conseguem receber 100% dos valores em compensação tributária (veja quadro).
Segundo matéria do Correio Braziliense, desta sexta-feira, a estimativa é de que cerca de R$ 1 bilhão tenha sido movimentado dessa forma, envolvendo 500 credores — entre eles desembargadores, juízes, promotores e procuradores.
Conforme a reportagem do CB, a falta de controle era tão grande que o Tribunal de Justiça alagoano tenta rastrear, agora, quem já recebeu por essa via, para evitar pagamentos em duplicidade. “Mandei ofício à Procuradoria do Estado e à Secretaria de Fazenda pedindo nomes e valores, mas, até agora, não recebemos retorno”, destaca Diógenes Tenório, juiz responsável pelo setor de precatórios.
Ainda de acordo com a matéria do Correio, um problema crucial, verificado ao longo do trabalho de organização realizado pelo CNJ em Alagoas, foi a emissão de certidões de crédito, por parte das varas de Fazenda Pública, especialmente a 17ª, sem organização alguma. Tal documento, que não traz o valor devido, era calculado e negociado por escritórios de advocacia a empresas, principalmente a Telemar, hoje Oi.

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Efeitos da Ficha Limpa

19/03/2012 05:43

A Ficha Limpa, mesmo com sua constitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal, continua sendo objeto de polêmica, entre leigos e estudiosos do direito, mas seja qual for o conceito prevalente, uma coisa é certa: nunca o Brasil teve um instrumento legal tão eficaz para sanear o seu poluído universo político.
Pode-se afirmar que a lei é radical, de rigor excessivo, mas não poderia ser diferente, não poderia ter sido em dosagem inferior, considerando o quadro de deterioração ética e moral que atingiu a vida pública nacional, particularmente seu tecido político-partidário.
Vai caber aos partidos – que nunca deram a mínima para a condição moral dos filiados – a missão de selecionar os nomes interessados em participar das próximas eleições. E terão de fazê-lo de forma radical, sob pena de verem muitos de seus correligionários barrados pela Ficha Limpa na hora de registrar as candidaturas.
Aliás, nesse particular, a própria Justiça Eleitoral poderia, de fora prática e objetiva, disponibilizar em seus sites a relação dos políticos inelegíveis. Antecipando-se aos partidos, acabaria poupando-lhes o constrangimento de ter de barrar seus fichas sujas.
Ao comando partidário caberia apenas a tarefa menos ‘dolorosa’ de proceder à triagem de nomes novos, de pretendentes recém filiados, isto é, nomes ainda desconhecidos. Esses, aliás, se em débito com a Justiça, se alcançados pela Ficha Limpa, bem que poderiam pedir para sair antes mesmo de entrar.

NADA DE RENÚNCIA
Em conversa com o colunista, o deputado Inácio Loiola garantiu não ter nenhum fundamento o rumor, sussurrado durante a semana, de que ele estaria renunciando ao cargo de 1º secretário da ALE.

PROJETO ABRANGENTE
Loiola está trabalhando na formulação de um original projeto de desenvolvimento para Alagoas. Não um programa de ações pontuais, mas um plano de ampla abrangência para todo o Estado.

UM CRIME QUE ENTRARÁ PARA A HISTÓRIA
O Ministério da Saúde cometerá crime hediondo se teimar em deixar sem colírio os 18 mil alagoanos portadores de glaucoma. Cedo ou tarde, alguém do MS terá de responder perante os tribunais. Se houve desvios no programa de distribuição do remédio, que sejam apurados, e punidos os responsáveis. Intolerável é querer punir os pacientes que, afinal, são as grandes vítimas dessa situação.

FOGUEIRA ELEITORAL
Tem gente tentando, a todo custo, empurrar João Lyra para a fogueira eleitoral deste ano. Só que JL sabe – e como sabe – qual o real interesse de muitos de seus abnegados correligionários.

SÓ SENDO O PT
O nome Fernando Haddad está associado ao fracasso dos exames do Enem. Mesmo assim, o PT insiste em lançá-lo para prefeito de São Paulo. É arrogância misturada com burrice.

RENAN FILHO SE PROJETA PRESIDINDO COMISSÃO
Como presidente da Comissão Especial da Lei da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, o deputado federal alagoano Renan Filho (PMDB) tem se projetado como um dos mais destacados integrantes do Congresso Nacional. Previsível: seu nome vai ocupar espaço na mídia durante todo o período de preparação para os dois grandes torneios internacionais.

PURO OPORTUNISMO
Quantas vezes a Câmara de Maceió criou CEI para investigar o custo da tarifa dos ônibus? Então, por que será que os vereadores estão preocupados com o bolso do usuário logo este ano?

RECURSOS À VISTA
Seja qual for a decisão do pleno do TJ sobre o novo conselheiro do TC-AL, haverá recurso. Primeiro, ao STJ. Depois, quem estiver perdendo levará a pendenga para o Supremo Tribunal Federal.

NA GLOBO, A NOTÍCIA PELA METADE
Na 5ª feira, o Jornal Hoje noticiou que o sistema financeiro passou a liderar as queixas do Procon em São Paulo. Omitiu, porém, a instituição campeã: o Bradesco. Assim fazendo, a Rede Globo protege um de seus principais patrocinadores, mas perde a confiança dos telespectadores. Depois, fica procurando explicação para sua contínua perda de audiência.

POBRES MESTRES
Se o governo de um estado rico (como o Rio Grande do Sul) briga para não pagar o piso salarial do magistério (R$ 1.460,00), o que se deve esperar das prefeituras falidas desse imenso Brasil?

FURO RETARDADO
O diário ‘Washington Post’ noticia que, antes de morrer, Bin Laden planejou atacar o presidente Barack Obama. Ah, bom, com o homem morto e enterrado fica fácil descobrir as coisas, não?

NÃO É UM TREM, APENAS UM VAGÃO DE 40 CADEIRAS
Quarenta servidores da Assembleia (inclusive inativos) torcem – pasmem! – pela vigência do aumento do subsídio dos deputados. Como? É que o grupo tem os salários vinculados à remuneração dos parlamentares. Portanto, se o subsídio dobrar para R$ 20 mil, a Casa gastará mais R$ 400 mil mensais só com esses sortudos.

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Crise política pode derrubar Dilma?

15/03/2012 19:21

A estabilidade política que o Brasil vive não permite sequer sonhar com algum tipo de golpe de estado.
Lula deixou que a corrupção campeasse e nem de longe esteve ameaçado de destituição.
Dilma cercou-se de políticos suspeitos, já demitiu um bando deles acusados de corrupção, e nem por isso está ameaçada.
O brasileiro tem sido francamente tolerante com a bandalheira patrocinada, isto é, bancada com o dinheiro público.
Então, perguntará o leitor, não existe possibilidade nenhuma de o governo se desestabilizar?
Existe, sim, apenas uma: a volta da inflação.
O povo só chia se tiver o bolso atacado. Reage, como reagiu quando Collor congelou a poupança e demais ativos financeiros.
A inflação, derrubada pelo Plano Real, é uma ameaça à economia popular. Por isso, o governo de Lula fez, e o de Dilma está fazendo de tudo para impedir que ela mostre as garras.
Brigas políticas, envolvendo o governo e seus parceiros no Congresso Nacional, podem ocorrer aos montes. A população não está nem aí, não dá a mínima.
Desde, claro, que seu bolso esteja preservado.
Sabendo disso, como sabe, Dilma dorme sossegada.
 

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PR de Maurício Quintella rompe com governo Dilma

14/03/2012 16:11

O Partido da República (PR) do deputado federal alagoano Maurício Quintella Lessa, acabas de romper com o governo da presidente Dilma Rousseff.
Com isso, o governo acaba de perder sete votos no Senado. O líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), comunicou nesta quarta-feira, 14, à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que a negociação com o governo está encerrada e que acabou o apoio automático do partido ao Planalto.
A bancada da Câmara ainda está disposta a continuar a negociação, mas no que depender do presidente nacional do partido, senador Alfredo Nascimento (AM), o PR ficará independente.
A decisão pelo rompimento foi tomada após o encontro de Blairo Maggi com Ideli, na manhã desta quarta-feira, em que o líder cobrou do Planalto se o partido indicaria ou não o novo ministro dos Transportes. A resposta da ministra foi negativa. "Chega. Ninguém aqui é moleque. Não tem mais o que negociar", disse Alfredo Nascimento, resumindo o resultado da reunião.
Em Alagoas, além do deputado Maurício Quintella, o PR conta com uma filiada ilustre: a vice-prefeita de Maceió, Lourdinha Lyra. (Com Estadão Online)

 


 

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Renan, João Lyra e a sucessão em Maceió

13/03/2012 13:25

Com a experiência de quem disputou sucessivas eleições, vencendo a maioria delas, o senador Renan Calheiros sabe que a sucessão do prefeito Cícero Almeida será decidida, inevitavelmente, numa batalha de segundo turno.
Será um pleito de inúmeros candidatos, vários deles com capital político próprio, o que significa dizer que, com o fracionamento do eleitorado, nenhum postulante deverá obter votação suficiente para liquidar a fatura já no primeiro turno.
Consciente disso, o líder do PMDB buscará, naturalmente, formar um grupo coeso e mais amplo possível, mas sem a obsessiva preocupação de evitar concorrências, parta de quem partir.
Renan entende que a disputa plural é legítima e democrática, sobretudo num cenário em que nomes consideráveis – como os do ex-governador Ronaldo Lessa, do deputado federal João Lyra, do secretário Mosart Amaral – estão postos para análise dentro de um processo em que a multiplicidade de possíveis postulantes não constitui tendência exclusiva do bloco oposicionista.
Contido, até agora, em relação ao embate eleitoral iminente, o senador peemedebista apenas faz, aqui e ali, avaliações pessoais que, não por coincidência, convergem para o que ensina qualquer manual político: quanto menos dividida, mais forte marchará a oposição. Um conceito, como se nota, absolutamente racional e sem nenhum traço de lógica excludente.
O deputado João Lyra, ao seu turno, poderá até lançar-se candidato, mas não é, seguramente, o que recomenda o quadro eleitoral em formação. Mormente sabendo, como bem sabe o líder empresarial, que não se disputa eleição majoritária sem aliança múltipla, sem conjugação de forças, por mais consistente que pareça o poder da individualidade.
Dentro dessa análise, por outro lado, seria ingênuo supor que, movido pela empolgação própria de principiantes, entendesse JL de entrar numa campanha eleitoral árdua e desgastante, deixando de lado seus compromissos com o mandato legislativo em curso, apenas – e somente apenas – para cumprir orientação ditada pela cúpula nacional de um partido ainda em gestação.
Renan entende que ainda é cedo, não para discutir o processo eleitoral em si, não para avaliar estratégias de ação em nome do conjunto oposicionista, mas para definir nomes. E tem motivos para afirmar que o momento não é propício para precipitar candidaturas, mesmo considerando que vários nomes estão em cogitação, ocupando espaços na mídia, mobilizando a opinião pública, como já atestam, em sondagens preliminares, as pesquisas de intenção de voto.
Nessa linha de análise infere-se, entretanto, que a posição do senador, contrária a qualquer tipo de açodamento, não invalida ou embaça uma percepção cada vez mais consensual nos setores de oposição: a de que uma chapa liderada pelo ex-governador Ronaldo Lessa poderia representar o caminho mais curto e menos árduo para se atingir o sucesso eleitoral nas urnas de outubro.
Não por coincidência, idêntica percepção domina os setores governistas, cada vez mais convergentes para a união de forças em torno do nome do jovem deputado federal Rui Palmeira, muito embora, também nas hostes da situação, se pregue a liberdade – mas não a conveniência – de múltiplas candidaturas.
De mais a mais, não seria ocioso assinalar – parafraseando uma máxima cultuada nos Pampas – que o bom político, assim como o bom cavaleiro, não perde a ocasião de montar, se o cavalo passa selado. Para JL, então cheio de determinação e gana de assumir os destinos da capital alagoana, o cavalo eleitoral desfilou com vistosa sela há exatos oito anos, e não foi, como se sabe, o vitorioso industrial que lhe tomou as rédeas.
Cumpre aqui ressaltar ainda, por oportuno, o fato de que, como conseqüência do processo sucessório de 2010 – e apesar das rupturas resultantes de 2006 – João Lyra e Renan Calheiros se deixaram reaproximar por uma força gravitacional muito mais poderosa do que suas pontuais diferenças políticas, portanto, uma força determinada pela reciprocidade de interesses. E nada sugere que algo novo esteja conspirando para distanciá-los mais uma vez.

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