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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Para Collor, procurador que acusa Renan 'é criminoso'

29/01/2013 11:06

O episódio das ‘notas frias’ envolveu Renan Calheiros em 2007. Então, cabe a pergunta: por que somente agora, a uma semana da eleição do novo presidente do Senado, o assunto veio à tona, com toda sintomatologia daquilo que em jornalismo se convencionou chamar de ‘matéria requentada’?

Ninguém é bobo: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, poderia ter reaberto o caso antes, muitos antes, mas esperou para fazê-lo às vésperas de um processo eleitoral tendo Renan Calheiros como centro das atenções. Claro que a iniciativa, como diz o próprio Renan, teve motivação política.

Para quem não conhece Roberto Gurgel, aqui vai um registro a seu respeito: no ano passado, em discurso da tribuna do Senado, o senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmou haver prova cabal de que o procurador-geral da República cometeu crime de prevaricação. Collor acusou Gurgel de ‘segurar’ investigações da Operação Monte Carlo, que resultou na CPI do Carlos Cachoeira.

Era previsível que Renan, mesmo sem haver se declarado candidato a presidente do Senado, acabasse virando alvo de todo tipo de acusações. Fernando Collor, então presidente da República, também viveu esse mesmo tipo de bombardeio, por motivos semelhantes, mas acabou sendo absolvido de todas elas pelo Supremo Tribunal Federal.

Pesam, nesses episódios, um indisfarçável preconceito contra alagoanos. José Sarney carrega consigo uma longa história de denúncias e acusações, mas ninguém bombardeou sua indicação para presidir o Senado pela quarta vez. A denúncia contra Renan, feita em 2007, partiu de uma mulher inconformada. Foi fruto de um caso pessoal envolvendo a vida particular do senador. Logo, transformaram o caso em um episódio político.

Quando se fala em ‘alagoanos’, parece que o Congresso nacional é um templo de vestais. Não é. Hoje há cerca de 170 congressistas (senadores e deputados federais de todas as partes do país) respondendo a processos no Supremo Tribunal Federal. Um terço do Parlamento processado. Tem até deputado respondendo por estupro...

Para atingir Renan, setores da mídia nacional agem de forma irracional: reagem contra sua escolha para presidir o Senado, mas silenciam se ele ficar ‘apenas’ como senador. Que lógica é essa? Senador pode, não pode é presidir os senadores.

O que deve importar, nesse momento, é saber qual o compromisso de Renan na presidência. Compromisso, por exemplo, com a discussão e votação de uma reforma política que sirva de ponto de partida para uma mudança nos costumes nacionais. Mudança geral, na ética e na moral, começando por uma profunda reformulação das regras que regem os partidos e nosso ultrapassado processo eleitoral. O que se deve cobrar de Renan é o empenho para votar a reforma tributária que nunca sai do papel. Reforma que possa reduzir a carga de impostos que hoje massacra a classe média brasileira. Isso, sim, é prioridade.

O fato a considerar, às vésperas da eleição no Senado, é que não há nada de novo contra Renan. A denúncia de Gurgel se apóia em episódio vencido, do passado, de sete anos atrás.
A eleição de Renan, apesar dos poucos opositores no Senado e dos críticos de sempre na mídia, deve se confirmar com amplo apoio dos senadores e com o respaldo tácito do Palácio do Planalto. O vice-presidente Michel Temer, conhecido por sua correção e seriedade, saiu em defesa do projeto de Renan: “Ele pode fazer uma bela gestão na presidência do Senado”.

Renan sabe, por outro lado, que não poderá errar. Compete-lhe decretar uma nova fase na história do Senado Federal, com decisões que de fato correspondam às expectativas da Nação.

 











 

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Nonô prepara-se para disputar sucessão de Teotonio

24/01/2013 05:13

Sem alarde, trabalhando à mineira, o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) prepara o caminho para concorrer à sucessão estadual em 2014, ano já agora considerado decisivo para a continuidade de sua carreira política.
Promotor de Justiça aposentado, seis mandatos consecutivos de deputado federal – com atuação destacada na Câmara – Nonô tem assumido o governo com freqüência, mantém-se em perfeita sintonia com o governador Teotonio Vilela (PSDB) e desenvolve um trabalho que lhe rende naturalmente espaço na mídia.
Como coordenador do programa de reconstrução de casas para os desabrigados das enchentes de 2010, o vice-governador realiza um trabalho assistencial beneficiando milhares de famílias carentes em vários municípios alagoanos, o que o coloca como responsável direto por um dos mais importantes projetos sociais da gestão tucana em Alagoas.
Até abril de 2014, Nonô assumirá o governo em definitivo, uma vez que Teotonio Vilela terá de renunciar, atendendo a exigência de desincompatibilização para concorrer à eleição ao Senado, tendo como provável adversário o senador Fernando Collor.
Efetivando-se no cargo, Thomaz Nonô terá a seu favor um argumento definitivo para garantir-se como postulante no processo sucessório: a condição de ‘candidato natural’ à reeleição representando as forças governistas no Estado.
No final de 2012, Nonô comemorou a entrega de 5.065 casas, das 9 mil que estavam prontas para ser distribuídas nos próximos meses. Ao todo, o governo vai construir 17.747 habitações.
O vice-governador também tem ocupado espaço como presidente do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram) e do Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social (Cips). O Cepram delibera sobre diretrizes, políticas, normas e padrões para a preservação e conservação dos recursos naturais. Em 2012, o Cepram deliberou 435 processos de licenciamento ambiental.

Destaque no plano nacional

No cenário nacional, a atuação afirmativa como deputado federal, inclusive exercendo cargos de relevo, como o de vice-presidente da Câmara Federal, rendeu a Nonô prestígio e notoriedade, a ponto de ter sido escolhido, seletivamente, para comandar o processo que o DEM abriu para investigar o ex-senador Demóstenes Torres, afinal cassado por envolvimento com o grupo liderado pelo contraventor Carlos Cachoeira.
Assim como outros líderes veteranos caminhando para fim de mandato, como o governador Vilela e o senador Collor, o presidente estadual do DEM tem plena consciência de que somente uma vitória nas urnas de 2014 poderá mantê-lo vivo no cenário político.
Buscando o fortalecimento de seu partido, principalmente na capital, Thomaz Nonô lançou o deputado estadual Jéferson Morais à sucessão do prefeito Cícero Almeida, mas o resultado ficou aquém do esperado: Morais acabou em quatro lugar, atrás de Rui Palmeira (eleito), Jurandir Bóia (substituto de Ronaldo Lessa), e Galba Novais, então presidente da Câmara de Maceió.
 

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O mensalão é pinto

21/01/2013 04:44

Quando Collor se elegeu presidente, em 1989, o guru Delfim Neto sentenciou: “O Brasil perdeu sua grande oportunidade de se livrar do PT”. Perfeito. Eleito, Lula teria sido devorado pelo dragão inflacionário. Teria naufragado muito antes de Collor.
Como Delfim estava certo. Aí está o PT, aí permanece o PT, fazendo de tudo para perpetuar-se no poder. O mensalão foi um esquema burro, além de ousado. Comprar, corromper, subornar deputados para aprovar projetos do governo era, como foi, uma jogada de altíssimo risco. Deu no que deu.
Espertíssimo, Lula pensou em outras fórmulas: o Fome Zero, o Bolsa Família, as cotas universitárias e agora, com Dilma, o Brasil Carinhoso. Cada programa desses, financiado com o imposto arrancado à classe média, garante ao PT ponderável fatia do eleitorado. Os cotistas vão ter R$ 400,00 por mês, mais um óbolo do governo. Mais votos de retribuição para reeleger Dilma.
O governo tira da classe média e dá aos miseráveis. Lula e Dilma institucionalizaram a mendicância no País. Toda essa gente que recebe dinheiro de graça hoje, vai continuar sem emprego, sem produzir, sem render nada, amanhã. A redução da conta de luz – ato temerário em fase crítica de apagões – vai ser descompensada com o aumento dos combustíveis. Quem não tem carro, porém, vai se sentir em débito com o PT. Mais devedores para 2014.
O PT nunca precisou do mensalão. Tremenda bobeira, a fórmula do Dirceu. A do Lula, não. Genial. Doação de dinheiro aos pobres, à custa de uma carga tributária massacrante. Robin Hood das favelas, das grotas, dos bolsões de miséria disseminados pelo Brasil afora. A classe média – a que consome e paga impostos – banca a distribuição piedosa. E o faz silente e resignada. Lula é um gênio.

PÉ NO ACELERADOR
Rui Palmeira ainda estuda o terreno, mas já pode pressionar um pouco o acelerador. Para decolar de vez, o comboio precisa ser puxado pela locomotiva. Em ritmo gradual e progressivo, é claro.

ESCOLHA ACERTADA
A escolha de Eduardo Canuto para liderar a bancada do prefeito na Câmara só mereceu elogios. Vereador do PV, Canuto tem perfil de moderado e sua voz tem ressonância no Legislativo Municipal.

RENAN ERA UM ALVO MAIS DO QUE PREVISÍVEL
Era previsível que setores da mídia cairiam em cima de Renan tentando melar sua volta à presidência do Senado. Aí estão, pois, temas requentados e outros sem sentido, como o de que cometeu crime ambiental ao calçar uma tira de ladeira íngreme no interior de Murici. Há até os que o criticam por não ter ainda assumido a candidatura. Ou seja, para atacá-lo, se faltar matéria, a turma cria.

PRESTANDO CONTAS
A direção do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo (STPLAL) anunciou a realização de assembleia geral no próximo dia 31 (uma 5ª feira) para prestação de contas aos associados.

ORIGEM DA MATANÇA
A violência urbana, fruto de intrigas e desavenças, tem explicação: a certeza da impunidade. As leis vigentes não intimidam a ninguém, pelo contrário, até estimulam o cometimento de crimes.

RONALDO LESSA GANHA MAIS UMA NA JUSTIÇA
Quando se denuncia, faz-se um alarde; quando se absolve, poucos noticiam. Ronaldo Lessa sabe disso, mas comemora nova vitória na Justiça: o juiz federal Sérgio Wanderley de Mendonça o absolveu da acusação de ter comprado leite e óleo de soja sem licitação, quando era governador (2004/2005). Os produtos foram adquiridos para atender desnutridos e gestantes de risco nutricional assistidos pela Secretaria Estadual de Saúde.

JOTA, O CARA
Jota Duarte vai lançar em breve um livreto contendo sua biografia. Resume a trajetória do homem simples que foi tudo em Alagoas, de vereador em Palmeira a governador do Estado.

MUDANÇA NA ALE
Sai Inácio Loiola, entra Maurício Tavares no comando da 1ª Secretaria de Assembleia, a partir de fevereiro. Loiola passou o biênio comO um peixe fora d’água ‘integrando’ a Mesa da ALE.

COM A BOCA NO TROMBONE
Simone Andrade iniciou o mandato com todo fôlego. Além de jogar pesado contra o caos do trânsito no Poço, a vereadora denunciou a insegurança dos moradores de Ipioca por alta de iluminação pública (problema corrigido durante mutirão neste sábado). Ela também pediu uma ambulância para atender à população de Floriano Peixoto.

ESPERANÇA TUCANA
Teotonio Vilela joga todas suas fichas no pleno do Supremo Tribunal para reverter o parecer contrário ao empréstimo do BNDES para Alagoas. São R$ 611 milhões para projetos de infraestrutura.

FIM DA GASTANÇA
Com um histórico de ‘gastos improdutivos’, a Câmara de Maceió não deve voltar com o projeto ‘Parlamento na Praça’ que, na última gestão, virou farra com dinheiro público, segundo Dudu Holanda.

A FARRA COM PASSAPORTE DIPLOMÁTICO
O governo concedeu passaporte diplomático ao ‘apóstolo’ Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial. Estranha, a atitude do Itamaraty. Primeiro, porque o pastor não é autoridade, não exerce cargo público. Depois, porque, sendo operador de milagres, como se vê na TV, o pregador deveria dispensar imunidade de qualquer tipo. Em eventual aperto, bastaria empregar seus poderes celestiais.

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Dilma ligou para Teotonio

14/01/2013 04:34

No dia 25 de dezembro, em plena atmosfera natalina, Teotonio Vilela Filho recebeu uma ligação de Brasília. “Quero te desejar feliz Natal e me congratular com duas conquistas: a queda nos índices de homicídios e a redução da mortalidade infantil em Alagoas”. O governador ouviu a mensagem, sorridente e exultante. Afinal, do outro lado da linha falava Dilma Rousseff, presidente da República.
Naquele dia, Vilela foi dormir contabilizando avanços: cinco novos hotéis inaugurados, a nova unidade da Braskem operando e conferindo a Alagoas o título de maior produtor de PVC da América Latina, o projeto do estaleiro aprovado pelo Ibama, ¼ do canal do Sertão concluído, o investimento de R$ 1 bilhão na Mineradora Vale Verde, o turismo alagoano em expansão jamais experimentada.
Novos avanços estão em curso para 2013, mas Teotonio está fixado no canal do Sertão: com 65km concluídos (de um total de 240km), a obra emprega atualmente 2.500 trabalhadores de vários municípios sertanejos, assegurando renda e minorando o drama da estiagem. Com uma vazão de 30m³ por segundo, o canal desponta como redenção para longa faixa de municípios castigados pela seca. “Só vou inaugurar a 1ª etapa com a presença da presidente Dilma”, diz o governador que, apesar de sua condição partidária, trata a presidente como uma aliada, a exemplo do que fazia com Lula.
Em pleno boom turístico, o Estado ganhará mais quatro hotéis este ano, um deles – o Magia, em Ipioca – de seis estrelas. E Maceió, lembra Vilela, já está com 40% de sua área urbana saneada. Ele também comemora a chegada do grupo Porto Belo, maior produtor de cerâmica do Brasil. E não só: vem aí mais um porto, projetado para Coruripe, já que o de Maceió não tem mais para onde se expandir. Consta que no feliz 25 de dezembro, Téo deu graças por 2012 e foi dormir sonhando com uma manchete de jornal: “O ano de Teotonio Vilela”. Qual? – 2013 ou 2014?

TC MAIS RIGOROSO
Novo presidente do Tribunal de Contas, o conselheiro Cícero Amélio vai ser cooperativo com os gestores municipais, mas avisa que o TC-AL será implacável na apuração de falcatruas.

MAPA CRUCIAL
O prefeito Rui Palmeira já tem em mãos o mapa dos problemas de Maceió. Dos mais fáceis aos mais complexos. E já sabe que, para solucionar muitos, terá de contar com recursos do governo federal.

TENTE COMPREENDER AS DECISÕES DA JUSTIÇA
O público bem que se esforça, mas não consegue entender a nossa sábia Justiça. Veja: na virada do ano, um desembargador concedeu liminar autorizando a posse de 32 vereadores na Câmara de Maceió. Três horas depois, contudo, outro desembargador cassou a dita liminar. O cidadão comum, claro, ficou sem saber: quem estava certo – o que concedeu a liminar ou o que a revogou?

REVISÃO GERAL
Além de ordenar uma revisão de todos os contratos firmados na gestão de Cícero Almeida, o prefeito Rui Palmeira também fazer um levantamento das obras físicas iniciadas e não concluídas.

TEÓFILO 2014
Presente ao café matinal que Teotonio Vilela ofereceu aos jornalistas, o secretário Rogério Teófilo exibia a cara de quem vai tentar, em 2014, um mandato para voltar à Assembleia Legislativa.

MELLO VETOU O EMPRÉSTIMO DO BNDES
Não passou despercebido o fato de que foi o ministro Marco Aurélio Mello, primo do senador Fernando Collor, quem negou a liberação do empréstimo do BNDES a Alagoas. A decisão do ministro foi tomada no dia 21 de dezembro, em cima de um arrazoado da Secretaria Nacional do Tesouro, e confirmada no dia 27 pelo presidente Joaquim Barbosa, na ocasião plantonista do STF.

ÀS URNAS DE 2014
Unidos ao longo de dois mandatos na Prefeitura de Maceió, Lourdinha Lyra e Cícero Almeida poderão medir forças daqui a dois anos, concorrendo a cadeiras na Assembleia Legislativa.

RESERVA ELEITORAL
Dilma acaba de aprovar uma ajuda de custo mensal de R$ 400,00 para universitários cotistas. Garante, com isso, o apoio de mais um segmento para seu projeto de reeleição presidencial.


COMPROMISSO COM A TRANSPARÊNCIA
O presidente da Câmara, Chico Holanda Filho, promete uma gestão marcada, sobretudo, pela transparência. Se conseguir, superando as pressões do baixo clero por gastos perdulários, terá o reconhecimento da sociedade e a chance de conquistar novo mandato. Uma gestão transparente é tudo que a nova Mesa pode fazer para resgatar a imagem da Casa de Mário Guimarães.

LEI FISCAL E ALE 1
Pelos cálculos do STPLAL, o Poder Legislativo não feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal em 2012. Os gastos com pessoal só excedem o limite da LRF se somados à folha dos aposentados.

LEI FISCAL E ALE 2
O sindicalista Ernandi Malta lembra que proventos pagos a inativos e pensionistas ficam de fora dos cálculos sobre despesa salarial, situação que está prevista na própria Lei Fiscal.


 

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Collor sairá para governador?

09/01/2013 09:54

Embora tenha anunciado, no bate-papo com jornalistas no final do ano, que disputará a reeleição em 2014, em nenhum instante o senador Fernando Collor (PTB) convenceu os analistas de plantão, nem os próprios jornalistas, quanto ao seu verdadeiro rumo político.
Ao assumir uma postura crítica em relação ao governo do Estado, usando como mote recorrente a questão da violência no Estado, Collor deixa mais do que transparente um sinal: seu adversário, escolhido e carimbado, será o governador Teotonio Vilela, seja para um confronto direto – disputando a vaga de senador – seja no embate entre os blocos da situação e oposição.
- Sou candidato à reeleição – afirmou Collor na conversa com um grupo seleto de jornalistas, mas poucos dias depois, este jornal publicou entrevista com o cientista político Eduardo Magalhães, que afirmou: “Collor não enfrentará Teotonio Vilela porque vai concorrer ao governo do Estado em 2014”.
O mais provável é que o professor Magalhães tenha feito um prognóstico levando em conta o cenário que começa a se desenhar com vistas à próxima sucessão estadual, cenário que chama a atenção, nesse momento, pela indefinição de nomes.
Começa pela improbabilidade de o prefeito Rui Palmeira (PSDB) vir a largar a prefeitura de Maceió para, com menos de dois anos de exercício do cargo, embrenhar-se numa batalha sucessória que, normalmente, exige mais experiência, mais vivência e, porque não, mais jogo de cintura dos aspirantes.
Segue-se que um nome emergente, o do jovem deputado federal Renan Filho (PMDB), aparece como possível aspirante ao governo, até porque, comprovadamente, já possui a idade mínima necessária para assumir o cargo de governador.
Já o prefeito Cícero Almeida, conquanto tenha construído uma boa imagem de administrador e realizado um trabalho afirmativo que lhe rendeu altos índices de popularidade, não parece ser detentor de cacife político para liderar um processo eleitoral que impõe aos seus participantes capital político alicerçado em todo o Estado.
Por sua trajetória – deputado estadual, prefeito de Maceió e governador duas vezes – Ronaldo Lessa (PDT) merece ser lembrado, mas com a observação de que, hoje, seu potencial político está em franca decomposição, fruto de sucessivas derrotas eleitorais, a saber: para senador em 2006, para governador em 2010 e para prefeito de Maceió (impugnado) em 2012. Uma após a outra.
Claro que o comentário de Eduardo Magalhães contém certo exagero – “Lessa está fora da política” –, mas o fato é que a chance de o ex-governador conquistar um mandato, mormente executivo, passou a ser mínima, ainda mais tratando-se do governo do Estado.
Com tudo isso, somados os fatores aqui descritos, pode-se dizer que o cenário está se amoldando ao perfil de Collor para governador, em nome da oposição, em 2014? Estaria, se não houvesse outro nome fortíssimo em sua órbita: o do senador Renan Calheiros (PMDB) futuro presidente do Congresso Nacional e franco atirador na eleição governamental daqui a dois anos.
Collor, claro, é peça viva no tabuleiro sucessório, mas seu projeto político, com o olhar voltado para o Palácio República dos Palmares, só ganhará consistência se, mais adiante, ficar definitivamente confirmado que Renan não disputará a sucessão de Téo Vilela, o que, para muitos, é coisa mais do que improvável.
Em relação às forças governistas, a tendência hoje aponta para a candidatura do senador Benedito de Lira (PP), que na sucessão de 1998 chegou a compor a chapa majoritária como vice de Manoel Gomes de Barros, derrotado por Ronaldo Lessa.
A equação governista, entretanto, não se resolve com o nome de Benedito de Lira, já que o atual vice-governador Thomaz Nonô se efetivará no cargo em abril de 2014, quando Vilela renunciará para concorrer ao Senado. Nonô, pelo seu perfil e histórico de lutas, não vai querer jogar fora a chance de disputar a sucessão estadual na condição de ‘candidato natural’ em pleno exercício do poder.

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Primeira Edição © 2011