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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

O que é preciso para o Plano de Segurança dar certo

26/06/2012 06:07


Nenhum plano de segurança dará certo se não houve resposta clara e satisfatória para esta pergunta: qual será o destino, a partir de agora, dos bandidos presos pela Polícia alagoana?
Essa é a grande questão, o núcleo da problemática da violência. O que ocorre atualmente? O bandido é preso, após trocar tiros com a Polícia, e ninguém sabe o que lhe acontece em seguida. Fica preso? Não fica. Se ficasse não voltaria a delinqüir.
A maioria dos criminosos – assaltantes, pistoleiros e traficantes – que agem em Alagoas é constituída de reincidentes com várias entradas na Polícia. Ou seja, gente que matou, roubou, seqüestrou, traficou – foi presa e, posta em liberdade, voltou ao ‘batente’.
O que seria ideal, dentro do novo plano de segurança? Através de parceria com os demais estados, sob a chancela do Ministério da Justiça, transferir os bandidos daqui para Acre, Rondônia, Amapá – e vice versa. Mas, mantendo-os presos, fora de circulação, por longo tempo.
Essa questão deve ser levada ao governador Teotonio Vilela e ao ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, durante o lançamento do plano de segurança nesta quarta-feira 27 de junho.
Tem de haver uma ação articulada: Polícia, Ministério Público e Poder Judiciário. Preso o marginal, instaura-se o inquérito, decreta-se a prisão preventiva e agiliza-se o julgamento. Cadeia. Pena sempre acima de cinco anos em regime fechado. Pena exemplar.
O Estado precisa ter prisões com trabalho regular para os detentos, onde eles possam produzir e ajudar a pagar seu sustento. Por que a sociedade é vítima das ações criminosas e ainda tem de sustentar os bandidos no sistema prisional?
Mas o grande foco da questão é TIRAR OS ASSALTANTES E TRAFICANTES DE CIRCULAÇÃO. Para isso, não pode faltar delegado, os inquéritos têm que ser instaurados sem perda de tempo. Primeiro, aliás, cabe concluir as centenas de inquéritos que estão aí no âmbito da Polícia Civil sem respostas. Outra coisa: a Defesa Social (ou Segurança Pública) deve ter metas a cumprir. Redução gradual de homicídios e de assaltos. Se a meta não for cumprida, muda-se o comando do aparato policial. Se isso não for possível, plano nenhum dará certo, com ou sem ajuda federal.

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Nonô aposta em Morais

25/06/2012 08:44

Ao assumir a coordenação do projeto de reconstrução das cidades devastadas pelas enchentes de 2010, o vice-governador José Thomaz Nonô fez, como diria, sua parte, ajudando o governo num momento crucial, mas também começou a percorrer o caminho que o levará à sucessão estadual de 2014.
Essa é uma das razões pelas quais Nonô resolveu apostar todas as fichas na candidatura do deputado estadual Jéferson Morais a prefeito de Maceió. Independente do potencial de Morais, o importante, para Nonô, é a presença do DEM no processo que funcionará como escala para a próxima eleição de governador.
Significa dizer que Thomaz Nonô já prepara o terreno para disputar o governo (já que Teotonio Vilela renunciará nove meses antes para concorrer ao Senado) e precisa, para tanto, marcar presença no processo eleitoral deste ano.
Ou seja, eleito ou não, Jéferson Morais cumprirá papel relevante na campanha da sucessão em Maceió: se não for para o segundo turno, será um correligionário considerável do candidato governista escolhido pelo eleitorado para decidir o segundo turno.
O projeto de Nonô é tão natural quanto – ao que tudo indica – inevitável: como sucessor de Teotonio Vilela, ele governará o estado por nove meses, podendo, inclusive, capitalizar os loiros de uma possível redução dos atuais índices de violência.
Adversários? Claro que terá, mas não dá para antecipar nomes. Até porque o mais emblemático da oposição, o senador Renan Calheiros, nunca se sentiu tão bem atuando no Congresso Nacional. Mais: em 2014,estará apenas na metade de seu mandato senatorial.

CÁRMEN LÚCIA
Para manter contato com as autoridades eleitorais do Estado, chega a Maceió nesta segunda-feira a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia.

SEM LIMITE
O excesso de arrecadação tributária está ensejando uma sede insaciável de salários nos poderes da República. No Congresso já se cogita até acabar com o teto salarial dos servidores públicos.

O VAZIO POLICIAL À ESPERA ‘DO ANÚNCIO’
Não podia ser diferente, mas ao programar o anúncio do plano antiviolência para o dia 26 (depois 27), o governo como que delimitou o tempo para os bandidos agirem com total liberdade. Isso explica a onda de assaltos nas últimas semanas. A própria Polícia parece ter parado no tempo, ficando, como todo mundo, no aguardo do plano reforçado com ajuda do governo federal.

ELEITOR QUE SE LIXE
A oposição adora quando o DER-AL ativa a sinalização eletrônica nas rodovias alagoanas gerando multa a toda hora. Principalmente, quando pune motoristas em pleno ano eleitoral.

SALÁRIO ASTRONÔMICO
Neymar, como já se viu, não é nenhum Romário. Mesmo assim, ganha um salário de R$ 3 milhões. O que representa? O que o eficiente América Mineiro gasta para manter todo seu plantel.

FIM DE LINHA?
Politicamente morto, É o que os próprios aliados dizem do prefeito Toninho Lins, depois de preso sob acusação de liderar um esquema de rapinagem na confusa Prefeitura de Rio Largo.

NOVO ESCÂNDALO
O Ministério Público invadiu a sede da Assembleia Legislativa do Amapá e recolheu os documentos que requisitou e foram negados. Na folha de pessoal, foram detectados salários escandalosos.

DINÂMICA NA ASSISTÊNCIA SOCIAL
Cícero Almeida perdeu excelente candidato, mas ganhou (de novo) um dinâmico secretário. O retorno de Francisco Araújo ao comando da Secretaria de Assistência Social (Semas) privou o prefeito de ótimo candidato a vereador, mas reforçou o setor social da administração, que deixou de ser crítico nos últimos dois anos graças ao trabalho de Araújo e sua equipe integrada pela competente Eliza Barbosa e um coeso time de dedicados auxiliares.

O DISCURSO...
A propaganda do Smile é irresistível: plano de saúde a partir de R$ 70,00 e consultas marcadas pelo telefone ou internet, sem burocracia, sem delongas. Nunca se viu tanta eficiência.

...E A PRÁTICA
Na prática, contudo, o atendimento do Smile é uma lástima. A usuária Maria Vieira buscou um ortopedista e foi avisada: só em setembro. Ela reagiu: “Então, a propaganda é pura enganação?”.

A MALUFADA DO PT QUE NÃO SE RESPEITA
A aliança eleitoral com Paulo Maluf transforma o PT num partido que não respeita sequer a própria história. Será que Fernando Haddad, candidato petista à Prefeitura de São Paulo, sabe o que Lula dizia de Maluf, quando Lula era oposição e Maluf, governo?
E ainda tem petista que se defende: “O Serra também não buscou o apoio de Maluf?”. Quer dizer, se Serra roubar, o PT se sente autorizado a fazer o mesmo?

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Onze partidos apoiam Célia em Arapiraca

22/06/2012 11:08

 

A convenção municipal do PMDB em Arapiraca, com vistas às eleições de outubro, promete ser uma das maiores do Estado, segundo estimativa do presidente do Diretório do partido naquela cidade, o ex-vereador, José de Macedo. Serão 11 partidos coligados – incluindo o PMDB – que irão apoiar a pré-candidata à prefeita, a deputada federal Célia Rocha (PTB). “O número de partidos poderá ser ainda maior, a depender de conversas que estamos mantendo com outros aliados”, avalia.

O PMDB conta com 793 filiados em Arapiraca e a expectativa de Macedo é de participação total nessas convenções. O PMDB vai sair com 14 pré-candidatos a vagas na Câmara de Vereadores, onde hoje está representado por Adalberto Saturnino, Gilvania Barros, Rogério Nezinho e João dos Santos.

Além disso, o PMDB vai indicar o pré-candidato a vice na chapa de Célia Rocha, anúncio que poderá ser oficializado no próximo fim de semana, pelo presidente do PMDB em Alagoas, o senador Renan Calheiros, e pelo prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB). Arapiraca é o segundo colégio eleitoral de Alagoas e, além do PMDB, a pré-candidata Célia Rocha conta com o apoio da máquina administrativa municipal e do senador Fernando Color (PTB).

A convenção acontece no dia 30, sábado, no Ginásio João Paulo II, localizado no Parque Ceci Cunha, centro de Arapiraca, a partir das 09 horas.
 

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Patrícia cobra expansão da rede de proteção à mulher em Alagoas

20/06/2012 16:00

Em discurso proferido na tribuna da Assembleia Legislativa, a deputada Pa-trícia Sampaio(PT) denunciou o quadro grave de violência contra as mulheres. Citan-do dados do Mapa Contra a Violência 2012, a parlamentar destacou o fato de 43 mil mulheres terem sido assassinadas no Brasil só nos últimos dez anos. Pelo Mapa, Ala-goas aparece como vice-campeão brasileiro de homicídios praticados contra o gênero feminino. “Em mais de cinco mil municípios, Palmeira dos Índios está num preocu-pante 50º lugar, enquanto Arapiraca é o quarto município mais violento”, afirmou Patrícia.
Destacando a Rio+20, em que lideranças mundiais discutiram políticas de reafirmação feminina para o desenvolvimento sustentável, Patrícia ainda inseriu em seu pronunciamento uma reivindicação ao governo do Estado, “pois está mais do que na hora de se modernizar a estrutura local de apoio às mulheres”. A deputada lem-brou a recente presença em Maceió de uma Comissão Parlamentar Mista do Con-gresso Nacional. “Ela constatou a deficiência de funcionamento dos instrumentos es-taduais de proteção à mulher. É hora de elaborar projetos e envolver o governo fede-ral nessa expansão da rede de proteção feminina em nosso Estado,” propôs patrícia. Veja a íntegra do pronunciamento:

"Até sexta-feira, as atenções do planeta estarão voltadas para o Rio de Ja-neiro, onde está ocorrendo a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Cerca de 200 representações de países do mundo inteiro participam desse debate.
No contexto da programação, diversos segmentos estão ativos, participando de reuniões, apresentando teses e documentos para serem refletidos por todos os participantes.
Entre esses segmentos, Senhor Presidente, vale destacar a comitiva de mu-lheres líderes de setores públicos privados, de instituições representativas e de organizações não governamentais. Pela primeira vez na história “presidentas” e primeiras-ministras se reúnem para discutir concretamente a integração das mulheres no debate acerca de desenvolvimento sustentável.
As mulheres, Senhores Deputados, vão pleitear na Rio+20 o tratamento de três temas básicos: o combate à desigualdade de salários e de oportunidades e a vio-lência contra a mulher; o repensar na divisão sexual do trabalho, na busca de melhores condições para a mulher; e o incentivo à ascensão feminina a funções de liderança.
A diretora-executiva da ONU Mulheres e ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, é uma das conferencistas e já tem cristalizada uma visão contemporânea para a evolução da humanidade. O ponto de vista da ex-presidenta é o ponto de vista da comunidade feminina. Se conseguirmos avançar na sociedade em assuntos relacionados à igualdade de gênero, também vamos acelerar o desenvolvimento sustentável, inclusive na construção da paz.
No Brasil, Senhor Presidente, há 97 milhões de mulheres, que representam 51% da população. Um dado relevante: se há 10 dez anos apenas 25% das mulheres lideravam as famílias brasileiras, este índice subiu para 40% na atualidade, segundo dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, vinculada ao governo federal.
Cada vez mais amplia a consciência de que a participação das mulheres se torna essencial no desenvolvimento das famílias. Se há avanços inegáveis, inclusive em termos de legislação que protege a condição feminina, por outro lado, é lamentável constatar a gravidade contida nas estatísticas.
O Mapa da Violência 2012, Senhores Deputados, produzido pelo respeitável Instituto Sangari, numa parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, ao sistematizar dados delituosos ocorridos no Brasil, nos últimos trinta anos, chega a algumas conclusões assustadoras:
De 1980 a 2010, foram assassinadas cerca de 100 mil mulheres no Brasil . Desse total, 43 mil mulheres perderam suas vidas, de maneira violenta, só nos últimos dez anos;
O Estado do Espírito Santo aparece como campeão em taxa de homicídio contra as mulheres. São 9,4 assassinatos em cada grupo de 100 mil mulheres;
O nosso Estado de Alagoas é vice-campeão brasileiro em homicídios contra as mulheres. O levantamento, Senhor Presidente, constatou a nossa tragédia local: são 8,3 homicídios de mulheres para cada 100 mil alagoanas, com uma concentração marcante em Maceió;
A minha querida Palmeira dos Índios, num universo de 5565 municípios brasileiros, ocupa uma preocupante quinquagésima posição, com taxa de 10,9 de homicídios femininos, segundo o Mapa da Violência.
Pior ainda é o quadro vivenciado por Arapiraca, que está na quarta colocação entre todos os municípios do País. São 21,4 homicídios femininos para cada 100 mil mulheres.
Os dados do Centro de Perícias Forenses, do Instituto Médico Legal de Ma-ceió, reforçam ainda mais a tragédia vivenciada pelas mulheres no que diz respeito à violência. De 2009 a 2011, Sr. Presidente, dez mil quatrocentos e trinta e duas mulheres foram vítimas de alguma modalidade de violência, do estupro à lesão corporal, conforme registra o setor de estatísticas do IML.
Esses são aqueles casos que são registrados, sendo que a grande maioria procede de ocorrências consignadas na Delegacia da Mulher. Imagine o volume de delitos cometidos e que a dona de casa, a mulher trabalhadora, termina não dispondo de força, de solidariedade, para denunciar as agressões que, na grande maioria dos casos, ocorrem no próprio lar.
Esse quadro se tornou ainda mais dramático, pois a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, constituída pelo Congresso Nacional para investigar a violência contra a mulher, constatou em Alagoas a falta de estrutura física, material e de pes-soal para atendimento adequado às mulheres em situação de violência. A Comissão esteve há duas semanas em Maceió, realizando diligências e audiências públicas.
Só possuímos, em condições precárias, três delegacias especializadas de defesa da mulher, um juizado da violência doméstica e familiar, um centro de referência, uma casa abrigo e apenas um hospital que atende mulheres vitimadas pela violência.
Sr. Presidente, já está mais do que na hora de o governo do Estado moder-nizar a estrutura de apoio às mulheres. E aqui fica uma reivindicação a Sua Excelên-cia, o governador Teotonio Vilela Filho: a elaboração de um projeto, que deve ser apresentado ao governo federal, no sentido de expandir no Estado a rede de proteção às mulheres em situação de violência. Esse projeto poderia, numa primeira etapa, contemplar municípios alagoanos com mais de cinquenta mil habitantes.
É uma ação, Senhores Deputados, que necessita do envolvimento de todas as esferas de poder. E o momento se torna oportuno para uma atitude dessa nature-za, pois o governo federal está preparando um plano piloto de segurança pública para o nosso Estado. Esta Casa, portanto, dá sua contribuição, ao manter vivo o debate sobre esse tema, que é vital no processo de construção de uma cultura de paz em nosso meio.
Para concluir, Sr. Presidente, devo dizer que, se todas as autoridades cum-prirem o seu papel na atualidade, certamente, num futuro próximo, as estatísticas não deverão mais acusar um quadro de guerra em que a mulher vem se constituindo numa grande vítima".

 

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Derrotas da Assembleia

18/06/2012 18:44

Já foi melhor o relacionamento entre a Assembleia Legislativa e o Judiciário alagoano, seja na primeira instância, seja no próprio Tribunal de Justiça. Até irromper a Operação Taturana, no final de 2007, deputados e desembargadores se relacionavam de acordo com a Constituição: de forma autônoma e razoavelmente harmoniosa.
De lá para cá, as coisas mudaram. Com a imagem desgastada, o Legislativo só tem sofrido derrotas no âmbito do Judiciário. A do presidente Fernando Toledo, em sua pretensão de ser nomeado para o Tribunal de Contas, foi apenas a mais emblemática delas.
Na primeira instância, várias decisões foram contrárias à posição da ALE, mas nenhuma com tanta ênfase como a da ação civil pública que manda a Assembleia, junto com o Tribunal de Contas, devolver R$ 60 milhões ao Estado para compensar o que seria excesso de gastos com folha salarial.
A ação foi impetrada por um advogado (Richard Manso) e a sentença partiu do juiz Manoel Cavalcante. O caso é no mínimo bizarro: primeiro, a ação teria de ser contra o Estado, pois a ALE é apenas um órgão. Assim, da forma correta, Manso estaria pedindo que o Estado devolvesse dinheiro ao Estado.
Vale, contudo, esclarecer: em relação à folha salarial, o Legislativo não afronta a LRF, está dentro do limite – salvo, claro, se for incluído como despesa de pessoal o pagamento aos inativos, o que está fora do cálculo da própria Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mas tão ruim é a imagem do Legislativo, que o magistrado entendeu de acolher o pedido do advogado que, embora fale em defender o patrimônio financeiro do Estado, cobrou honorários.

SÓ UMA PITADA
A violência campeia no país. Alagoas é só uma pitada. A noite paulista, por exemplo, lembra os filmes de Chicago dos anos 30. Já o Rio de Janeiro, bom, o velho Rio dispensa comparativos.

SONHO IMPOSSÍVEL
Ainda há quem sonhe com 31 vagas na Câmara de Maceió. É sonho, mesmo. Não há como ser mais de 21 porque nenhum outro número foi inserido a tempo na Lei Orgânica do Município.

FORA DA TELA ANTES DO TEMPO
O deputado Jéferson Morais (DEM) e o vereador Oscar de Melo (PP) podiam apresentar seus programas na TV Pajuçara até a data da homologação de seus nomes como candidatos às eleições deste ano, mas preferiram se afastar por antecipação. Foram substituídos por Gernan Lopes (Fique Alerta) e pela veterana Lenilda Luna (JP Manhã), respectivamente. Retornarão após o pleito.

MUDANÇA DE SABOR
Precipitação prever que a CPI do Cachoeira acabará, como tantas outras, em irresistível pizza. Os mais experientes, em Brasília, garantem que, dessa vez, sairá do forno uma fumegante lasanha.

VACILADA TUCANA
O tucano Marconi Perillo pode ser inocente, mas vacilou ao querer segurar os sigilos. Já o petista Agnelo Queiroz foi esperto: “Abro tudo”, disse para se diferençar do tucano. E conseguiu.

LICENÇA CONTA PONTO PARA TUCANO RUI
Foi, quando nada, um gesto de despojamento – muito bem visto pela sociedade – o de Rui Palmeira ao se licenciar da Câmara por quatro meses para cuidar da campanha eleitoral. Contou ponto (não sobre Ronaldo Lessa, que não tem mandato), mas em relação aos colegas federais que também disputarão as eleições. Licença sem vencimento e pelo período em que estará trabalhando não a serviço do povo, mas em função de seu projeto pessoal e eleitoral.

JARBAS INTERNADO
O senador Jarbas Vasconcelos, legenda da política pernambucana, está internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, tratando-se de complicações cardiológicas.

SEM CONTROLE
Dados quentes do Ministério de Combate à Fome: só no Nordeste, 800 mil beneficiários que recebem do programa Bolsa Família estão com os dados cadastrais desatualizados desde 2009.

RECORD CAI PARA TERCEIRO LUGAR NO IBOPE
Há cinco anos os dirigentes da Record trombeteavam: “Vamos tomar a liderança da Rede Globo”. Era o papel carbono jurando ganhar do original. Pois bem. A Rede de Edir Macedo, que torra R$ 400 milhões por ano da igreja Universal acaba de perder o 2º lugar do Ibope para o SBT do mestre Sílvio Santos. Por que será que, nessa disputa por público, a TV do ‘bispo’ não opera milagre?

SITUAÇÕES DIFERENTES 1
A venda barateada do terreno para a construção da fábrica da Bauduco, em Rio Largo, foi um ato justo e correto do Estado. Faz parte, aliás, da guerra fiscal entre estados em busca de empresas.

SITUAÇÕES DIFERENTES 2
Já a venda do terreno desapropriado pela Prefeitura é outra coisa. Fez parte de uma operação altamente suspeita, com indícios de manipulação fraudulenta, daí a confusão que acabou provocando.

O REAL TAMANHO DA PARADA GAY
A parada gay virou grande festa popular em São Paulo, mas não reúne o público gigante que os organizadores costumam anunciar. A deste ano, por exemplo, atraiu apenas 270 mil participantes na Av. Paulista, segundo medição cientifica aplicada pela primeira vez, a cargo do insuspeito Datafolha. Foi tão diminuta – diante dos milhões de figurantes anunciados – que acabou encerrando antes da hora.
 

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Primeira Edição © 2011