seta

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Uma percepção humanística na gestão

16/07/2012 08:42

Olá,

Uma pesquisa realizada pelo grupo Foco e publicada recentemente dando conta de que 46% dos 4.514 profissionais de todas as idades, entrevistados, revelaram que buscam uma chefia mais amistosa, ou seja, um chefe que tenha uma boa percepção humanística na gestão.
O que nos leva a imaginar que uma significativa parte dos profissionais convive com o que chamamos de chefe difícil.
Bem, quem já foi vitima de um chefe difícil, sabe exatamente o que é isto.
Mas, como identificar, então, o chefe difícil?
No aspecto pessoal, chefe difícil é aquele que:


- Sempre esquece de dizer “obrigado”;
- Jamais pede “por favor”;
- Não se interessa realmente pela vida dos seus funcionários;
- Conjuga “eu venço”, “nós empatamos”, “eles erram”;
- Tem medo dos superiores, por isso não conversa com eles seriamente a respeito dos problemas do departamento;
- Descarrega nos subordinados os problemas pessoais e profissionais.

Mas, estas ainda são características menores de um chefe difícil. Há aspectos mais importantes, que afetam diretamente a carreira de quem precisa se reportar a ele, tais como:
- Não dar feedback a respeito do desenvolvimento dos subordinados;


- Não se preocupar em manter a si próprio e a seus subordinados atualizados em relação ao negócio e ao mercado; 

- Não aceitar mudanças;
- Não retém funcionários. Assim, com alta rotatividade, seu departamento
dificilmente cumpre metas;

O chefe difícil também gerencia de forma autoritária, não permitindo que nenhum funcionário participe do processo de tomada de decisões.
A boa notícia é que este tipo de chefia está perdendo mercado. As empresas consideradas boas de trabalhar não toleram mais esse tipo de comportamento em seu quadro de funcionários.


Entretanto, é preciso que percebamos que essa modalidade de chefia é uma herança atávica de nossos antepassados. Que essa pessoa de alguma forma, seja olhada como um indivíduo carente de estímulos que possam conduzi-los a grupos de capacitação, no sentido de exercitar a cultura do diálogo em suas relações interpessoais.

 

 


 

seta

Ser chefe é ser líder?

06/08/2012 07:08

Não. Você pode ser chefe e não ser líder, como também você pode ser líder e não necessariamente ser o chefe.
Há uma diferença importante entre liderar e chefiar. Muitas organizações são extremamente bem-gerenciadas, mas pessimamente lideradas. São empresas tão obcecadas em buscar eficiência no que fazem rotineiramente, que não lhes ocorre, em momento algum, questionar se o que fazem deveria continuar sendo feito.
No atual ambiente de intensas e rápidas transformações, prender-se à rotina é o mesmo que regredir continuamente. Mudar, ajustar, inovar e renovar são condições básicas para a continuidade e o desenvolvimento de toda organização.
O líder deve ser, acima de tudo, um “conceitualista” e mais do que apenas um homem de idéias. Precisa ser um líder com visão empreendedora e com tempo disponível para pensar estrategicamente sobre as forças que irão afetar os destinos da organização e catalisar as ações devidas no timing certo.
O líder precisa estar o mais livre possível para cumprir sua missão principal: a de assegurar que o que é feito na empresa seja o essencial. Isso significa, em outras palavras: nem demais (desperdício de energia em atividades não prioritárias, “o fazer porque sempre foi feito assim”), nem de menos, (ações necessárias não sendo desencadeadas, problemas críticos não atacados, oportunidades não aproveitadas, investimentos negligenciados).
Uma empresa “bem organizada” e eficientemente bem gerenciada nem sempre está sendo bem sucedida. Sucesso requer liderança e um caminhar na direção certa.
Mais do que bons gerentes, que fazem certo as coisas, precisamos de líderes que façam o que é certo para que os resultados sejam atingidos a contento, tanto em nível profissional, como em nível pessoal.

 

 

seta

Até onde você se permite errar?

27/08/2012 09:12

Olá,

Sêneca, um dos maiores sábios de todos os tempos, disse com muita sabedoria, uma verdade irrefutável: - Muito poucos acertaram antes de errar. Ninguém nasce sabendo, nem tem obrigação de sempre acertar.
Faz parte da natureza humana o desejo de melhorar, mesmo cometendo falhas e/ou deslizes. O famoso ensaio e erro sempre existiu e nunca acabará
Certa feita, quando perguntaram a Thomas Edison o que ele sentiu ao fracassar 999 vezes, antes de ver sua lâmpada acender em outubro de 1879, ele respondeu. “Não fracassei em momento algum. Simplesmente descobri 999 maneiras pelas quais uma lâmpada não acende”.
Como Edison, não devemos ver nossos erros como fracassos. Mas como uma lição valiosa, um aprendizado para a vida.
Nas grandes empresas, naquelas que primam por ações inovadoras, há um verdadeiro culto ao erro, no sentido de admitir essa possibilidade, pois, daí advém as grandes inovações. Aquelas empresas onde é proibido errar, as pessoas não se arriscam, se amedrontam, e esse medo inibe a manifestação da criatividade. Desse modo, não haverá inovação nesta empresa, e, consequentemente, esta vai ficando ultrapassada, arcaica e refratária às mudanças necessárias para acompanhar os avanços em todos os níveis e exigências da sociedade.
O empreendedorismo pressupõe que haja na empresa um clima de liberdade para criar, para sonhar, para crescer. Onde os gestores estejam sempre atentos às tendências do mercado e até antecipem ações relevantes para acompanhá-las. E, para isso, é preciso ter criatividade, é preciso arriscar na busca da assertividade, mesmo sabendo dos desafios e das possibilidades de algum projeto não atingir plenamente seus objetivos.
É como diz o ditado popular: “quem não arrisca, não petisca”.

 

seta

O líder Coach

13/09/2012 05:55

Olá,

 

A competência de liderança que vem merecendo destaque em algumas organizações é a do líder treinador (Coach) e transformador.
Ser um líder treinador e formador de times é muito mais do que orientar tecnicamente.
Tenho afirmado que apenas as empresas inovadoras sobreviverão às novas transformações que o mercado impõe e, estar à frente das demais empresas, principalmente dos concorrentes, é algo que se cobra aos líderes dos novos tempos.
Portanto, deve agora, o gerente assumir a condução de suas equipes, qualificando-as e motivando-as a fim de garantir a eficiência da área e o futuro da organização.
Para ser um treinador eficaz hoje, o gerente precisa rever sua postura para ser um provedor de assistência, e não supervisor. Isso significa mudar de um papel de mando e cobrança para um papel de treinador/educador.

Nesse novo ambiente, o maior desafio do líder treinador é fazer com que as pessoas se sintam importantes, criando um ambiente de autoconfiança e de confiança mútua.

Nas consultorias que realizo nas empresas, tenho procurado difundir esse novo estilo de gerenciamento, onde o gerente substitui o seu papel de "puxador" da equipe, (por estar sempre à frente), pelo de retaguarda.
E, para isso, troca alguns verbos, como: "cobrar", "pressionar" e "punir", por outros, mais softs, como "orientar", "educar" e "energizar". Tudo de forma personalizada, respeitando as individualidades de cada um.
O líder treinador precisa desenvolver habilidades às quais não estava acostumado, como aprender a ouvir os subordinados e a compartilhar o poder.

 

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Professor brasileiro é um dos mais mal pagos do mundo

04/10/2012 09:11

Olá,

 

Estudos internacionais apontam que o rendimento anual do docente do ensino fundamental no Brasil é apenas 10% do que recebe um professor na Suíça.


Amigos leitores vejam esta matéria publicada no site da Veja.


No Brasil, professor tem renda abaixo da renda média dos demais cidadãos (Claudio Gatti)


Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências das Nações Unidas, do Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, na sexta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob ameaça diante dos salários baixos.
Em um estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, 10.600 dólares ao ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique seria de 104.600 dólares ao ano. Em uma lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, nos Estados Unidos e no Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor do ensino fundamental em São Paulo.
Guy Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado na quarta-feira no qual apela para que governos adotem estratégias para motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a manutenção de sistemas de educação de baixo nível. "Muitos não consideram dar aulas como uma profissão com atrativos", disse.
Outro estudo - liderado pela própria OIT e pela Unesco (órgão da ONU para educação, ciência e cultura) e realizado com base em dados do final da década passada - revelou que professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos. O salário anual médio de um professor em início de carreira no país chegava a apenas 4.800 dólares. Na Alemanha, esse valor era de 30.000 dólares ao ano. Em um terceiro levantamento, a OCDE apontou que nos países ricos, professores do ensino fundamental com mais de 15 anos de experiência ganhavam em média 39.000 dólares ao ano em 2009.
Em uma comparação com a renda média nacional, os salários dos professores do ensino fundamental também estão abaixo da média do país. De acordo com o Banco Mundial, o PIB per capita nacional chegou em 2011 a 11.600 dólares ao ano. O valor é 1.000 dólares a mais que a renda de um professor, segundo os dados do UBS. Já a OCDE ressalta que professores do ensino fundamental em países desenvolvidos recebem por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países, como forma de incentivar a profissão.
Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou recentemente a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.
O valor do salário do professor em São Paulo é de cerca de 1.780 reais ao mês, valor superior ao piso nacional do magistério. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Educação (MEC) fixou em 1.451 reais mensais o rendimento dos professores, um reajuste de 22,22%. Para o pesquisador Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o aumento do salário não melhoraria necessariamente o resultado das escolas. As transformações, para ele, precisam ser mais profundas. "Mas é claro que, se tiver um patamar mais alto de rendimentos, já vai ser possível recrutar gente mais qualificada nas próximas seleções."


Ver; http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/professor-brasileiro-e-um-dos-mais-mal-pagos-do-mundo
 

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Primeira Edição © 2011