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O que é um retrossexual?

03/08/2012 10:34

Bem, semana passada falamos do homem metrossexual, um termos novo para definir um sujeito moderno e cheios de vaidades e cuidados com seu físico. E este foi um tipo que surgiu nos meados dos anos noventa. Agora contrapondo-se ao metrossexual, nos Estados Unidos surgiu rescentemente um novo tipo de homem intitulado de retrossexual. E para deixar claro o que seignifica esta nova postura masculina na sociedade atual, enfocamos uma enquete abaixo colhida pela revista Istoé, que dá uma noção básica do que seja o retrossexual. E os leitores, é claro, é que vão tirar a conclusão se essa nova postura é evolução ou coisa retrógada. Senão vejamos:

Melhor resposta - Escolhida por votação
Longe de serem primitivos, os retrossexuais não têm problema nenhum em assumir o velho lado machão, meio tosco e até gostam de realçá-lo. Sem ter cuidados especiais com o corpo, eles não fazem a menor idéia de quais sejam as últimas tendências da moda. Embora, como ninguém é de ferro, gostem de estar sempre bem vestidos. Em seus guarda-roupas não faltam ternos chiques, bem cortados, escuros e básicos. Para complementar o figurino, peças funcionais, que dispensam ajustes, como jeans, camisas, gravatas, blusas sociais. Anéis e colares vistosos estão terminantemente proibidos. Os únicos acessórios permitidos são relógio e cinto. E os cabelos desalinhados ajudam a compor o visual não estou nem aí.

O retrossexual não é grosseiro. Ele costuma ser um gentleman, mas com cara de homem de verdade. Ícones dessa nova categoria são os atores Benicio del Toro, Matthew McConaughey, Russel Crowe e Clive Owen. O veterano Clint Eastwood também entrou para a lista de homens que andam mexendo com a fantasia das mulheres. O ex-jogador Raí seria um dos exemplos nacionais, mas os retrossexuais ainda não são tão populares por aqui.

Portanto, esqueça David Beckham, rei dos metrossexuais. Bom mesmo é preservar uma aparência rude, com a barba por fazer, sem cuidados aparentes ou sinais de cosméticos. Necessário mesmo, só água e sabonete e um providencial sorriso sedutor. Não é, portanto, nenhuma vergonha não freqüentar a academia em busca daquela barriga tanquinho, sem adiposidade alguma. O retrossexual paga a conta do restaurante – dividir é ofensa das mais graves – e não é um canalha. Mas, às vezes, parecer um não é de todo mal. Afinal, retrossexual que se preze gosta mesmo é de mulher, carros caros, brinquedos tecnológicos e futebol, a ponto de devorar as seções de esportes dos jornais. Revistas de moda? Nem pensar, o homem que está na moda, ironicamente, não dá a mínima bola para ela.
Fonte(s):
Revista Istoé

cronicjf@gmail.com
 

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Paisagem do mar

16/08/2012 11:28

Hoje o mar  não amanheceu em brumas, em sua paisagem límpida e azul, coberto por esses raios de sol de agosto. Sol misturado com brisa, uma perfeita combinação. A vida está azul com o reforço desse céu de ozônio de esparsas nuvens e profundo. Mar e céu estão vazios. Nenhuma barcarola nem jangada, nem navio, apenas três minúsculas gaivotas voam distante sobre essas águas tranquilas do atlântico. É uma terna solidão que se vislumbra, solidão querida da alma, desejada e bem vinda. Em certos momentos é preciso estar como esse mar que olho aqui de cima. E os que estão lá embaixo, não são capases de perceber esta bem aventurada solidão que fica entre eu o céu e o mar. Enquanto isso, a vida corre em seu rítmo acelerado cegando os olhos de todos; e uma linda mulher, enamorada  da praia, quebrando toda indiferença, aproveita este sol para um mergulho. E mostra que um dia assim em perfeita harmonia da natureza, os deuses do Olimpo fazem uma oferenda de beleza na maresia da cidade nua. Tudo atrai aos olhos, o mar atrai o que é belo. Não fossem elas com estes biquines última moda, que seriam dessas areias, dessas ondas solitárias? Que seria da praia, que seria da vida, que seria de nós? Mas tudo de bom se atrai quando o sol mostra seu rosto mais divino.

De jatiúca a Ponta Verde tudo se faz  verde-azulado. Do lado mais ao norte, as águas refletem-se pratiadas pela caída da luz. O que de relance parecia estático na paisagem, se faz dinâmica nos detalhes. Como a vida, que também muitas vezes esconde seus segredos aparentemente invisíveis, e parece parada e imutável. Mas vista de seu interior, ela movimenta-se e brilha como a luz do sol nas águas. Porque debaixo do sol nada é parado, tudo corre e ferve em constante ebulição, como as plantas dos canteiros balançadas pelo vento, ali plantadas, cumprindo sua odisséia; como as flôres que se mostram com mais cor no inicio da manhã, a nos ensinar a lição da sensibilidade e do amor.

Talvez hoje, o mar em sua plena solidão, esteja querendo aplacar-me das minhas ânsias e preocupações. Ele está solidário mostrando-nos sua calmaria. E eu começo a refletir esse amor do mar por mim, e me pergunto se foi ele ou eu que o cativei? Pelo sim ou pelo não, penso naquela clássica frase de que a gente é responsável por aquilo que cativa. Acho que foi mais o mar que me cativou. Ele diz que minha iquietude é o canto de Ossanha no meu coração, o canto do amor que dói como diz o velho poetinha Vinicius. Que sou um menino e eternamente serei, que fique parado como estou, e hoje esteja assim sereno. O que for meu será me dado, e o que não for será tirado. O que é eterno é eterno, o que não é será passado. E acrescenta: quando eu abraçar suas águas, deixe-me ser tocado por elas, deixe-me entregar a seus mistérios.

Diante disso, o que eu tenho como resposta, é que mais tarde, quando o dia passar, vou ver o que os pescadores trouxeram na rede. Vou ficar um pouco na areia, sentar-me em algum lugar olhando o movimento da rede de arrastão. E ser resoluto amanhã. Se o dia amanhecer em brumas, não entrarei no mar, mas se o sol mais uma vez mostrar-se luminoso, eu não hesitarei: Serenamente, como as gaivotas pescadoras, mergulharei e darei umas braçadas, nessas águas frias de agosto.
 

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Uma canção sobre sentimentos usados - Colaboração de Clara Dias

04/09/2012 13:03

Você sabe que a pior escolha é esperar para ser a melhor pessoa possível em um futuro que julga próximo. Diferente das contas dos carnês, com parcelas com vencimento 5 de setembro, 5 de outubro, 5 de novembro, até 5 de dezembro de dois anos adiante do vigente, entende que depois de quitado o sonho se transforma em lembrança para ser desfiada em dia de jantar em família.
E que flores em vasos são impacientes e partem adiantado, e isso em nada tem a ver com o fim da primavera.

 Compreende a solidão dos almoços em dia de trabalho, quando seu olhar reconhece as feições dos estranhos mastigando comida e se alimentando de urgências: pegar a roupa na lavanderia, escrever para o diretor, comprar laranja lima, pedir o divórcio, colocar o analgésico na bolsa. E sempre alguma urgência se destaca, roubando-lhe a atenção entre uma garfada e outra, às vezes distraindo tanto que a sua comida acaba no prato no final da hora do almoço.
Como aquela urgência reconhecida no homem de cabelos brancos que só, que se curvou sobre a bandeja e se fez de interessado pela comida, mas que na verdade, enquanto esparramava o arroz pelo prato, chorava copiosamente. A sua vontade foi sentar-se com ele, perguntar por que, o que e como, agir como o ouvidor da confissão da tristeza dele.
Porém, você também é sabedor de que não há como estancar as dores de outra pessoa. Não de pessoas que tiram a hora de almoço para visitar suas emoções, e então voltam ao modo trabalhador cinco minutos antes de sair.

 Você sabe que caminhar pela cidade faz bem à saúde, ainda que a qualidade do ar não esteja lá essas coisas, de acordo com o telejornal. Só que é lugar fora de quatro paredes, tem sombra e ao sol você quara seus pensamentos, aquece a rotina. Porque está fora de quatro paredes, diferente do quarto, quando você deita a cabeça no travesseiro e ela acha que é hora de trabalhar, transformando a sua noite em uma orgia de ilusões e quês de realidade.
Entende que amar não é para todos, ser amado é para poucos, apesar de os adeptos do positivismo exagerado relutarem em aceitar o fato. Por isso se permite ser amado sempre que possível, na forma mais ampla do amor, recebendo até mesmo os amores instantâneos, que são aqueles que algumas pessoas sentem por você depois de conhecê-lo em uma festa, ou durante o jantar que deveria ser somente para amigos íntimos, mas recebe estranhos.
E também durante as canções. Permite-se ser amado por melodias e poesia, abraçando o significado de algumas para traduzir alguns dos seus próprios momentos.
É que você sabe que é pessoa, e que nessa condição, experimentará de tudo um pouco, e que nem sempre será no futuro próximo. E canções cabem até mesmo no daqui a pouco. Mesmo as velhas canções sobre um sentimento novo, quase inédito, digno de ser urgência para quem conhece um bom repertório para abrandamentos.

cronicjf@gmail.com


 

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Minha Terra Alagoas

14/09/2012 19:14

Nossa emancipação veio naturalmente pelo nascimento e consolidação de uma cultura provincial alagoana. No séc. XVIII nosso contorno geográfico já estava delineado, a linguagem tinha suas peculiaridades distintas da pernambucana, os núcleos populacionais organizados em freguesias, comarcas, vilas, povoações e aldeias mistas. (Dirceu Lindoso). Seus dois conventos franciscanos passaram a ser notados pela veleidade cultural e pela atividade do clero, surgindo daí, as primeiras gerações de intelectuais. Tornaram-se conhecidas a sua exuberante mata atlântica, a exploração do pau-brasil e o confronto com os franceses; o naufrágio de dom Pero Sardinha, Palmares, Zumbi; o extermínio dos Caetés; os currais do São Francisco, a presença holandesa, Calabar. Um fato decisivo também, foi quando do inrompimento da Revolução Pernambucana, em que o alagoano e ouvidor, Antônio Ferreira Batalha, se posicionou contra e liderou o movimento alagoano em favor da Corôa. Com essa posição do Ouvidor Batalha, sente-se que já havia um sentimento de independência na alma alagoana. Mas, tudo foi fruto de um longo processo e momentos especiais, e, sem dúvidas, o 16 de setembro é um dos mais significativos.
Hoje, nosso Estado desponta na Federação com o mesmo sentimento de sua identidade cultural e procurando o caminho do desenvolvimento. É claro, que não somos apenas mar e sol, temos um patrimônio histórico e cultural que precisa ser preservado; e é o que faz a nossa diferença na questão da competitividade turística. Temos cinco regiões geográficas em suas diversas atividades econômicas. Enfim, temos um potencial além das nossas belezas naturais.
Neste dia especial, gostaria de lembrar dois alagoanos que tiveram um imenso amor a nossa terra. Cito apenas esses dois para não cometer injustiças. Um foi o poeta, professor e político Jaime de Altavilla em seu “Canto Nativo”. O outro foi Guedes de Miranda, que se referindo a Alagoas assim declarou: “Não sei viver fora de Alagoas, de onde nunca me ausentei por mais de trinta dias. A sua paisagem física e humana, atrái -me como ímã. A terra empolga-me, a terra e sua gente. Terra boa, cheirosa  de corpo limpo, lavada nas águas elásticas dos rios largos, ou na correnteza lânguida dos riachos, embalsamadas de flores inebriantes, de restingas que me sacodem no rosto o hálito de seus perfumes agrestes. Gente boníssima, rude, inteligente, manhosa e arguta, mansa e brava, incoerente, ingrata e generosa. Gente difícil, que é preciso compreender para se amar. Gosto do meu povo, adoro minha terra, a única onde o rio da minha vida fluí, toando às cantigas da minha infância e o cantochão da minha velhice.”

cronicjf@gmail.com
 

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Coisas da alma

21/09/2012 13:01

Tenho o hábito de ler  jornal à noite, como bem disse o compositor Flávio Cavalcante em sua canção Manias: "manias são coisas que a gente tem e não sabe porque". No todo da leitura, olhar o horóscopo é inevitável; a noite é vantagem por que o dia já passou. Aqui não vem ao caso se você acredita em horóscopo ou não, é apenas um hábito de quem ler jornal diariamente. Não venham dizer os leitores diários que não gostam de ver o horóscopo, porque é mentira. Todo mundo dá uma olhadinha. Horóscopo e uma boa crônica fazem parte da imprensa. Hoje para nós os escorpianos há uma definição  interessante. Diz a astrologia: quem ver a cara de um escorpiano hoje, não tem idéia do que se passa no seu coração. Assim seja para o melhor.  Neste momento astrológico, me veio um turbilhão de idéias e sentimentos por força da Lua em Marte, mas sei que ninguém notou na minha cara que pareceu serena e calma. Porém, até uma dor de cabeça veio de saldo; mas enfim, foi um dia interessante. Foi invisível no meu interior alguns pensamentos,  projetos e realizações; como também sonhos, sempre sonhos para mantermos viva em nós a esperança. Tive vontade de fazer mais de uma crônica, talves duas ou três se imprenssasse o tempo. Tive pensando também, como a essa altura, meu coração ainda insiste ter sentimentos novos. O coração é mesmo um rebelde, mas é intuitivo e sabe onde quer ficar. Ele não aceita o tempo passar, por exemplo. Um dia sem ter hora marcada ele vai parar, mas parará sem querer e sem saber. Coração morre feliz pensando que não parou, e num êxtase de quem não viu o tempo passar. Meu coração de meia idade hoje me falou essas coisas, por isso eu não vou insistir mais. Ele não me ouve, é um radical na busca de sentimentos e paixões - um  um coração escorpiano.

Hoje vi uma frase de autor desconhecido que me revelou a diferença de sexo e amor. Diz a frase que sexo é papel rasgado, e amor é escrever num papel rasgado. Seja como for já vi muitas definições entre sexo e amor, e acho que de alguma forma, entre um homem e uma mulher ambos caminham juntos. Não tem essa de que sexo acaba em determinado momento da vida, pelo contrário, ele continua até o fim, adaptando-se a cada momento da idade cronológica, e movido pela energia do amor. Aliás, a energia do amor nos parece ser perene, e nos blinda de forma que, mesmo longe estamos perto. Essa história de que quando os olhos não vêem o coração não sente é uma bela mentira. Quando os olhos não vêem o coração morre de paixão, como se estivesse a vê a pessoa amada. Então digamos: que seja eterno o amor! E a propósito de idade cronológica, tenho uma opinião formada de que nossa idade cronológica não condiz com a idade mental, e muitos de vocês irão concordar comigo. Eu mesmo, por exemplo, se ator fosse, não saberia fazer um personagem de um senhor de 53, por exemplo. Posto que saiba da sintomática energia física desta idade, e da bem vinda maturidade mental que ela nos trás, não me sinto em essência com ela. É apenas minha visão interior ; entende? É claro que a grande maioria das pessoas se situam muito bem dentro da sua idade cronológica. Eu ainda converso bem com  pessoas mais novas do que eu, ainda consigo sintonia com elas. Agora com uma vantagem, eu sou cinquentinha, e aí, consigo enxergar o amor na sua maior e melhor plenitude, o que eles lá de trás não conseguem. Assim também, vejo a mulher dos cinquenta como a mulher mais interessante. E dou-lhe o nome de Leoa, ou carinhosamente de Leoasinha. Esta é a mulher que sabe tudo. Sabe buscar no olhar de uma caçadora implacável o momento do seu bote. Sabe a palavra certa para flechar seu coração. Se descomprometida, quase sempre é livre e independente na relação. Por isso, curtam, bebam, comam, festejem, mas só deixem para amar aos cinquenta; porque aí, vocês vão saber realmente o que é o amor.

cronicjf@gmail.com

 

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Primeira Edição © 2011