blogs > João Macário Netto - Energia setas

seta

334 postagens no blog

Engenheiro Eletricista. Formado em Engenharia Elétrica pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC-FACET). Pós-graduado em Gestão de Manutenção pela União de Faculdades de Alagoas (UNIFAL/FIC). Pós-graduando no MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas-RJ (FGV-RJ). Membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI/CB-03). Foi Professor Substituto da cadeira de Conversão de Energia II do Curso de Engenharia Elétrica (CESMAC-FACET). Ampla experiência no Brasil e no Exterior (Angola-África) na área de Engenharia Elétrica e Energia (Obras, Projetos, Engenharia e Manutenção). É Sócio-Gerente da JM Engenharia Ltda.

Análise da Viabilidade do Aproveitamento Energético do Lixo

11/01/2012 10:54

Os resíduos decorrentes da atividade humana é hoje uma das mais graves ameaças ao meio-ambiente. O próprio sistema econômico no qual estamos inseridos promove o crescimento continuo de resíduos. Desta maneira, a disposição e o tratamento adequados destes resíduos tornam-se imprescindíveis à preservação dos recursos naturais e à própria saúde humana.

Por outro lado, a constatação do aquecimento global impulsiona a busca por soluções de geração de energia limpa, que evitem a emissão de gases de efeito estufa.

Desta forma, o aproveitamento energético de resíduos urbanos se mostra como uma alternativa extremamente eficaz na minimização destes dois problemas: promove um tratamento adequado do lixo, enquanto reduz as emissões de metano provenientes da decomposição da matéria orgânica e produz energia limpa. Além disso, a implantação de usinas termoelétricas movidas a lixo pode evitar a necessidade de geração de energia através de combustíveis fosseis.

Atualmente, as duas principais tecnologias para geração de energia elétrica a partir de resíduos urbanos são: através da captação e queima do biogás produzido nos aterros sanitários e pela incineração direta do lixo.

A seguir serão descritos, de acordo com a bibliografia citada, os sistemas de geração de energia elétrica através da queima de biogás em aterros sanitários e pela incineração direta do lixo.

O Sistema de Captação e Queima de Biogás em Aterros Sanitários

O biogás é formado a partir da decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos dispostos em aterros sanitários, com a seguinte composição: 40-55% de metano, 35-50% de dióxido de carbono, 0-20% de nitrogênio. O poder calorífico do biogás é de aproximadamente 5.800 kcal/m3.

No aterro sanitário, o lixo é depositado sobre o terreno e recoberto com camadas do solo do próprio local, isolando-o do meio ambiente. Formam-se então câmaras, nas quais é produzido o gás e liberado o chorume, que é captado através de tubulações e escoado para tanques de tratamento. Os gases liberados durante a decomposição dos resíduos são captados e podem ser utilizados como fonte de energia.

Um sistema padrão de coleta do biogás de aterro é composto por poços de coleta e tubos condutores, sistema de compressão e sistema de purificação do biogás. A coleta de gás normalmente começa após uma porção do aterro ser fechada. Existem duas configurações de sistemas de coleta: poços verticais e trincheiras horizontais, sendo que os poços verticais são o tipo mais usado de coleta. As trincheiras podem ser apropriadas para aterros profundos e podem ser usadas nas áreas de aterro ativo. Independente do sistema de coleta usado, cada uma das pontas do tubo é conectada a uma tubulação lateral que transporta o gás para um coletor principal. O biogás é succionado do aterro por compressores, que comprimem o gás antes de entrar no sistema de recuperação energética. O tamanho, tipo e número de compressores necessários dependerão da taxa do fluxo de gás e do nível de compressão desejado, que pode ser determinado pelo equipamento de conversão energética. Além disto, a maioria dos aterros sanitários com sistema de recuperação energética possui flare para queima do excesso do biogás ou para uso durante os períodos de manutenção dos equipamentos.

Quando o biogás (quente) produzido pelo aterro passa pela tubulação, acaba resfriando formando então um condensado. Caso não se remova esse condensado o sistema de coleta pode ser bloqueado interrompendo, então, o processo de recuperação de energia. O controle do condensado tem início no sistema de coleta onde são utilizados conectores e tubos inclinados para permitir a drenagem em tanques e após a coleta o condensado é removido. Os métodos para disposição do condensado são: descarga no sistema público de esgoto, sistema de tratamento local, e recirculação para o aterro sanitário.

As tecnologias convencionais para a transformação energética do biogás são os motores de combustão interna, turbinas a gás (ciclo aberto) e turbinas com utilização de vapor (ciclo combinado). Existem também tecnologias emergentes como as células de combustíveis que, ainda em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento, pode ser considerada uma tecnologia promissora.

A grande vantagem do aproveitamento energético do biogás em aterros sanitários é a eliminação da emissão de metano oriundo da decomposição da matéria orgânica, que tem alto poder de aquecimento global. As desvantagens desta tecnologia são: uso de grandes áreas para construção do aterro sanitário; o processo de conversão do lixo em energia é pouco eficiente; há risco de explosão e vazamento de chorume.

As vantagens do método de incineração direta do lixo são: redução do volume requerido para disposição do lixo; eficiência na transformação do lixo em energia; evita a construção de aterros sanitários e possíveis emissões de metano e formação de chorume; a geração de energia elétrica é feita sem ruídos e sem odores. Como desvantagens, podemos citar: inviabilidade do processo com resíduos de menor poder calorífico e aqueles clorados; alto custo e dificuldade de aceitação da população.

De acordo com os resultados obtidos podemos concluir que, apesar do custo mais elevado, o processo de incineração do lixo com aproveitamento energético apresenta mais vantagens em relação à alternativa de captação do biogás, como maior eficiência na conversão de energia e menores impactos ambientais, principalmente por eliminar a necessidade de construção de aterros sanitários.

No entanto, uma cidade que já possui um aterro sanitário, o aproveitamento energético do biogás deve ser visto como uma forma de amenizar seus efeitos negativos, evitando a emissão de metano na atmosfera e proporcionando melhorias ambientais e sociais.

 

Fonte: Artigo de minha autoria tomando como base um Estudo de Viabilidade numa cidade brasileira.

seta

Eletrobras Alagoas corta energia em 21 prédios públicos

13/12/2011 20:20

A Eletrobras Alagoas anunciou nesta segunda-feira (12/12) que vai endurecer com as prefeituras alagoanas que estão inadimplentes. Para isso, iniciou a suspensão do fornecimento de energia elétrica em 21 prédios públicos.

A distribuidora explica que antes de tomar essa medida havia convocado representantes dos municípios para negociar os débitos, sem ter sido atendida. Segundo a estatal, a dívida das prefeituras com suas próprias instalações e o consumo com iluminação pública passa de R$ 27 milhões.

As prefeituras terão a energia cortada, serão notificadas e negativadas no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Em Alagoas, no mês de novembro, a inadimplência atingiu R$ 225 milhões, somadas todas as classes consumidoras. A classe industrial é a maior devedora, com um saldo superior a R$ 67 milhões, seguida pela residencial com mais de R$ 42 milhões, pela rural, com R$ 38 milhões, e a comercial, com mais de R$ 28 milhões.

O Poder Público (federa e estadual) representa aproximadamente R$ 4 milhões da dívida. Companhias prestadoras dos serviços públicos de água e saneamento também estão em atraso com a distribuidora, com dívidas superiores a R$ 17 milhões.

Campanha de Incentivo à adimplência
Com medida preventiva, a Eletrobras lançou em outubro deste ano a “Campanha de Incentivo à Adimplência” para facilitar as condições de pagamento dos clientes inadimplentes. A Eletrobras oferece aos inadimplentes descontos de 100% nos juros, multas e correção monetária para o pagamento à vista e 50% de desconto a prazo, com parcelamentos de até 120 meses. A campanha vale para todas as classes consumidoras e o período de negociação especial termina no próximo dia 23 de dezembro.
 

Fonte: JORNAL DA ENERGIA

seta

Comerc: consumo de eletricidade na contramão do horário de verão

28/11/2011 07:34

O Índice Setorial Comerc, disponibilizado pela Comerc Gestão, apontou um aumento no consumo de energia em outubro na carteira de clientes administrados pela empresa. Destaque aos setores de Comércio e Varejo. Os números divulgados nesta sexta-feira (25/11) revelam que, em razão do horário de verão, os dois setores apresentaram um aumento de 7,3% no consumo de eletricidade em outubro, isso quando comparado aos números do mês de setembro de 2011.

A explicação da Comerc é que esse efeito é tradicional no período por causa da intensificação do uso do ar-condicionado pelos segmentos, "causando alteração expressiva no consumo de energia no período". Portanto, em certa medida, um efeito avesso aos objetivos do governo federal, que é o de reduzir o consumo de energia com o adiantamento dos relógios em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste do País.

O Índice Setorial Comerc também revela a situação do setor industrial. O consumo industrial de energia teve leve aceleração em outubro, de 0,31%, quando comparado com o mês de setembro. Em relação ao mesmo mês de 2010, o consumo aumentou em 1,29%. Já no acumulado do ano, houve um crescimento de 1,66%.

Ainda na comparação com os números de setembro, dos 15 setores analisados, nove apresentaram incremento no volume consumido. Além dos já citados, os de Materiais de Construção Civil e de Mineração registraram a segunda e terceira maiores variações, de 2,52% e 2,27%, respectivamente, se comparados ao mês anterior. Já o setor de Veículos e Autopeças teve a maior queda no consumo entre os meses pesquisados, com baixa de 2,64%, em relação a outubro.

 


Fonte: JORNAL DA ENERGIA

seta

Fontes de Energia

14/11/2011 21:01

Introdução

Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.

Principais fontes de energia

· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.

· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.

· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.

· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.

· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada.

· Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.

· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.

· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.

seta

Potência eólica cresce 54% no País em 2010, aponta estudo

24/10/2011 20:28

energia eólica deu um salto e cresceu 54,1% no Brasil ao longo de 2010. Segundo o Balanço Energético Nacional, apresentado nesta semana pelo Ministério de Minas e Energia, as usinas para geração por meio do vento chegaram ao final do ano com 928MW em potência instalada. O crescimento no ano foi de 326MW, espalhados em 14 plantas.

Enquanto isso, a produção de eletricidades do parque eólico nacional cresceu mais ainda: foi de 1.280GWh para 2.176,6GWh - uma alta de 75,8%.

Já a geração de energia no País, envolvendo todas as fontes, somou 509,2TWh em 2010, o que representa uma variação positiva de 10% frente a 2009. As hidrelétricas seguiram como principal fonte e responderam por 74% do total da carga.

Em seguida, na matriz, aparece o gás natural, com 6,8% e as importações de energia - 6,5% da demanda. A biomassa responde por 4,7% da carga, seguida pelos derivados de petróleo (3,6%), as usinas nucleares (2,7%), carvão e derivados (1,3%) e parques eólicos (0,4%).

Para acessar o balanço energético nacional 2011, basta acessar o link abaixo:

https://ben.epe.gov.br/default.aspx


Fonte: JORNAL DA ENERGIA

seta

Horário de verão começa dia 16 de outubro

06/10/2011 19:23

Com o início do horário de verão, a partir do dia 16 de outubro, quem reside nas regiões Sul, Sudeste e Cento-Oeste deve adiantar o relógio em uma hora. A medida busca reduzir o consumo de eletricidade do País, que aumenta com o calor e o aquecimento da produção industrial no final do ano.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, no ano passado, o horário diferenciado resultou na redução de 4,4% da demanda de energia elétrica no chamado horário de pico: entre às 18h e 21h. A mudança de horário ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e permanece até o terceiro domingo de fevereiro. O Norte e o Nordeste não precisam participar e continuam com o horário normal.


Fonte: JORNAL DA ENERGIA

seta

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Primeira Edição © 2011

Plus! Agência Digital