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CHICO ANÍSIO E EU

24/03/2012 06:18

CHICO ANÍSIO E EU

             Pouca gente sabe que comecei minha vida em televisão na extinta TV Rio, na cidade do Rio de Janeiro, no princípio da década de 60.

E lá, escrevia, atuava e dirigia nos melhores programas de humor da época que seriam o que são hoje as novelas.

Grandes audiências.

Chico Anísio trabalhava lá e atuava em programas como “Noites Cariocas”, “Ô Nordeste da Peste”, “ O Riso é o Limite”.

Fazíamos um grupo compacto e bem fechado, ele, Carlos Manga, recém egresso do cinema, Aluísio Silva Araújo e eu.

Era o advento do “vídeo tape”, uma máquina enorme que possibilitava a gravação de comerciais e programas.

A mãe dos vídeo-cassetes e avó dos gravadores de última geração.

O sonho de Chico era fazer um programa em que os seus personagens se cruzassem, se falassem, estivessem na mesma cena, etc.

Um sonho caro e quase impossível.

Até que, juntamente com o diretor do vídeo tape e com Manga, viajamos para a CBS, em Nova York para aprender a cortar e editar naquela máquina da mesma maneira que se fazia com as fitas de áudio.

De volta, reunimos todo o elenco da emissora, contamos a idéia, dissemos que iríamos apresentar o piloto a um possível patrocinador  e que se aprovado todos estariam no novo projeto.

Caso contrário nada se poderia fazer.

Todos toparam e levamos 3 dias gravando e uma semana cortando e editando.

Ao final, reunimos todos, convidamos uma agência de publicidade com seu cliente, o Run Bacardi e, todos nervosos apresentamos o que viria a ser o primeiro “Chico Anísio Show” – um dos maiores sucessos da televisão brasileira e responsável pela ascensão deste que foi, também, o maior humorista de todos os tempos.

Guardo essa história com carinho.

Ainda trabalhamos juntos por algum tempo até que fui para São Paulo, ingressei na publicidade e no jornalismo e aos poucos fui deixando todo aquele trabalho nas minhas memórias.

E que, com a morte de Chico Anísio passo a vocês.   
 

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Mototaxi é morte certa.

17/03/2012 16:36

As pessoas, às vezes, demoram a pensar e se apressam em criticar.

Uma lei sendo regulamentada beneficia os conhecidos “motoboys”.

E como se tornou uma profissão tem mais é que ser regulamentada.

E, até porque, é uma profissão que tem dado certo, que faz parte da vida moderna e está definitivamente incorporada ao chamado comércio “delivery”.

Agora, quando se trata de mototaxi, numa cidade grande, turbulenta e de trânsito complicado como é Maceió, aí a coisa tem que ser realmente muito bem pensada porque se está colocando vidas em risco além da do profissional mototaxista.

O passageiro, ávido por chegar ao seu destino, mas completamente desamparado na garupa de uma moto com um condutor que nem se sabe como vai se comportar é algo criminoso a que um dirigente público não pode aderir.

Quando o prefeito Almeida resolveu que mototaxista aqui, de jeito algum, várias pessoas revoltaram-se contra ele achando que estaria prejudicando uma classe trabalhadora.

Não é nada disso.

E, pelo contrário, devemos agradecer a sua visão que não está para a morte e sim para a vida.   

 

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Gratificar policial que apreende armas e drogas?

09/03/2012 16:46

Outro dia manifestei minha opinião sobre este assunto e disseram que só assim os policiais iriam cumprir com a sua obrigação.

Só assim?

Faz parte da missão dos policiais ajudarem o estado a se livrar deste mal crônico que é a insegurança e o tráfico.

Claro que, quanto mais forem aprendidas armas e drogas pior fica o terreno para os traficantes.

Então, por que premiar a quem cumpre com o seu dever?

Por que o governo não pensa em melhorar salários, dar dignidade aos policiais, criar prêmios simbólicos como se faziam nas forças armadas em época de guerra?

Levantar o ego, o amor pela pátria, pelo seu estado de origem.

O prêmio pecuniário cria de outro lado, uma concorrência nefasta entre os policiais, uma corrida ao ouro que só pode acabar mal.

A obrigação do policial é estar em dia com seus deveres e contra o crime, seja ele qual for.

A obrigação do estado é dar a eles condições para que cumpram com o seu dever de barriga cheia e com a família tranqüila.

No mais é estimular de maneira errada e viciosa.    


 

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DESABAFO DE UM COMUNICADOR

06/03/2012 06:50

Há muitos e muitos anos escrevo em jornal, me apresento em rádio e em televisão e tenho procurado ter o discernimento de saber a hora de criticar, leve ou pesado.

 

De repente chegaram os “blogs” e, desde então, tenho mantido essa relação de interação com o leitor, mas sempre permitindo-me manter minha opinião sobre os assuntos que escrevo com total independência.

 

Quando ataco problemas de frente, a aceitação parece total porque as manifestações são poucas como que a corroborar que o ruim deve ser mostrado, o que eu também acho.

Mostrado, criticado e apontando soluções, se possível.

 

No entanto, quando resolvo elogiar alguém, algum trabalho bem feito, alguma ação que se destaca ou mesmo defender a imagem deste ou daquele, aí sou apontado como bajulador.

 

Ora, amigos, reconhecer méritos é bajular?

Se forem reler matérias onde elogio pessoas e ações vão encontrar uma miscigenação política total, com personalidades as mais diversas e de partidos os mais diferentes.

 

Não estou preocupado em agradar A ou B, mas, sim, de colocar para fora o que sinto, seja criticando, seja elogiando.

 

Não vou mudar.

 

Vou tentar continuar justo.

 

Na idade a que cheguei sem bajular, crescendo sempre por meu próprio mérito, seria ridículo “puxar o saco” de quem quer que seja.

 

Portanto, os que quiserem continuar a prestigiar meus textos, meus comentários, meus programas, talvez encontrem no seu âmago muito mais decência do que em outros que os agradem mais por atirarem pedras e somente pedras.

 

De qualquer forma, mesmo aos que me atacam com pechas infantís, muito obrigado, por assim mesmo, me darem a honra de sua leitura ou de suas audiências.

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OMAR COELHO, HOMEM DE BEM, PRECISA SER OUVIDO.

01/03/2012 08:35

Omar, homem de bem, precisa ser ouvido


Pela justiça, possivelmente, o foi.

Segundo velho adágio, sentença não se discute. Cumpre-se.

No entanto, o presidente da OAB, agora condenado por difamação e sei lá mais o que, precisa ser ouvido pela sociedade.

Isto porque, até agora e até prova em contrário, um homem probo e digno que sempre defendeu os direitos da coletividade em todos o sentidos.

Foi com ele e por ele que começamos, o Brasil, a famosa “ficha limpa”.

Foi com ele e por ele que vimos crescer a comissão da OAB contra a corrupção eleitoral, que deu resultados surpreendentes em Alagoas.

E que, com esses resultados, viu a criação da nacional e o nosso Paulo Breda elevado à condição de presidente para todo o país.

Omar Coelho, de berço, é um homem de bem.

Longe de mim retrucar a sentença do competente juiz André Granja, que admiro.

Mas, também, não é possível que se deixe incutir na cabeça do povo somente o lado ruim da história.

Lamentavelmente o povo tem memória boa pra o que é ruim.

E muito fraca para o que é bom.

Se depender de mim, escancaro este blog, meus programas de TV, tudo, para que Omar Coelho seja ouvido por você.

Pela sociedade.

 

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