seta

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Eu conheci um santo.

04/07/2013 16:30

Corria o ano de 1976. O Rio de Janeiro fervilhava com a visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

As pessoas se aglomeravam nas ruas apenas para ver o Papa passar de carro e poder, pelo menos, mandar ou receber um pequeno gesto com as mãos.

Não se falava em outra coisa.

Naquele dia, não lembro-me exatamente qual, o Papa ia visitar o Cristo Redentor e todo um sistema de segurança circulava em torno dele e da estação do trenzinho que levava ao alto do Corcovado.

Eu estava a pé e encaminhei-me para a estação, quando fiquei sabendo que João Paulo II já estava no alto rezando diante da majestosa imagem que nos foi doada pelo governo francês e esculpida pelo mesmo artista que fez a Tour Eiffel em Paris.

Fiquei por ali, naquela de “migué”, já quase desistindo porque o boato de que ele iria voltar de helicóptero já circulava.

De repente, o trenzinho chega e dele sai – a impressão é de que ele flutuava – aquela figura calma e serena, de branco que passa, sorriso aberto, a menos de dois metros de onde eu estava, praticamente estático.

Hoje, temos a notícia de que seu segundo milagre foi reconhecido, o que traduz a certeza de que o Papa Chico haverá de canonizá-lo.

Quem sabe até durante sua visita ao Brasil?

Um santo, merecidamente um santo.

E eu posso dizer em alto e bom som que conheci e vi de perto um verdadeiro santo.

E que ele possa nos proteger sempre.
 

seta

Precisa plebiscito para saber o que o povo quer?

29/06/2013 07:23

Não que um plebiscito não seja válido.

Claro que é.

Mas as perguntas precisam ser muito bem elaboradas para que todas as camadas da população entendam o que se quer como resposta.

E a nossa tese é a de que deveriam ser promovidos grandes fóruns de debates em todas as capitais e principais cidades do país envolvendo, de um lado, os jovens e os manifestantes que estão começando a ter grandes vitórias com seus atos, tirando de lado, claro, os vândalos desnecessários.

De outro lado, judiciário, legislativo e executivo ouvindo e validando as discussões e as reivindicações.

A partir daí, isto sim, seriam formuladas as propostas com ordem de prioridade podendo serem submetidas ou não a um plebiscito.

Ou até mesmo por proposituras do próprio legislativo que as referendariam.

É preciso descomplicar, agir rápido e mostrar que este país sempre denominado de “país do futuro” pode ser, finalmente, o país do presente.

Conquistado a duras penas e com a última palavra dada por uma sociedade insatisfeita, mas profundamente esperançosa.

Por isso, devemos apelar para que se atenda aos reclamos do povo, com presteza, com transparência e sem subterfúgios.
 

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Quando o Brasil quer...pode e faz.

21/06/2013 06:28


Sempre esteve provado isto ao longo de nossa história.

Principalmente quando falamos de contemporaneidade, o país, por diversas vezes foi às ruas, gritou sua vontade, mostrou que podia e o fez.

Agora não está sendo diferente na sua essência.

Mas o contexto mudou.

A ordem das lideranças – quem são elas? – é que não se permita a presença de partidos políticos nas manifestações e que se construam temas para discussões futuras dentro de um clima de normalidade.

Uma significativa mudança de posições pode demonstrar que, talvez, pela primeira vez, comecemos a praticar a verdadeira democracia onde a voz do povo se faz ouvir e obtém das autoridades a solução para os seus desejos.

Claro está que o primeiro momento será sempre o do “estamos aqui e existimos” para que, num segundo possam começar com as organizações necessárias para as mudanças que se desejam.

O clamor para a negação à famigerada PEC 37 deve ser o segundo momento após o êxito dos aumentos das passagens.

Não permitir que o Ministério Público seja investigativo é admitir a vitória dos corruptos, ainda que existam outros órgãos de polícia e de justiça.

Mas este será mais um motivo para o clamor das ruas.

Um clamor que possa gradativamente ser substituído pela consciência dos que governam e por esses jovens que, unidos a veteranos de boa cepa, reconstruam o meu, o nosso Brasil “deitado – agora levantado – em berço esplêndido”.
 

seta

Quem quer outra revolução?

15/06/2013 08:16

 

O país começa a viver um período que não me agrada.

Os movimentos sociais, estudantis, urbanos e de campo, tudo isso reunido nos faz lembrar outros tipos de protestos que acabaram levando o Brasil a uma situação de regime militar, por muitos amargada, por tantos outros endeusada.

Neste momento, não me cabe fazer a crítica do que foi certo ou do que foi errado até porque o Brasil que se diz democrata aí está cheio de erros de imposições de poderes diferenciados e até de confrontamento entre eles.

No entanto é preciso analisar alguns aspectos do momento atual, como a leve subida da inflação – que se não for controlada vira dragão – a perda de significativos pontos de aprovação do governo Dilma, a falta de crescimento do país em vários setores da economia, a falta de segurança, de educação e de saúde, todos fatores que, se não vivêssemos querendo paz, já teriam sido mais do que suficientes para quem gosta de guerra.

Perder o controle é uma questão de segundos, de pequenos atos, de falta de reflexão.

As polícias militares de vários estados não estão acostumadas a lidar com situações como as que estamos vendo nas ruas e a fabricação de vítimas pode ser fatal para a democracia brasileira.

Por tudo isto, afirmo e reafirmo que os cavalos na Ouvidor, no Rio de Janeiro, impondo-se às multidões, por exemplo, ainda são lembranças fortes de quem viveu aquela época.

Nada contra as forças armadas e muito menos contra os poderes instituídos.

Mas me parece que é chegada a hora de eles, os poderes, se entenderem visando o fortalecimento da democracia sem democratura e do respeito à constituição de cima para baixo como o exemplo que se espera.

Quanto aos protestos e movimentos serão legítimos sim, à medida em que não confundam democracia com anarquia.

Ninguém, acho eu, quer ver mais o Brasil em regime de exceção!

seta

A praga dos ratos humanóides

07/06/2013 16:46

Se o remédio foi descoberto ou se é definitivo não o sabemos.

O fato é que está sendo administrado em todos os cantos do país e essa praga de ratos humanóides que nos infesta desde o descobrimento deste país está sendo combatida e os danados estão saindo das tocas, tontos, sem entender ainda o que está acontecendo.

Saem ratos das prefeituras, das Assembléias, dos executivos federais, estaduais e municipais, saem ratos do congresso nacional, da justiça em todas as esferas, são ratos e mais ratos que dormitavam rechonchudos, gordos com reais, dólares e euros e, agora, submetidos à mais péssima das rações possivelmente irão dormitar em celas que jamais imaginavam frequentar.

São vítimas da era do celular, da tecnologia, dos grampos fatais, mas, na realidade, vítimas deles próprios, de suas línguas soltas, de seus descasos com o dinheiro público, de suas vanglórias e bravatas por terem entrado no submundo da corrupção.

Os ratos transmitiam dentro da própria raça a sua peste bubônica e contaminavam a tudo e a todos sem entenderem que, um dia, poderiam ser contaminados pela vontade do povo brasileiro em exterminá-los porque, por aqui, ainda existem pessoas e não ratos, gente que não admite tirar a comida da boca de crianças carentes, que não compactua com a compra de ratos pelos ratos e nem de mensalões enriquecedores dos já acostumados a vender e comprar consciências.

Esses ratos, grandes, imundos, agora estão cobaias de gente de bem que os quer exemplos do que a sociedade realmente deseja.

O extermínio começou já há algum tempo e vai caçá-los em todos os rincões do país.

Os jornais, as rádios e as TVs estão em rodízio permanente de notícias mostrando os aprisionados por esta guerra que o Brasil exigiu.

Uma guerra onde as armas são a honestidade, a decência, a integridade, mas, sobretudo, a exigência de que se punam os culpados pela degradação de uma sociedade que, no final das contas é boa e quer ressurgir do nada para um futuro honesto e desenvolvimentista.

Quem sabe, um dia, o IBGE faça um censo e mostre o quanto de dinheiro público foi roído pelos ratos infames?

Neste dia, então, saberemos direitinho o quanto o Brasil perdeu; o quanto o Brasil deixou de crescer junto às maiores nações do mundo.

seta

Primeira Edição © 2011