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A CORRUPÇÃO

16/08/2013 08:29

Uma das palavras mais faladas, nos últimos tempos de Brasil e de mundo, é a corrupção. Que arrasa governos e deixa o povo frustrado. Será ?

A CORRUPÇÃO

 

Começa com os segredinhos, aqueles bem guardadinhos

que não se pode contar

nem mesmo pra mãe da gente

mas que o cabra inteligente

que vive lá no Planalto

só conta pros amiguinhos,

aqueles mais chegadinhos.

E tudo fica entre eles

quando o aviso surgir: Moçada, chegou a hora!

Amanhã, o nosso dólar,

vai subir.

E aí começa uma corrida infernal.

Compra dólar, compra aqui, compra ali, compra acolá,

meu dinheiro deu. E será que o seu vai dar?

Dá, sempre dá, porque amanhã 

quando tudo acontecer, tudo vai se resolver.

Vende dólar, vende aqui, vende ali, vende acolá,

 meu dinheiro vai quadriplicar.

Isto tudo sem contar com aquela palavra mágica

 - corrupção -

que não tem nada de trágica.

A magia está na outra, a tal da licitação.

Sobe o preço, desce o preço,

pode ser que ele tope e quando abrir o envelope,

o seu nome vai estar lá.

Não quero muito ganhar.

Eu só quero 10 por cento para dividir

e espalhar.

Outra coisa genial é construir tribunal.

 Cada obra colossal que tem um custo baixinho, coisa de poucas montas.

Mas bota as notas pro alto que é pra poder fazer frente

ao outro que é só de Contas.

 E afinal, o presidente, um sujeito inteligente, de bom gosto e muito fino,

que dele ninguém reclame,

pega as sobras e faz mansão lá pras bandas de

Miami. Ah! Corrupção!

Rima com coração, com ação, com emoção.

E é por isto que depois,

todos viram pistoleiros.

Pistoleiros e lavadeiros.

Têm que lavar o dinheiro, que de sujeira não gostam.

E para não ficarem psicóticos

passam a gostar de narcóticos,

 se envolvem com a máfia toda, se encobrem por todo lado,

 se elegem deputados e, quando são descobertos

aí, então, são cassados.

Somente por oito anos, em total impunidade.

Depois, mais uma eleição e um novo grande período

de total imunidade. Corrupção, corrosão,

 nada disso interessa não.O que eles querem é ver

o seu país, o Brasil, andar, correr e crescer

no meio da confusão.

 

 

seta

O Puxa-saco.

14/08/2013 08:20

Existe figura mais asquerosa do que a do “puxa saco”? Mas, o incrível é que ele é reconhecido em toda a parte.
O PUXA SACO

Ele chega devagarinho, se aproxima de mansinho, começa a ouvir a conversa,
diz que está de acordo, etc e vice-versa,
diz que conhece alguém,
que vai ajudar também, chega junto,
põe um molho no assunto, diz que, com ele é no taco
e assim sempre começa a função
do puxa-saco.
Deixe comigo, eu consigo.
Se faz logo de amigo e quando o outro
percebe, é tarde.
Ele já deu o nó, está amarrando o seu sapato
E limpando o paletó.
Uma das maiores armas deste tipo de gente é imediatamente,
fazer-se de confidente.
Procura e acha, num instante, que o patrão tem uma amante.
E aí, cria um novo lema.
O senhor pode deixar que eu monto esquema.
Vá pro motel descansado que ninguém lhe apronta.
Eu fico do lado de fora,
tomando conta.
Puxa daqui, puxa dali, abre a porta do carro, tira um sarro
e quando chega num bar, antes do patrão tomar, experimenta a bebida,
prova a comida e diz pra todo mundo ouvir
que, por ele, dá a vida.
Dinheiro está sempre no bolso e ele é o primeiro a correr e pagar.
Gorjeta é sempre ele quem dá.
Cheio de salamaleques vai logo abrindo o leque
antes do outro falar.
O tipo já fez um curso e sabe bem fazer discurso elogiando o patrão. E chorando de emoção.
“Vocês vão ver como é. O Doutor só vai dar pé... É o maior, o mais culto e o que foi maior que ele -.kkkk - já está sepulto. Ele é o mais inteligente, decente, diferente e vai mostrar para essa gente
que eu sempre tenho razão.
Não existe nesse mundo outro patrão
melhor do que o meu patrão!!!”
E vai seguindo vida a fora, em toda cidade ou vila,
rente que nem cão de fila.
Até que um dia, afinal, o tal patrão genial,
tem uma queda na vida,
vai para a emergência e cai na decadência.
E o puxa-saco legal, o guarda costas, o confidente ideal, já começa a desleixar.
E, um dia, estufando o peito e o coração,
chega junto de um grandão e diz
“Olá, amigão! Estou a disposição.
Quer ser meu novo patrão ?”

Este texto fará parte do meu novo livro "O mundo real das Satiricrônicas" que será lançado pela Editora Viva na primeira quinzena de outubro.

 

 

 

 

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O DENTISTA

09/08/2013 17:40

O DENTISTA

 

Dentre as profissões mais interessantes que existem na minha lista,

sem dúvida, uma delas é a do dentista.

E vejam bem que a escolha é certa porque, para o dentista,

todo mundo fica de boca aberta.

Uns tranquilos, à vontade, outros à força, é verdade.

Mas querendo ou não fugir da raia, da pista, cedo ou tarde,

a gente tem que enfrentar o dentista.

Para mim ele é um monstro horroroso,

um sujeito antipático, um seboso, um verdadeiro Frankestein.

E quem disser que não tem medo

é um grandissíssimo mentiroso.

“Abre a boca, meu filho, que eu vou bater a radiografia”

Não dá, doutor, que eu tenho alergia.

Depois, o senhor sabe... Eu posso ficar contaminado.

Essa bomba nuclear, logo eu, cheio de vaidade

não estou a fim de pegar esta radioatividade”.

“Está certo, então para sua alegria, vou arrancar seu dente e não vou dar anestesia. Abre o bocão que lá vai o boticão”.

Boticão, botequim, dá uma cachaça pra mim?

Socorro!!! Este dentista é um tarado, um veado e agora um desdentado.

A profissão dele já é um palavrão que não está na Antologia.

Odontologia! Pode?

Não pode, se sacode, a cadeira estremece, a gente quase falece

quando aquele motorzinho começa a roncar.

Parece uma perfuradora... a perfurar!

Você vai a luta e volta.

Pede proteção, escolta; e quando pensa que acabou,

o dentista infernal te avisa que ainda falta o canal.

Agulha, agulhinha, agulhão e ele, nada!

Anda de prancha no seu canal e você olha aqueles dedos

fazendo invasão na sua arcada e só tem vontade de lhe dar uma dentada.

Ah! O dentista!

Parece um detetive na pista, procurando buraco,

enchendo o teu saco, enfiando massa.

Parece uma traça!

Tira dente, bota dente, diz que cura

e se você não se cuida te taca uma dentadura.

É isso, minha gente. Tudo culpa do meu dente.

Sou homem, mas no dentista tiro férias, esqueço das coisas sérias, falo fino,

uso saia, mas para me livrar dele

dou-lhe um soco nos dentes e...ele desmaia !

 

 

P.S. O texto acima fará parte do meu novo livro “O mundo real das Satiricrônicas”, já no prelo com lançamento para primeira quinzena de outubro. E é claro que é repleto de brincadeiras, como “O dentista”. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A juventude chegou

03/08/2013 18:27

(esta Satiricrônica faz parte do nosso novo livro “O Mundo real das Satiricrônica” e que será lançado na primeira quinzena de outubro)

 

É. Estou velho. Mas nem tanto assim que não possa adivinhar
O que vem depois de mim.
De mim vieram meus filhos, de todo o jeito e paixão,
Depois vieram meus netos fazendo revolução
agora, chegaram os bisnetos, uma nova reação.
Mas o bom mesmo é sentir uma boa inquietude
Por ver que essa juventude está coberta de razão.
E como bons cavaleiros tomaram as rédeas de fato
Da nossa situação.
Situação do país que já não tem condução,
Que tem a saúde má e falta de educação.
Que se mata pelas ruas como se estivesse em guerra
Sem respeitar essa terra há tão pouco descoberta
E já com esta vida incerta.
A falcatrua acontece, a corrupção agradece por tanta compreensão
Dos que sabem que ela existe e não fazem nada não.
É preciso reformar, é preciso derrubar o caminho tortuoso
Em que vive esse Brasil, terra adorada entre mil
Que abre as suas fronteiras pro de fora vir roubar
E para o ladrão de cá facilmente se mandar.
A juventude chegou.
E pela primeira vez na história deste país
Manifestou-se à vontade e conseguiu o que quis.
Foi pouco, lá é verdade. Mas com garra e muito tato
Conseguiu que as passagens barateassem de fato.
E isso é só o começo: Se deram conta que podiam
Muito bem pintar o sete. Sem violência, sem caos
E afastando de si os chamados grupos maus.
E foi pintando este sete que viram o nosso Congresso
Recuar e arquivar a tal PEC 37.
Que pretendia alijar nosso Ministério Público
Pra não mais investigar os crimes de mais ação
Que se faz contra a nação.
E a juventude quer mais:
A reforma partidária, a reforma eleitoral,
Querem aumentar as cadeias pra servir de habitação
Para crime federal, estadual, municipal.
Deixar abertas as contas de qualquer autoridade
Pra que sigilo bancário mostre sempre uma verdade.
E muita coisa bonita está querendo essa moçada.
Moçada que é diferente, diligente, inteligente,
Que pode o que quer fazer
Que faz o que vai poder.
Estou feliz! Nosso Brasil está feliz!
Parece que, finalmente, por toda a terra se sente
Que nós, velhos do passado, os que decentes o são
E têm amor no coração,
Já temos mais o que ver.
Ganhamos grande virtude:
Conseguimos conviver com essa nova juventude.
 

seta

Os políticos e executivos precisam desta lição.

29/07/2013 09:30

Esqueçam as pieguices e falemos de um executivo de alto nível que comanda uma instituição milenar como é a igreja católica e que, dentre outros objetivos puramente religiosos tem também o de planejar o social, o de lutar por melhores condições de vida para a humanidade, por mais ética e por dirimir os efeitos da fome, principalmente entre as crianças e os velhos do mundo.

Ouvimos o Papa Francisco em sua entrevista a uma rede de televisão afirmar em alto e bom som que a ele não importava se a religião fosse católica, evangélica, judia ou qualquer outra.

Se cada uma delas continuasse a buscar resolver o problema da fome e, a cada dia, permitisse que uma criança se alimentasse, ele ficaria satisfeito e pouco se lhe dava quem o fez.

Isto se chama altruísmo, noção de objetivo, de fim e não de quem conduz os meios.

Tentemos transportar isto para a política brasileira, para os executivos e partidos que brigam entre si e pouco rendem.

Tentemos lembrar as brigas do “não continuo porque foi do prefeito ou do governador anterior” e todas as mesquinharias que empatam a continuação de bons programas e, o que é pior, impedem o matar a fome como se deve, buscar amparo social como lhes seria permitido e criar melhores condições de vida para a população.

O que o Papa disse e aqui repito é que “devemos nos dar as mãos para o a solução dos problemas mundiais e que neste dar as mãos podemos racionalizar e crescer para o bem de cada localidade que possamos dirigir”!

E sou eu quem diz, agora.

O Papa não sabe em que guerra estamos nós.

Não sabe em que tipo de vergonha situam-se as legendas partidárias quando só se ajudam em combate, em época de eleições, em momento de composições e coligações.

Coligações falsas e simplesmente eleitoreiras.

Que bom seria esse país se os partidos existissem para colocar em postos executivos pessoas comprometidas com projetos e que se relacionassem bem com todas as esferas!

Que bom seria se as nossas bancadas fossem unidas de fato e de direito e que os bons projetos e boas emendas fossem trabalho de todos e não apenas de um.

O cooperativismo político está longe, mas bem que estaria na hora de chegar.

Porque, usando as palavras do Papa, “unidos seremos fortes e, sem dúvida, botando água no feijão, sempre caberá mais um em nosso coração”.

O problema é fazer e não falar.

Aproveitar os jovens que “estão sendo descartados” e “a sabedoria dos velhos”.

Velhos que não podem levar para seus túmulos essa sabedoria sem deixá-la para as gerações que vão nos governar”.

O futuro chegou e só acredito no futuro de mãos dadas, cooperativado entre gerações, ensinamentos, experiências e motivações de todos os tempos.

Ninguém é dono da verdade e jamais, sozinho, construirá nada.
 

seta

Primeira Edição © 2011