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SEGURANÇA É PARA TODAS AS CASTAS SOCIAIS

02/06/2012 07:51

Vamos logo esclarecer antes que digam que este colunista não aceita a revolta da população com o assassinato do médico José Alfredo.

Movimento justíssimo que já leva a grande vantagem de ter levantado da cadeira as autoridades responsáveis pela segurança em Alagoas.

O governador não só se levantou da cadeira como foi a Brasília buscar reforços e reconhecer que a política de segurança de seu governo, definitivamente não funciona.

O que não se pode aceitar é que uma pessoa da sociedade tenha que ter sido assassinada para que providências fossem tomadas em clima de quase desespero.

Diariamente pessoas estão sendo mortas em Alagoas; os índices já são os maiores do país e sempre ficamos ouvindo que o problema é nacional.

Ora, se o problema é nacional lavam-se as mãos e espera-se que o governo federal saia na frente resolvendo situações que são de cada estado da federação?

Não é por aí.

Buscar auxílio, tudo bem! Pedir reforços, tudo bem!

Mas a situação chegou a tal caos porque os braços foram cruzados no que diz respeito à melhor educação, a uma política mais bem pensada de saúde ou a melhores projetos sociais.

E, também, em função da própria máquina de segurança que continua há dez anos com o mesmo efetivo.

Agora, depois do leite derramado fala-se em concurso público, por exemplo. E quantas vidas já se foram, incluindo a do médico?

Muitas!

Mas, quantas ainda serão ceifadas?

Só espero que não precisem que mais médicos, engenheiros, autoridades  sejam mortos por aí para que os responsáveis não voltem a dormir em Alagoas.

Os anônimos da vida também querem viver.
 

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A INDEPENDÊNCIA DAS MULHERES

26/05/2012 07:14

Não foi propriamente um grito de independência ou morte nem elas precisaram subir em cavalos, desembainhar espadas ou coisa parecida.

Mas tem sido uma revolução social da maior importância o crescimento das mulheres na sociedade produtiva deste país.

Além do mais, os depoimentos são uma constante com o reconhecimento de que elas são mais ativas, mais persistentes e, sobretudo, mais transparentes nas causas que enfrentam.

Claro que, da mesma forma que sou contra cotas raciais e quaisquer outras diferenças oficiais, sou também contra a aplicação de leis que as coloquem em posição discriminatória perante o país ou até perante os homens.

O que interessa de fato é que sejam reconhecidas definitivamente como absolutamente iguais civicamente.

No entanto, aí fica o grande apelo dos homens, elas não podem e não devem perder a feminilidade, o romancel, a lágrima certa na hora certa.

Não podme deixar de lado o “glamour”, a atração e a vaidade que as fazem, aí sim, completamente diferentes de nós, homens.

Precisamos delas no desenvolvimento do país, na luta pelas conquistas políticas e econômicas, mas o lado totalmente mulher precisa ser cada vez mais crescente para o bem de todos e felicidade geral da nação.

E, assim, viva a independência das mulheres.
 

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Cuspindo na própria sorte

21/05/2012 18:17

Fico impressionado como determinadas pessoas perdem o bom senso em nome do que nem eles sabem.

Estive na inauguração da nova Vila dos Pescadores construída pela Prefeitura de Maceió e pelo Governo Federal visando a acomodação de 420 famílias oriundas da favela do Jaraguá.

Importante observar que elas, as famílias, não vão pagar absolutamente nada para morarem confortavelmente em apartamentos de 2 quartos dentro de um condomínio de qualidade, à beira mar,

No entanto, cerca de 40 famílias, não se sabe a troco do que, não querem ser transferidas e insistem em não sair do lixo em que vivem.

Claro que devem ter consciência de que isto terá um prazo e que mais cedo ou mais tarde terão que sair.

A prefeitura vai urbanizar a antiga área, construir uma marina, um centro de pesca e comercialização com toda a estrutura que se fizer necessária.

Mas eles que tiveram a sorte de ganhar casa de respeito estão perdendo o respeito por si próprios até porque nem reivindicar eles sabem.

No mais, o tempo passará e os novos moradores haverão de servir de bom exemplo para uma política social das mais corretas.
 

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COMPLÔ PARA DESMORALIZAR ALAGOAS

19/05/2012 07:17

É impressionante e como já falamos disto nesta coluna e em outras oportunidades.

A imprensa nacional está sempre preparada para receber as piores notícias do estado de Alagoas e, claro, coloca-las nos mais importantes veículos de informação do país.

Mas, o chato da coisa é que sempre são as piores.

Nunca as coisas boas são expostas.

Claro que o alagoano, aquele que debanda para a desonestidade, dá margem a que isso aconteça.

O caso de Rio Largo, dez vereadores presos de uma só vez, pedido de prisão para o prefeito, o crime aberto, rápido e rasteiro e até novo na sua forma transforma-se

E é isso que mexe com o espírito do povo ordeiro, do que deseja crescer e ajudar o estado a subir os seus próprios índices.

Até parece que a criatividade para o crime é buscada com insensatez só para virar notícia por aí a fora.

Neste último, o envolvimento é total.

Temos a impressão de que todos sabiam o que estavam tramando e o que iriam fazer.

E, quando falo em todos, envolvo vendedores, compradores, aprovadores, sancionadores e etc, etc, etc.

Todos ganhando seu quinhão, todos dando sua mordida no imenso pão.

E é por isso que temos que raciocinar, colocar a cabeça na geladeira, esfriar as idéias e perguntar a quem interessa esse grande complô para desmoralizar Alagoas.

Como se diz internacionalmente, “ no lo creo em las brujas pero que existem, existem”.
 

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COTA É DISCRIMINAÇÃO. OU NÃO?

12/05/2012 06:37

Particularmente acho que essa questão tão polêmica de cotas e que começou com as dos negros no ingresso a universidade, está virando moda e agora se quer cotas para tudo e para todos está completamente errada.

Começa pelo fato de que ao estabelecer cotas para a raça negra num país altamente miscigenado você não consegue definir quem é e quem não é negro.

Por outro lado, o que é mais importante, acirra os ânimos no que diz respeito ao problema racial criando muito mais discriminação do que se pensa.

Não vejo porque haver diferenças raciais até porque elas nunca deveriam ter existido.

No entanto, se falarmos em pobreza, se falarmos em alunos carentes e mal preparados pelo ensino fundamental e médio públicos, aí sim, facilidades para o ingresso deles no curso superior devem ser criadas.

No sentido de dar a eles a possibilidade de estudos em cursinhos iguais aos de todos os outros candidatos e até de se considerar que esses cursinhos sejam realmente uma pré-matrícula na universidade.

No entanto, nunca com a criação da estúpida cota que denigre, que discrimina e que cria situações como as que vimos semana passada com um candidato com nota bastante superior ficar fora por conta de cotista com nota inferior.

Há que se pensar.

Cota é ou não é discriminatória?
 

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Primeira Edição © 2011