seta

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A BANALIZAÇÃO DA VIDA. Ou será da morte?

04/09/2013 08:02

Estou triste. Muito triste.

Mais do que isso preocupado com o que virá.

O grande precedente foi aberto por este psicopata mirim que matou pais e avós e depois se matou numa frieza absurda e jamais vista na história do crime brasileiro.

Foram parentes e pessoas que lhe davam amor e que se foram por aquelas mãos assassinas, treinadas e premeditadas.

Uma criança de 13 anos que sabia dirigir e atirar.

Vítimas que interromperam seus sonhos e anseios como pais e avós daquele que seria o seu assassino contumaz.

O estado de choque em que a população brasileira se encontra talvez leve a uma reflexão que só a sociedade como um todo pode exercitar.

A de que a vida não vale mais nada.

A de que a morte passa a ser um ato rotineiro e que se nos apresenta no dia a dia quase que isolando o sentimento de medo e de respeito que sempre tivemos por ela.

Tira-se a vida das pessoas da mesma maneira com que se matam os bois.

O episódio marcante, fundamentalmente marcante que foi o brutal assassinato de inocentes-parentes tem que servir para alguma coisa.

Há que se tirar lições para que se repense a vida e a morte sem a banalização que por aí se espraia.

Nunca se matou tanto neste país.

Nunca se traçou com tanta nitidez a linha tênue que separa a vida da morte.

Agora, muito mais tênue.

Muito mais perturbadoramente banal.

Porque são nossas crianças que começam a brincar de vida e morte como se brincava de casinha.

Eis o grande perigo dos nossos tempos
 

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QUEBRA DE SOBERANIA - não é a primeira vez.

03/09/2013 04:48

.Em 1969, eu era editor da Revista Mar, no Rio de Janeiro e, como tal, fui o primeiro jornalista brasileiro a denunciar, através de reportagem, a invasão dos americanos em solo brasileiro.

Dizia eu, com provas documentais que, já naquela época, quase toda a margem esquerda do Rio Negro era ocupada por americanos.

Contava eu que a Bethleem Steel, uma potência do aço, era composta por setenta por cento de capital americano quando a lei brasileira exigia no mínimo 51% para brasileiros.

Denunciei ainda a presença de uma companhia de chatas que, no inverno, quando as margens dos rios amazônicos se soltavam e viravam ilhas flutuantes, elas (as chatas), as rebocavam para Miami –as ilhas eram húmus puro – as transformavam em fertilizantes que eram revendidos para o próprio Brasil.

Não sei até que ponto essa invasão continuou ou em que pé está, mas sei que com a tecnologia de alto avanço, o trabalho dos americanos em querer saber os planos de Dona Dilma, as invasões a nossos e-mails sigilosos, a nossos planos e estratégias de segurança e outras coisas mais, são uma quebra de nossa soberania, mas que não pode e não deve ser tratada como novidade.

Novidade tem que ser a reação do brasileiro que espera pulso forte dos mandatários e mandatárias deste país, sem medo de ser feliz, como eles próprios dizem. O resto é pura retórica.
 

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O senador da Bolívia e o deputado do Brasil (vergonha nacional)

31/08/2013 08:18

Não sou propriamente um “expert” em diplomacia, mas não preciso ser para verificar que houve algo de estranho no caso do senador boliviano que, como disse o presidente Evo Morales “nos es um político pero es um delinquente”.

Então, se assim o é fico me perguntando até que ponto e por quais motivos, a embaixada brasileira o recebeu e, mais ainda, porque organizou uma fuga cinematográfica por terras bolivianas e brasileiras, até que estivesse a salvo na capital federal.

Por outro lado, não podemos esquecer que, facilitando e atuando na fuga do senador estava o nosso ilustre embaixador naquele país vizinho.

Tudo muito estranho, tudo muito vergonhoso, tudo muito fora de ética.

E tudo ainda uma grande incógnita.

Deve ser a mística do político corrupto que acha que pode e tem tudo.

Aí está também o caso do deputado brasileiro, literalmente condenado e preso pelo Supremo Tribunal de Justiça e que chega algemado ao Congresso Nacional para que seja decidida a sua cassação ou não e sai, novamente algemado, para sua residência oficial no presídio da Papuda, absolvido pelo Congresso e permanecendo deputado.

Que moralidade é essa, minha gente, que continua protegendo os canalhas do poder, agora também aqui e alhures?

Sem dúvida irão ficar duas belas marcas na história de nossa república.

Ou ainda será “republiqueta”?

Espero que não.

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SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA. (continuo sem aceitar)

27/08/2013 08:27

É lei. O Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos e despachos iniciais de Dilma Rousseff e querem nos impingir o grande erro.

As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras (maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada de Presidenta. E ponto final.

Olha a "Vernácula". Grande piada, não é?

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.

Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante…

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."

 


 

seta

Acerte o governador!

26/08/2013 12:07

Duvido.

O panorama é tão complexo!

Diria mesmo que o mais complexo desde que me entendo alagoano de coração.

Você caminha pelos pseudo candidatos e descobre que todos cresceram em dissimulação positiva deixando-nos a todos completamente desafiados a descobrir o rumo e o resultado das eleições 2004.

A começar pelo próprio atual governador, Téo Vilela que não diz se fica ou se vai e com isso tira ou coloca no páreo, dependendo das condições o atual vice, Nonô.

Passamos por Renan Calheiros que, indiscutivelmente está na cabeça das apostas como futuro governador.

Mas quem é capaz de dizer que ele já se decidiu e que será candidato?

Ele pode estar preparando um outro tipo de terreno que inclua o filho ou até mesmo outro candidato do, hoje, também pseudo chapão.

O senador Collor pode vir a ser candidato e com amplas forças para ganhar, mas está muito bem em Brasília e dele se espera muito no Senado.

No entanto, se entender que a disputa para o Senado pode não ser tão boa, arrisca e sai para governador com amplas chances.

Dentre todos eles, estão também a garra e a vontade de Biu de Lyra que disse não se afastar um milímetro de sua intenção de ser candidato a governador.

Não tem o que perder porque ainda tem 4 anos de Senado.

Sem contar que ainda há quem diga que, insistentemente, Ronaldo Lessa ainda pode tentar mais uma vez e, sempre estará no páreo.

Quanto ao ex-prefeito, Cícero Almeida, com seus previsíveis e quase certos 200 mil votos para deputado federal, pode ser uma enorme força para compor uma chapa para vice ou ainda virar, da noite para o dia, um “tertius” de peso surgindo de uma composição de forças para o governo.

Enfim, gente, ninguém pode dizer nada ainda, por mais que se esforcem.

Passado o Ano Novo e o Carnaval, quem sabe, os foliões da eleição dão mais dicas e a gente tenta adivinhar?

Quem sabe?
 

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