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Qual o poder de fogo da 2a mulher mais poderosa do mundo?

27/05/2013 06:58

É uma boa pergunta sabermos até que ponto Dilma Roussef tem a força que a ela se atribui.
Chegou à presidência da república como “bala de canhão” atirada que foi pelo canhão- mor, Lula.

Que, sem dúvida, tinha condições de deflagrar a bala pela sua grande estratégia popular – ou seria populista? – na época das eleições anteriores.

E, assim, tiro a tiro, a presidente que, por decreto e vontade própria. virou presidentA, apesar do crasso erro de português, vem governando o país com vontade de acertar, mas ainda não conseguiu definir se sua força governamental irá representar poder político suficiente para uma reeleição.

Dois “jovens” estão na luta. Um, Aécio Neves, herdeiro político e neto de um mito chamado Tancredo Neves; o outro, Eduardo Campos, também herdeiro político e neto de outro grande mito que foi Miguel Arraes.

Além dos inúmeros outros candidatos no meio do caminho.

São desafios práticos independentes dos desafios do dia a dia, do combate à maldita inflação que vem ameaçando voltar e, sobretudo, da antipatia que, dizem, a presidente busca contra si entre as paredes de seu gabinete.

Eleita que foi a segunda mulher mais poderosa do mundo, grande jogada de “marketing” internacional, pode, no entanto, ser um grande engodo quando der o tiro pra valer.

E, ao invés de um tiro de canhão, pode ser de pistolinha e contra o próprio pé.
 

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Antes do emprego a hora é de gerar trabalho

25/05/2013 07:26

A realidade do nosso estado precisa ser enfrentada com coragem, mas, sobretudo, com sinceridade.

Quando falamos em segurança, por exemplo, queremos ir buscar no social todas as culpas para o estado de quase pânico em que vivemos.

E aí, vemos as autoridades e os analistas de plantão buscando desculpas na falta de educação e na desproporcionalidade da renda da população.

Tudo isto seria perfeito não fora a falta de sensibilidade para que determinadas ações sejam tocadas sem a necessidade de grandes estruturas institucionais, mas simplesmente usando o bom senso e os exemplos de atitudes vitoriosas.

Daí, o título deste artigo que pede para que se deixe em segundo plano a geração de emprego e se coloque na vitrine a geração de trabalho como o fator mais importante para o cidadão, para a família, para a comunidade e para a segurança de um povo.

A questão, complexa, sem dúvida, busca apoio em vários aspectos, todos eles voltados para o cooperativismo, esta força de união ou esta união de forças como o queiram chamar que muda vidas, que provoca crescimento, que gera trabalho, energia e riqueza. Se os dirigentes não o desejam, se insistem em negar a sua força isto é estória que pode fazê-los, um dia., entrar na história como vencedores ou como fracassados.

Num estado pobre como Alagoas, mas rico de gente, de idéias e de vocações, a necessidade de se gerar trabalho é ainda maior do que em outros estados.

O inchaço das grandes cidades, como Maceió, a migração constante em outros municípios, a pobreza na linha da miséria, tudo isto, deve-se à falta de produção, de trabalho, de incentivo, de capacitação e de qualificação, metas que podem e devem ser alcançadas não pelo poder público, mas através do poder público, como instrumento necessário ao incentivo que a população deve ter para encontrar o seu destino.

Nas cooperativas, todos são donos do seu próprio negócio; todos progridem na razão direta do seu trabalho e da sua produtividade, por mais humilde que seja esse trabalho.

No entanto, haveremos de convir que ninguém, principalmente nas faixas mais carentes de educação, pode sair por aí, abrindo cooperativas ou pequenos negócios, sem que sejam motivados e instruídos para tal.

É onde entra o nosso projeto que, anos atrás, foi exaustivamente colocado em gabinetes de decisão deste estado, sem que tivesse a repercussão necessária, mas que, temos a certeza de podermos levar adiante, quem sabe, como projeto estruturante para o futuro de Alagoas ou de uma cidade como Maceió, por exemplo.

A idéia é que seja criada a AFC – Agência de Fomento ao Cooperativismo, gerida por autoridades governamentais e da iniciativa privada (ligada ao cooperativismo) com as funções de mapear vocacionalmente a cidade ou o estado, dependendo da abrangência da agência, estimular, em função das vocações, a criação de novas cooperativas, capacitar, qualificar e orientar através da OCB-AL, estimular o crédito cooperativo e cidadão e, com isto, gerar trabalho em todos os pontos do estado ou da cidade, acabando com a ociosidade e com a busca desesperada pelo emprego tradicional.

Que não se diga que este não é o papel do governo ou das prefeituras porque o é; e como exemplo desta afirmação, o Ministério do Trabalho e Emprego, criou  a Secretaria de Economia Solidária, a SENAES, exclusivamente para os assuntos de associativismo e cooperativismo aplicando 40 milhões no Brasil, sem nenhuma demanda do estado de Alagoas.

É preciso acreditar. A nossa Pindorama não nasceu grande e é uma enorme demonstração da força do cooperativismo.

Aos 21 anos tive a honra de ser diretor-comercial de uma cooperativa, uma das maiores do país, a CCPL-Cooperativa Central dos Produtores de Leite e que continua liderando no Rio de Janeiro.

Mas, nem precisamos pensar tão alto. Pensemos na formação de cooperativas no sertão, em todas as regiões do estado e até sabemos de que tipos, mas coerentes com o que pensamos e escrevemos, o mapa vocacional antes de tudo.

Importante, governador e prefeitos é que se acredite que a “idéia nova é uma nova conjugação de velhos elementos” e que a nova conjugação que propomos é a aglutinação do desejo e da necessidade orientados por uma ação governamental que só pode trazer resultados os mais positivos.

Abrir os olhos para o cooperativismo é criar motivos para gerar cabeças pensantes e ativas. Uma segurança, sem dúvida.
 

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Do Bolsa Família ao Bolsa Trabalho

19/05/2013 07:23

 

 

Um país como este, de imensas extensões territoriais, de enormes diferenças intelectuais e sociais e obviamente com grandes distorções, campeão de IDHs baixos, sem dúvida teria que ir buscar guarda-chuvas em soluções assistencialistas e o vem fazendo com a inclusão, cada vez maior , das proteções federais, a exemplo do “bolsa-família” que um dia já foi ”bolsa-escola” e, que, numa análise mais profunda é o instrumento de compra de votos mais perfeito e mais oficial que existe, burlando a lei de uma maneira consensual e vertiginosamente ascendente. Ignorar que o povo sofrido deste país precisava de algo como as bolsas para que saíssem do estado de miséria declarada seria ignorar o sofrimento de quem, sem ferramentas e sem orientação, passou por várias gerações coronelistas, daquelas que não tinham a menor intenção de diminuir a miséria, de acabar com a seca ou de erradicar o analfabetismo, todos a serviço do voto que as mantinham oligárquicas e poderosas.
Se os programas sociais dos governos, quer federais, quer estaduais ou municipais, precisam passar por este tipo de assistencialismo, também gostaria de contestar, dizendo que, melhor do que o peixe é melhor o anzol; melhor do que o dinheiro dado é o dinheiro conquistado e trabalhado, ainda que para isto, o governo incentive o povo a ganha-lo, com honestidade e, sobretudo, com o suor do próprio rosto.
Tenham a certeza os meus leitores de que o povo não quer esmola. Absolutamente não deseja ganhar sem que tenha contribuído para o ganho. Se ao povo for dado o prazer de trabalhar, se a ele for dada a oportunidade de produzir e de receber pela sua produção, então este país terá alcançado a verdadeira conquista da igualdade, da distribuição de renda mais efetiva e mais justa.
Nossa proposta está justamente na modificação do assistencialismo praticado através do bolsa-família para o estímulo e o incentivo que podem ser dados através da criação do bolsa-trabalho, uma espécie de financiamento da pequena produção para ser aplicado na criação de micro negócios familiares ou, e isto é o maior objetivo, na capitalização de cooperativas de produção criadas a partir do mapeamento vocacional do país, de cada estado, de cada município.
O Bolsa-trabalho seria exatamente o anzol; o instrumento para que se chegue ao peixe sem vergonha, sem esmolarização do sistema, deixando que cada um consiga implementar sua personalidade em um trabalho, por mais simples que ele seja.
Gostaria de lembrar o fator multiplicador que ocorreria quando a dação do Bolsa-Trabalho estivesse atada à concretização de um trabalho efetivo e que viesse por associativismo ou por cooperativismo. O envolvimento familiar, o envolvimento comunitário, principalmente em estados pobres como é o nosso de Alagoas, sem dúvidas, daria lugar a um novo tipo de produtividade que transformaria a chamada economia informal na aceleração e formalização de um crescimento absolutamente palpável e com fixação maior do homem ao seu local de origem.
Que não estejamos ligados, nós enquanto estado de Alagoas, às ações federais para podermos colocar em prática o nosso projeto de incentivo à geração de trabalho e não mais somente à geração de emprego. Porque, a partir de projetos estaduais e municipais também podemos chegar à liberação de verbas capazes de nos fazer criar o nosso Bolsa-Trabalho e servirmos de exemplo para toda a federação.
Na verdade, precisamos, enquanto brasileiros e em especial alagoanos, levantarmos bandeiras de mudanças que sejam significativas para a transformação das empoeiradas noções que se tem dos deveres do estado. Deveres que vão muito além do terrível assistencialismo e que precisam urgentemente romper barreiras e preconceitos e criar novos conceitos na área social.
 

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Não se fazem mais seleções como as de antigamente.

14/05/2013 15:08

.Não sou nenhum “expert” em esportes, dentre eles o futebol.

Torço pelo Fluminense porque nasci nas Laranjeiras em frente à sede do clube.

Passei a gostar de bons campeonatos e, principalmente, da Copa do Mundo, porque aos 12 anos assisti de cadeira cativa, ao lado de meu pai, à infeliz final da Copa de 50 quando o Brasil perdeu para o Uruguay no Maracanã.

Foi triste, mas a partir de 58 começamos a ver uma sucessão de vitórias, com 62 em seguida – eu também estava lá - e depois 70, a grande fase da chamada Seleção Canarinho onde todos vibravam e cantavam “...pra frente Brasil...salve a seleção”.

Os jogadores eram todos orgulhosos de suas camisas, não jogavam por conta do dinheiro ou do bicho, mas para verem o Brasil campeão mais uma vez no próprio 70, em 94 e finalmente em 2002.

De alguns anos para cá os jogadores brasileiros, muito mais estrelas de outros futebóis, europeus, asiáticos e por aí vão estão muito mais preocupados com as fortunas a serem feitas do que com a honra de ganharem títulos para o Brasil.

O amor virou profissão, a paixão virou euros e dólares e os técnicos ficam à mercê de montarem seleções frias, quase apáticas, das quais não podemos esperar muito.

Seleções que se reúnem às vésperas de jogos importantes, sem entrosamento, sem conhecimento, sem amizade entre os seus participantes e, sobretudo, sem amor à causa.

Sinceramente, acho que a Seleção Brasileira deveria ser montada com quatro anos de antecedência, bem remunerada, com restrições contratuais e jogando com as cores do Brasil até a próxima temporada quando uma nova seleção seria convocada e treinada pelo bem do Brasil.

Do jeito que está, coitado do Felipão, coitado do Parreira, coitados dos que ainda acreditam que possamos ser os melhores do mundo.

Mas, nós, continuaremos torcendo e vibrando a cada balançar de rede.
 

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A verdade nua e crua

12/05/2013 08:42


Aposto com quem quiser que o povo brasileiro prefere a verdade nua e crua do que a dissimulação e a mentira em torno do que existe e do que possa acontecer com nosso país.

Isto, em todos os sentidos e em todos os lugares.

A manipulação dos índices de criminalidade, por exemplo, algo inadmissível para que governos se coloquem bem diante de uma parte da sociedade, principalmente daquela parte que ainda é crente na boa vontade das autoridades.

A questão dos portos que está dando tanto o que falar por conta de um Garotinho que trocou portos por porcos, tratando de um assunto sério como se bagunçado fosse.

É preciso aprender a dizer a verdade, olho no olho, não apenas utilizando os meios de comunicação para propagandas falseadas que, depois, lá na frente, vão se mostrar mentirosas e, portanto, desmoralizantes.

As populações de todos os estados brasileiros não aguentam mais promessas e, principalmente aqui, em Alagoas, onde necessitamos de um rumo mais sério no que diz respeito à comunicação.

Mais fácil se adquirir crédito com a verdade do que com notícias que “estão na cara” nada têm a ver com a realidade dos fatos.

Portanto, que tal experimentar a sinceridade como meio de conquistar a sociedade?
 

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Primeira Edição © 2011