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Se todos fossem iguais a você.

05/11/2013 08:53

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
Geraldo Câmara
. Você até pode ser exemplo, mas não deve ser modelo para uma clonagem, principalmente se ela o for de princípios, de caráter, de personalidade.

Você é único e sempre o será, ainda que ao seu lado exista um gêmeo.

A política tenta clonar seus líderes e colocá-los diante de você como o exemplo, o molde, a forma que você deve usar para transformar-se em idéias, pensamentos e até objetivos.
Certas religiões fazem o mesmo.

Utilizam métodos hipnóticos e verdadeiras lavagens cerebrais para convencê-lo a segui-las cegamente, sem que você tenha tempo, ao menos, de pensar no que é melhor para si próprio.

Baseados nisto, buscamos compreender as atitudes de certos políticos que, moldados em modelos anteriores e que fizeram suas cabeças, tentam empregar os mesmos métodos quando buscam nos intimidar, nos convencer ou nos fazer entender que suas tramóias, corrupções e desacertos morais são os caminhos certos ou que não fizeram nada daquilo.

Na verdade, dizem eles, tudo não passa de armadilhas políticas de seus adversários que não aceitam o seu sucesso junto ao povo que os elegeu.

Afinal, eles sempre estiveram ao lado do povo nas suas mais recônditas reivindicações; sempre estiveram ao lado da verdade e jamais cederam às pressões dos corruptos de plantão que, ao tentarem suborná-los, verificaram que ali, neles, residia a honestidade e os princípios morais mais eloqüentes.

E, então, nos perguntamos: como compreender essas atitudes se elas nunca fizeram parte de nossa enciclopédia?

Se elas nunca foram ensinadas em casa ou na escola?

Seríamos nós, seres de outros planetas ou estivemos fora dos ensinamentos que só são ministrados a determinados privilegiados, como eles?

A política é boa e necessária.

Fazemos política a todo o momento, a todo o instante.

O que enxovalha os políticos é a má condução.

Ao invés de se pensar no bem comum, no coletivo, pensa-se nos anos de mandato, no que se pode aproveitar em benefício próprio ou o que se pode deixar passar de pai para filho, ainda que coisas ruins façam parte da herança.

Porque, ao político mau, tanto se lhe faz se ao filho irá passar lições amorais ou não.

A ele importa passar os caminhos da corrupção para que as gerações futuras saibam como se locupletarem do dinheiro, dos impostos, do que pertence ao povo.

E aí, voltamos ao princípio deste artigo quando falamos que nos querem clonar.

Que nos querem passar que devemos pensar como eles e, numa sucessão de fatos e convencimentos, convencermos também a nossos filhos e aos que estão ao nosso redor de que eles, os políticos, estão certos.

Que, errados estamos nós enquanto pensarmos na coletividade e esquecermos nossas pequenas repúblicas familiares.

Que mais equivocados estaremos se acharmos que, um dia, tudo poderá mudar no nosso Brasil.

Este é o ponto onde temos de nos enfrentar a nós mesmos.

Onde temos de deixar as tentações de lado e acreditar que ainda podemos transmitir o bom e o correto, dentro de casa, fora de casa, nas ruas, nos negócios, nas amizades que temos, em tudo, por tudo e para todos.

Este é o momento em que temos de acreditar que existam bons políticos; crer que voto não pode e não deve ser vendido e que os nossos representantes precisam ter a nossa cara e não nós a cara deles.

Orgulharmo-nos de sermos cidadãos honestos e decentes é o primeiro passo.

Transmitir este orgulho é o segundo passo.

E, finalmente, combater os maus políticos, arrastá-los de onde estão a lesar o nosso patrimônio, passa a ser também o papel de toda uma sociedade que, devidamente constituída, pode e deve ser a incontestável líder da revirada nacional.

No mais, continuar a escutar as baboseiras dos acusados de hoje, dos corruptos do sempre e dos maus políticos do amanhã, será se deixar conduzir e ao país, ao mar de lama que não merecemos.


 

seta

Mais uma para o Jornal Nacional!

01/11/2013 07:53

Que pena!

É o que sempre digo:

Como cidadão que aqui mora e detentor de títulos de cidadania, não gosto e não quero ouvir falar mal das Alagoas.

Acho que nossos problemas, que são muitos, precisam der resolvidos por nós, de maneira democrática e até mesmo patriótica.

No entanto, tudo é motivo para que entremos na mídia nacional e nunca pelo lado positivo.

Ora são os baixos índices, ora são os escândalos administrativos, ora os políticos.

E aí estamos nós diante de um novo fato, o da Assembléia Legislativa, cuja Mesa Diretora acaba de ser afastado pela justiça e a pedido do honrado Ministério Público.

Se existem culpas e culpados não nos cabe analisar e muito menos julgar.

Mas, enquanto se espera por finais bons ou ruins, a notícia se espalha como rastilho de pólvora aumentando ainda mais o negativismo deste que é o estado mais bonito do nordeste brasileiro.

A segurança sem solução – mas diga-se de passagem em todo o país – a saúde caótica, a educação de baixíssima qualidade.

Tudo bem, se estivermos trabalhando por melhores conquistas, mas tudo mal, muito mal, quando viramos notícia nacional por fraudes, delitos graves, corrupção exacerbada e tudo o mais.

Principalmente se provado ficar que a Assembléia Legislativa de Alagoas, legítima representante deste povo guerreiro, carrega as culpas que a ela se imputa.

Que pena!
 

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Para os amigos que não puderam ir.

29/10/2013 15:26

Mais uma noite de autógrafos com meu último lançamento literário, "O mundo real das Satiricrônicas".

Desta feita, na Bienal do Livro, no Centro de Convenções.

Dia 31, quinta-feira, 19 horas.

Conto com voc^rs lá.

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Possibilidades e opções de uma juventude.

27/10/2013 17:27

Ela, a juventude, está aí.

Ora dando lições de democracia, ora, com infiltrações em seu meio, inadvertidamente, dando lições de anarquia.

E o fio tênue entre o exercício fiel dos princípios democráticos e os princípios anárquicos faz com que haja a necessidade de muita reflexão, de muito saber, de muita vontade de aprender e de lutar por este nosso país.

Pisar em solo fértil para o bem ou irrigar o solo, também fértil para o mal é apenas uma questão de oportunidade ou de pensar.

Confundir protestos com molestos é profundamente perigoso e isto, a juventude sadia não se deve permitir.

Temos a convicção de que, depois de períodos de pura ausência de idéias e de líderes políticos, os jovens de hoje, os que cursam as universidades ou que simplesmente pensam, os que querem crescer e fazer crescer, podem ser constituídos nas mais puras e eficientes lideranças de que o Brasil precisa.

No entanto, separando joios de trigos em todas as camadas etárias podemos depurar pessoas formadas e em formação capazes de darem guinadas produtivas e eficazes no sentido de levar nosso país aos píncaros do progresso funcional e institucional; aos extremos da independência de nós mesmos e de todos os outros países do mundo.

Salve a juventude!

Que se salve!

E que nos salve!

Com as melhores possibilidades e opções.
 

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Somos uma "ilha de desencantos".

19/10/2013 15:31

 

Ainda bem que não somos.

Apenas estamos.

E vamos conseguir, um dia, deixar de lado os desencantos e criar ao nosso entorno as melhores coisas deste nordeste.

Ou deste Brasil.

Terrível olhar para os lados e ver a deseducação, a falta de uma política firme para a saúde, para a segurança, para as nossas crianças e para os idosos.

Péssimo sentir que a corrupção ainda grassa e que maus políticos ainda fazem parte desta ilha.

Bom saber que ainda existem administradores públicos que desejam o melhor para nós e que lutam por um estado e por cidades melhores.

Mas, infelizmente, são minoria num mar de desejos dos que buscam a riqueza súbita com, pasmem vocês, a merenda escolar, por exemplo.

Li uma pesquisa nacional que afirmava o fato de que se conseguíssemos diminuir a corrupção deste país em vinte por cento, todas as verbas para a saúde e educação estariam garantidas.

Então, vemos que nossos desencantos são inúmeros e de todos os lados.

Não só de nossa pequena ilha chamada Alagoas, mas da grande e desejada ilha chamada Brasil.

Que, por sua vez, também sofre as pressões, de todos os lados, de países grandes e poderosos que nos querem deles a todo custo.

O que fazer?

Pensar, planejar, agir.

E, sobretudo, buscar com os poucos bons governantes – e nós os temos – uma conscientização maior para os que virão.
 

seta

Primeira Edição © 2011