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A verdade por detrás das fake news sobre o Covid-19

08/05/2020 14:04

As fake news só tem de novidade o nome. As notícias falsas já percorriam a sociedade nazista antes mesmo da invenção da internet. Os boatos falsos já se propagavam no mundo antes mesmo de Hitler nascer. O grande problema desse fenômeno de espalhar informações falsas é o que elas promovem na mentalidade coletiva de uma população, principalmente agora com a pandemia do Covid-19.
 

Informações falsas de descobertas de tratamento, vacinas, até aquelas que negam o vírus, além de irem contra a Organização Mundial de Saúde (OMS), corroboram com intenções unicamente econômicas, podendo promover um afrouxamento no combate ao coronavírus, o que significa diretamente morte da população.
 

As fake news, notícias falsas ou os boatos, como queira chamar, conseguem ser aceitas pela população com rapidez, pois apesar do fato ser falso, a intenção ideológica que a notícia carrega é muito verdadeira e cria uma identificação mental com parte da população, podendo ela chegar até a um estado de delírio coletivo, ou seja, a crença em outra realidade que não é a atual.
 

Por criar tal identificação, ela também se espalha mais rápido. O Massachusetts Institute of Technology (MIT) apontou que notícias falsas se espalham 70% mais rápido do que qualquer outra notícia. Psicologicamente, isso se dá pois a ideologia que está por detrás das fake news faz os indivíduos que se identificam com ela sentirem-se corretos, entendidos e parte de um grupo. Como diz Carl Gustav Jung, psicoterapeuta e médico, o indivíduo prefere o "estado de massa", pois ele é mais confortável e traz uma sensação de pertencimento e segurança. Portanto, quem compartilha fake news esquece a própria consciência.
 

Enquanto o ser humano não entender a real situação do mundo e das possíveis consequências (e da lição) que o coronavírus já está trazendo, as fake news continuarão, porque elas estão a serviço de ideologias que pouco se importam com os cidadãos e não admitem ter menos lucro trimestral.

*Leonardo Torres, Professor e Palestrante, Doutorando em Comunicação e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

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Dia do Oftalmologista - 7 de maio

07/05/2020 17:20

O mundo que conhecemos já não é mais o mesmo. Há alguns meses, a pandemia do coronavírus mudou a vida de todos e acendeu o alerta sobre higienização das mãos e o cuidado de evitar tocar a região dos olhos (além do nariz e boca). Neste dia do Oftalmologista, porém, o alerta vai além deste cuidado básico. A oftalmologia evoluiu durante os anos, com avanços em diagnósticos, exames, tratamentos e cirurgias, focados na necessidade de cada paciente e merece atenção também durante este período de isolamento social.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 285 milhões de pessoas em todo o mundo estão prejudicadas visualmente. No Brasil, o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 45,6 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência visual, mas grande parte desses problemas podem ser tratados ou evitados, se diagnosticados com antecedência. A saúde dos olhos é de muita importância, pois 85% das informações processadas pelo cérebro vêm da visão.

E neste período que estamos passando, por conta do coronavírus, os cuidados devem ser redobrados. Como já sabemos, devemos evitar levar as mãos aos olhos, principalmente se estivermos fora de casa. É importante destacar que esta medida não evita apenas o contato com o novo vírus, mas também outros tipos de infecções, que podem ser transmitidas por germes e bactérias presentes nas mãos, quando não estão devidamente higienizadas.

Além disso, é preciso orientar que consultas de manutenção pós-cirúrgicas, como de miopia, catarata, entre outras, ainda precisam ser realizadas, mesmo neste período, para garantir os cuidados e a conclusão adequada do tratamento. Nestes casos, procure a orientação direta do seu médico com alternativas para evitar a exposição e respeitar as medidas de isolamento. Uma das opções é o atendimento via telemedicina, para que o médico possa passar as orientações e tomar conhecimento da evolução do tratamento e/ou de eventuais complicações.

Também  não se deve ignorar nenhum sintoma de outras doenças oculares: dores, irritações, vermelhidão, visão dupla tremor nos olhos, visão embaçada, dificuldades a se adaptar à luz ou qualquer tipo de desconforto, são alguns sintomas que podem indicar que algo não anda bem com sua saúde visual. Por isso é importante o contato com o oftalmologista, para diagnosticar desde um quadro de estresse a possíveis anormalidades na visão ou até algum distúrbio mais sério. Com essa prevenção, é possível deter possíveis complicações na visão,

Outros cuidados diários também devem ser respeitados dentro de casa: evitar exposição direta ao sol; evitar exposição excessiva à TV, celular ou computador; evitar coçar os olhos, pois pode causar irritações e, não menos importante, manter uma alimentação saudável. Importante também o cuidado de não tocar os olhos com a mão higienizada com álcool, que pode causar irritações.

Não só hoje, mas diariamente, cuidemos ao máximo de nossa saúde e valorizemos os profissionais que tanto buscam por melhorias e evoluções para o bem-estar da população. Se cuide, sempre.

 

Dr. Alexandre Misawa, oftalmologista do Hospital HSANP e da Clínica IMUVI, que faz parte do mesmo grupo.

 Sobre o Hospital HSANP: produto de investimentos de um grupo de médicos e gestores especializados na área de saúde que possuem mais de 15 anos de experiência. Busca ser referência na Região Norte da Grande São Paulo e um dos melhores hospitais de toda a cidade e servir à densa população dessa região, profissionais da área de saúde e operadoras de assistência médica com toda comodidade, evitando deslocamentos arriscados

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Quanto tempo o novo Coronavírus sobrevive no ar e superfícies?

28/04/2020 11:56

Estudo realizado por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, indica que o novo Coronavírus pode sobreviver até três dias em algumas superfícies.

Segundo a pesquisa, o vírus resiste por cerca de 72 horas no plástico e 48 horas no aço inoxidável, enquanto no papelão tem uma sobrevida de 24 horas. Já no cobre, apenas 4 horas.

O levantamento também mostra que o vírus pode sobreviver no ar entre 40 minutos e 2h30, após uma pessoa infectada tossir ou espirrar.

A infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Dra. Adriana Coracini afirma que os cientistas promoveram artificialmente a nebulização do vírus no ambiente, fazendo com que ele fosse aerossolizado e, a partir daí, testado em todas as superfícies para checar o seu tempo de sobrevida.

A especialista destaca, no entanto, que, como o estudo foi realizado em laboratório, o tempo de sobrevida real pode ser um pouco diferente.

"É importante frisar que uma vez que o teste não foi gerado por um paciente e sim por uma aerossolização artificial, a sobrevida do vírus não necessariamente será a mesma do que quando uma pessoa infectada tosse ou espirra”, explica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão do COVID-19 é por gotículas respiratórias, ou seja, as superfícies onde o vírus possui sobrevida, e não pelo ar. Por isso, o alerta da higienização é importante e sempre ressaltado, seja lavando as mãos ou limpando objetos.

“A melhor forma de higienizar é com a utilização do álcool gel 70% ou outros componentes que usamos no hospital à base de álcool, como o clorexidina ou o quaternário de amônio, que é mais usado para dispositivos como celulares e computadores”, detalha Adriana.

Segundo a médica, os compostos de clorados inativam o vírus, em qualquer ambiente. Então, qualquer um desses, usados antes do período em que o vírus morre sozinho, já será eficaz para a esterilização.

Adriana finaliza ressaltando que os estudos não testaram a sobrevida do vírus nos tecidos das roupas, onde é possível que ele sobreviva também. Porém, não há como estimar o tempo que o COVID-19 possa resistir nestas condições.

Rede de Hospitais São Camilo

A Rede de Hospitais São Camilo é composta por três hospitais modernos em São Paulo, que ficam nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, capacitados para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, além de realizar transplantes de medula óssea.

Hoje, a Rede presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece aproximadamente 800 leitos e um quadro clínico de mais de 7,4 mil médicos qualificados.

As unidades possuem importantes acreditações internacionais, como a Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, e a Acreditação Internacional Canadense.

A Rede faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma organização religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis há mais de 400 anos. No Brasil desde 1922, a Rede conta com expertise, tradição em saúde e gestão hospitalar. 

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No meio do caminho, outra crise

23/04/2020 18:05

Rogério Moraes, CEO da Kemp Oficina de Projetos e Gerenciamento de Obras

O pleno desenvolvimento de uma empresa está associado ao bem-estar e à satisfação dos funcionários. E quando o cenário se demonstra adverso, é esta sinergia e transparência que mantém as engrenagens funcionando.

Nosso plano era fazer de 2020 um dos melhores anos da Kemp. Após comemorarmos 14 anos de empresa, tínhamos metas ousadas para o ano que se iniciava e os dois primeiros meses só reforçaram este cenário.

Ao surgirem no Brasil os primeiros casos da Covid-19, acompanhamos as mudanças nos sistemas de saúde e hábitos de higiene, e começamos a ver o impacto nas dinâmicas de trabalho em todo o mundo. Da China ao Brasil, vários modelos de negócio precisaram de adaptação para se manter em pé, ao mesmo tempo em que precisavam fechar as portas temporariamente. Rapidamente, percebemos que seguiríamos o movimento mundial, e nossa empresa, que atua com projetos e gerenciamento de obras, não sairia ilesa diante de tantas mudanças.

Com o número crescente de casos de corona vírus na cidade de São Paulo, sabíamos que realocar quase 150 colaboradores em home office era uma realidade iminente. Elaboramos, então, um plano de ações cujo objetivo era instalar os funcionários em suas casas no período de 10 dias, priorizando os grupos de risco.

Na noite de quarta-feira (18 de março), a Prefeitura de São Paulo emitiu um decreto que impedia o funcionamento dos estabelecimentos não essenciais a partir da sexta-feira (20). Esse comunicado reduziu o prazo da nossa ação de 10 dias para 10 horas.

Apesar do caos causado por qualquer crise, é inegável que elas trazem aprendizados preciosos. Na Kemp, sabemos bem disso. Em 2015, auge de mais uma crise econômica no país, tivemos nosso faturamento reduzido em quase 90% e nos reinventamos para nos mantermos vivos e voltarmos a crescer.

Foi essa difícil experiência que nos ensinou a agir sob pressão. E o aprendizado daqueles dias foi rapidamente posto em prática: agora, após o decreto municipal, em apenas uma madrugada, reconfiguramos o plano de ações. E na manhã seguinte começamos a execução, que “demorou” 10 horas para ser concluída.

O segredo para tamanha agilidade foi simples, mas ao mesmo tempo complexo: pessoas.  Sempre encaramos que por trás de cada funcionário existe uma história, não são simplesmente um número.

Em 14 anos de empresa, mesmo nos cenários nebulosos, fizemos questão de manter iniciativas de endormarketing, como o Kempianos da Alegria, e assim que a retomada começou desenvolvemos uma universidade corporativa. Esta proximidade nos permitiu estabelecer uma comunicação sincera, cuja mensagem principal é a de que, juntos, chegaremos sempre mais longe.

Assim, na manhã da quinta-feira, dia 19, tivemos nossas expectativas superadas. Ao explicar a situação e os próximos passos, presenciamos o movimento proativo dos Kempianos para otimizar todos os processos de realocação, em especial dos computadores e acessórios. Por utilizarmos softwares avançados e pesados – que comportam a metodologia BIM, levantamentos digitais, realidade aumentada e virtual – além de computadores desktops, a maioria da equipe também utiliza dois monitores. Ou seja, não bastava ir para casa e levar um notebook – o material de trabalho era bem maior e mais pesado.

Escalamos uma equipe para o transporte, outra para a liberação do firewall e VPN e uma terceira para a distribuição dos equipamentos. Inicialmente, seriam necessários 40 a 50 carros de aplicativos para realizar o transporte de pessoas e equipamentos. Mas, no final das contas, com uma incrível rede de apoio fortalecida por cada kempiano, apenas seis carros foram utilizados.

Pequenas atitudes, como a organização das caronas, nos deram a dimensão da relação de parceria e confiança entre a empresa e os funcionários. Vimos ali quase 150 pessoas determinadas a fazer dar certo. Em um momento tão estressante e incerto, o sentimento de união foi essencial para garantir que na manhã seguinte todos estivessem seguros em suas casas, bem equipados e preparados para manter o ritmo.

Além da adaptação do espaço físico, as equipes também se organizaram para garantir a comunicação. Com reuniões diárias e conversas frequentes, tudo online, vimos o quanto nossa plataforma, o Workemp, sendo desenvolvida a quase 10 anos, é uma ótima aliada para manter funcionários, parceiros e clientes atualizados sobre os projetos e obras.

Outro grande ganho percebido foi o uso da metodologia BIM, que nos mostrou a quão otimizada estava nossa gestão de projetos, independentemente da distância dos envolvidos.

Em meio a uma pandemia, nenhuma perspectiva é fácil. As notícias nos deixam ansiosos e as projeções para o mercado não são reconfortantes. Mais uma vez, nos vemos envolvidos em um cenário de muitas dúvidas.

Só que agora já temos muita experiência em cenários sombrios. Vencemos uma grande crise e sabemos que o importante é focarmos no que somos melhores . E este é o meu conselho para você e para sua empresa. Aqui, na Kemp, após nos adaptarmos a novos processos internos, estamos juntos trabalhando para atender cada cliente com a mesma qualidade dos últimos 14 anos e sabemos que, assim, conseguiremos seguir e nos manteremos firme em meio à nebulosidade. 

Sobre a KEMP

A Kemp é uma empresa de projetos e gerenciamento de obras fundada há 10 anos por Rogério Moraes e Barbara Kemp. Sediada em São Paulo, com aproximadamente 120 funcionários, atua em todas as regiões do país, oferecendo soluções personalizadas para cada tipo de empresa, independentemente de porte ou localização. Entre os serviços e soluções disponíveis estão estudos de viabilidade técnica e legal, concepção, desenvolvimento e execução de projetos de arquitetura e complementares, aprovações legais, gerenciamento de obras e processos de rollout. Atualmente, a empresa tem em seu portfólio clientes como Santander, O Boticário, Renner, QuikSilver, C&A, Burger King, Carrefour, Claro, Leroy Merlin, TIM e Walmart.

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21 de abril Dia do Tiradentes

20/04/2020 18:18

O enforcamento do herói Tiradentes, levado a efeito pela Coroa Portuguesa, ocorreu em 21 de abril de 1792.

       Os inconfidentes revoltaram-se contra a opressiva cobrança da derrama, que lhes furtava a recompensa pelo duro trabalho de extrair ouro das minas.

Chegaram a definir  uma nova bandeira para o Brasil.

Ela seria composta por um triângulo verrmelho num fundo branco, e a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).

Quanto idealismo, quanta grandeza de alma, que exemplo para todos os brasileiros e, de maneira especial, para as novas gerações!

 

João Baptista Herkenoff, Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor.

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Primeira Edição © 2011