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Previdência privada é opção para fugir da mordida do Leão

31/07/2020 16:32

Para os brasileiros que sabem que vão pagar muito imposto de renda pessoa física no próximo ano, uma boa alternativa é recorrer a estratégias para diminuir a mordida do Leão por meios legais. Uma das formas mais indicadas para esse tipo de ação é a adesão à Previdência Privada, mais especificamente ao Plano Gerador de Benefícios Livres, o PGBL.
 

Essa linha de Previdência é a única previdência privada que pode ser deduzida do Imposto de Renda (IR) e está à venda nos bancos, más é preciso planejamento para tomar essa ação. "O contribuinte não deve esperar a virada do ano para começar a pensar no Imposto de Renda, quanto antes pensar melhor será o resultado, e este é um caso típico que a organização proporciona vantagens", afirma Richard Domingos, diretor executivo da Confirp, Consultoria Contábil.
 

Segundo ele, para que o PGBL seja dedutível do IR, é necessário que a pessoa que irá adquirir seja contribuinte do Regime Geral de Previdência, ou seja, que pague INSS e opte pelo Formulário Completo quando for fazer sua Declaração de Imposto de Renda. A regra é válida para profissionais com carteira assinada, autônomos e empresários.
 

É preciso, ainda, levar em consideração que apenas 12% da renda do investidor podem ser abatidos. Por isso, conforme o diretor da Confirp, avaliar bem quanto será investido no plano de previdência privada é fundamental.
 

Caso a conta seja feita errada, pode ser que o contribuinte pague mais Imposto de Renda. Ele dá um exemplo: uma pessoa recebe R﹩ 5 mil mensais. Embolsa, anualmente, R﹩ 60 mil. Isso significa que, por ano, esse contribuinte só poderá tirar R﹩ 7,2 mil da boca do Leão. "Portanto, de nada adianta as aplicações serem muito altas, com o objetivo de receber uma restituição maior", afirma analisa Richard Domingos.
 

"Um outro ponto importante, é a tributação que deve ser escolhido ao fazer o plano de previdência privada. Domingos explica que são dois os regimes tributários sobre plano de previdência privado, o regime Progressivo e o Regressivo. Saber qual escolhe é fundamental para não perder dinheiro", comenta o diretor da Confirp.
 

O regime regressivo é indicado à pessoa física que manterá aplicado o capital por mais de cinco anos, pois as alíquotas de imposto a serem aplicadas no resgate são regressivas e reduzem cinco pontos percentuais a cada dois anos de manutenção da aplicação, iniciando-se em 35%.
 

Já o plano progressivo será tributado 15% na fonte no ato do resgate e ainda sofrerá ajuste na declaração de imposto de renda sendo tributado em até 27,5% (reduzido o valor retido na fonte), ao contrário do que acontece com o plano regressivo que não sofre nova tributação na declaração.
 

Muito embora seja bom aumentar a restituição do imposto de renda, o melhor é deixar de sofrer parte da retenção mensal do imposto. Richard Domingos esclarece que assim como acontece com a contribuição à previdência oficial (INSS) a pessoa física poderá abater integralmente da base de calculo do imposto de renda o valor contribuído para plano de previdência privada.

"Obviamente na declaração anual do imposto de renda existirá a limitação da dedução de 12% dos rendimentos tributáveis conforme falamos anteriormente. É uma forma de fazer planejamento tributário", complementa Richard Domingos.

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Joelho estalando, por que isso acontece?

29/07/2020 09:43

Seu joelho estala com frequência? Na maioria das vezes, isso é saudável, mas se vier acompanhado de dor e inchaço, é preciso ficar de olho e não deixar uma possível lesão passar despercebida.

“É comum ouvir o barulho quando você está descendo ou subindo escadas, agachando, correndo e caminhando. Isto não significa que você tem uma doença”, afirma Dr. Daniel Carvalho, ortopedista esportivo.

Os estalos podem ser causados por vários fatores, como a falta de alongamento e movimento após tempo de repouso. Em outros casos, ainda sem gravidade, pode ser por conta do estouro das bolhas que existem no líquido sinovial, que lubrifica e protege a articulação.

Pessoas com alteração na anatomia também costumam ouvir estalos com frequência, como quando a patela não desliza tão livremente no sulco do fêmur.

“Agora, se os estalos são frequentes e associados com dor, aumento de volume ou sensação de areia no joelho, uma lesão pode estar presente”, afirma o especialista.

Entre as causas de estalo por lesão, é possível apontar a condromalácea que é a lesão na cartilagem da patela, lesão de menisco e algumas lesões ligamentares.

É preciso consultar um médico ortopedista para descobrir exatamente a causa e começar o tratamento adequado.

Serviço: Dr. Daniel Carvalho

Ortopedia do Esporte

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Importância do exercício físico na terceira idade

23/07/2020 13:58

Muitos idosos lembram com saudosismo da época em que eram jovens e vigorosos: “quando eu era jovem, eu jogava futebol todos os dias”; “eu fazia muito exercício”; “eu não cansava nuca”. Muitos não se sentem capazes de manter o mesmo ritmo de vida, e simplesmente “se aposentam” das atividades físicas.

Fato é que a prática regular de exercícios é fundamental para qualquer pessoa, e ainda mais importante para os idosos. Os exercícios ajudam no ganho ou manutenção do condicionamento cardiovascular e da função muscular, e isso é fundamental para que consigam manter ou mesmo melhorar sua rotina diária, incluindo atividades de lazer (compras, dança, jardinagem), transporte (caminhada, ciclismo), ocupacional (se o indivíduo ainda estiver envolvido no trabalho) e tarefas domésticas, entre outras. São eficazes também na prevenção de quedas, sendo estas direta ou indiretamente relacionadas a grande número de óbitos nesta faixa etária.

Diversos são os motivos que fazem com que uma pessoa deixe de se exercitar na terceira idade: dores, falta de motivação ou simplesmente a falta de uma orientação adequada. A saúde piora rapidamente e passam a ir de médico em médico em busca de medicamentos, sem se dar conta que a saúde não irá melhorar sem uma rotina de atividades físicas.

Doenças como diabetes, pressão alta, obesidade, osteoporose, problemas cardiovasculares ou pulmonares são bastante prevalentes entre os idosos. Dores crônicas relacionados a problemas musculoesqueléticos, principalmente a artrose no joelho, também é comum e aumenta sua incidência com o avanço da idade. Em todos estes problemas, a prática de exercício é tão ou mais importante no controle da doença do que as medicações específicas.

Existe uma “atividade ideal” para o idoso?

Os idosos apresentam condições de saúde e condicionamento físico muito diferentes uns dos outros. Os objetivos em relação às atividades físicas são também bastante variáveis entre os idosos. Enquanto alguns buscam simplesmente uma melhor capacidade para brincar com os netos ou para realizarem suas atividades diárias, outros buscam a prática esportiva competitiva em modalidades tão exigentes como a maratona ou o triathlo. Identificar e adequar estes objetivos dentro da realidade e das condições de saúde do idoso é um passo fundamental para a prescrição de exercícios.

Pensando em saúde, o ideal é uma combinação de atividades que incluam exercícios aeróbicos, de força, de equilíbrio e de flexibilidade.

• Atividades aeróbicas: Exercícios que envolvem o uso repetitivo de grandes grupos musculares, levando a um aumento prolongado na frequência cardíaca. caminhada, dança, ciclismo, e natação são alguns exemplos;

• Exercícios de força: são aqueles que buscam vencer uma resistência. A resistência pode ser criada utilizando-se de faixas elásticas, pesos livres, aparelhos de musculação ou o peso corporal do paciente;

• Exercícios de equilíbrio;

• Exercícios de flexibilidade: atividades que alongam os músculos e podem ajudar seu corpo a ficar mais flexível. A flexibilidade é fundamental para a correta execução dos movimentos e ajudam na prevenção de lesões. A baixa flexibilidade da região lombar e do quadril, por exemplo, contribui para muitos quadros de dor lombar. A amplitude de movimento limitada nas articulações do quadril, joelho e tornozelo pode aumentar o risco de quedas e contribuir para alterações da marcha relacionadas à idade.

Além destas atividades, os idosos devem ser estimulados a incluírem mais esforço físico em suas atividades rotineiras, e não apenas com a prática formal de exercícios. Abrir manualmente os portões automáticos, subir escadas em vez de usar elevadores ou escadas rolantes e estacionar mais longe do local de destino são algumas das maneiras de se manter ativo.

Qual a frequência e a intensidade indicada para os exercícios?

Isso deve ser avaliado caso a caso, considerando-se a saúde geral do idoso e eventuais limitações físicas. A avaliação médica pré-participação é fundamental para minimizar eventuais riscos para a saúde.

Como regra geral, seguimos as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que são as seguintes:

• Pessoas acima de 65 anos devem fazer pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada, 75 minutos de atividade vigorosa ou uma combinação equivalente de atividades moderadas e vigorosas. Atividade moderada é aquela em que se consegue manter uma conversa regular com pausas frequentes para respirar, e atividades vigorosas são aquelas em que se consegue apenas uma comunicação breve;

• A atividade aeróbica deve ser realizada em sessões de pelo menos 10 minutos;

• Para obter benefícios adicionais à saúde, os idosos devem aumentar sua atividade física aeróbica de intensidade moderada para 300 minutos por semana, de intensidade vigorosa por 150 minutos semana ou uma combinação equivalente de atividade de intensidade moderada e vigorosa.;

• Devem realizar atividades físicas que trabalhem o equilíbrio em 3 ou mais dias da semana;

• Atividades de fortalecimento muscular, envolvendo os principais grupos musculares, devem ser realizadas 2 ou mais dias por semana;

• Quando não puder seguir as recomendações acima devido a alguma condição de saúde, deve-se manter tão fisicamente ativo quanto suas habilidades e condições permitirem.

Esporte competitivo

Muitos idosos são capazes de manterem uma prática intensa de atividade inclusive em nível competitivo e em esportes de alto impacto, como o futebol ou a corrida. Mesmo pessoas com problemas ortopédicos como a artrose no joelho ou tendinites podem se sentirem aptos a realizarem estas atividades, uma vez que tenham uma boa musculatura e um bom preparo físico.

Caso o esporte não leve a uma piora significativa de quadros dolorosos, deverão ser estimulados a fazerem tudo aquilo que forem capazes. Para que consigam prolongar ao máximo suas “carreiras esportivas”, devem ter ciência de que, mesmo que se sintam saudáveis, o corpo não é o mesmo de tempos passados, e mais do que nunca devem ter atenção especial ao trabalho de preparação física.

Avaliação pré-participação

Muitos idosos têm problemas de saúde diversos e que devem ser considerados no momento da prescrição de exercícios. Problemas comuns nesta faixa etária incluem, entre outros: doenças cardíacas, derrame, pressão alta, osteoporose, artrose, obesidade e diabetes. Na maior parte das vezes, estas doenças não são impeditivas para a prática de atividades físicas, mas podem exigir cuidados especiais.

Deficiências hormonais, principalmente dos hormônios sexuais (menopausa / andropausa) e dos hormônios tireoideanos devem ser pesquisadas e tratadas para maximizar os efeitos dos exercícios. A anemia também pode interferir na capacidade de se exercitar. Problemas de visão ou de audição podem ser impeditivos para a prática de certas modalidades.

Cuidado especial deve ser dado ao aparelho cardiovascular, já que esta é a principal causa de morte associada a exercícios na população idosa. Uma avaliação completa incluindo a realização de testes de esforço (ergométrico ou ergoespirométrico) deverão ser feitos regularmente.

 

Dr João Hollanda

O Dr João Hollanda é ortopedista especialista em joelho. Atualmente é médico colaborador do Grupo de Trauma do Esporte da Santa Casa de São Paulo e médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino.

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Tumores Palpebrais: entenda suas causas e tratamento

21/07/2020 11:09

Existe uma série de tumores que pode afetar a região das pálpebras. Segundo André Borba, oftalmologista e especialista em cirurgia ocular pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, as lesões palpebrais incluem uma variedade de patologias que na maioria dos casos traz preocupação estética, mas quando graves podem ser localmente destrutivas e altamente perigosas. “As pálpebras são consideradas a região mais comum para ocorrência de tumores na região dos olhos. As causas são inúmeras, mas o fator genético e a radiação solar ao longo da vida são os principais fatores de risco”, afirma o especialista.

Os tumores palpebrais podem ser diagnosticados precocemente e são divididos em benignos e malignos. As lesões benignas mais comuns são conhecidas como papilomas, tumores vasculares, queratose seborreica, nevus e cistos. “Geralmente elas afetam pacientes jovens atingindo mais as pálpebras superiores e não interferem no crescimento natural dos cílios”, explica Borba.

Já os tumores palpebrais malignos geralmente acometem pacientes com mais de 40 anos de idade, a maioria com pele clara e com história de exposição solar ao longo da vida. “Infelizmente a frequência de tumores malignos vem aumentando. Eles atingem as pálpebras inferiores e o canto medial. Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular, seguido pelo carcinoma escamoso e posteriormente pelo melanoma, carcinoma sebáceo e o linfoma”, complementa.

Os tumores palpebrais malignos podem, algumas vezes, aparecer clinicamente como benignos. Portanto, todas as lesões palpebrais ficam sob suspeita até serem removidas e encaminhadas para análise patológica (exame que avalia qual tipo de tumor).

O tratamento de todos os tipos de lesões é cirúrgico, onde o oftalmologista remove a lesão, de preferência inteira ou apenas parte dela para obter o diagnóstico antes de sua remoção por completo. “As lesões malignas são ressecadas com margem de segurança, por isso hoje utilizamos um exame realizado durante o ato cirúrgico chamado de biópsia de congelação. Este procedimento é feito quando solicitado previamente pelo cirurgião e avalia se a lesão foi removida por completo, garantindo que não há fragmentos do tumor maligno nas margens do tecido retirado”, diz Borba.

O tumor retirado para biópsia de congelação é enviado para avaliação do médico patologista durante a cirurgia, que determina o tipo de tumor e se foi removido completamente antes do médico oftalmologista especialista em plástica ocular reconstruir a área removida e terminar a cirurgia. “Por isso é fundamental consultar um médico especialista em cirurgia da pálpebra para que o resultado não comprometa de nenhuma forma a saúde e a estética dos olhos”, finaliza.

 

Por Dr. André Borba realizando procedimento cirúrgico
Clínica Dr. André Borba

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O empréstimo é a melhor solução neste momento?

17/07/2020 18:27

A epidemia trouxe para os países um desafio, como manter as contas empresariais em dia mesmo com o comércio paralisado? O Governo brasileiro adotou a medida do auxílio emergencial, para aqueles trabalhadores informais ou desempregados, entretanto Penha Pereira, economista e gestora de carreira, afirma que R$600 por pessoa não é suficiente para manter as contas e o comércio funcionando.

As empresas então podem recorrer a outro método, o empréstimo. A economista apresenta que mesmo que os empréstimos estejam em juros favoráveis é insuficiente, uma vez que as empresas estão paradas, gerando custos, recolhendo impostos, não tendo atividade, um empréstimo, acaba se transformando em outra dívida, e essa operação poderá matar a empresa por inadimplência.

“Em meu entender, a iniciativa de se priorizar negociações com pequenas empresas é interessante, porém o mercado não funciona assim por muito tempo, já que vivemos em uma economia que se intitula liberal”, explica a economista.

Então, a ajuda governamental não pode cair na armadilha do assistencialismo, o mercado é livre e o investidor vai onde lhe interessa.

Para que o trabalhador não fique com dívidas ou venha a fechar o seu negócio por falta de capital, outras medidas deverão ser tomadas, “Poderiam ser lançados títulos do setor de pequenas empresas para fomentar recursos que não se tornariam dívidas dessas instituições. O Governo poderia criar um papel semelhante a uma LCI, para obtenção de fundos para respaldo das pequenas empresas no longo prazo” comenta Penha.

Outra medida, poderia ser a criação de um fundo de contingência, garantidor de pequenas empresas e autônomos, com o lastro vindo, por exemplo, de um percentual de loterias, ou ainda de uma parte dos depósitos compulsórios dos Bancos, o que não impactaria o tesouro.

O empréstimo no momento pode não ser a melhor opção, por isso, fique atento aos comunicados do Governo em relação as pequenas empresas, um auxilio empresarial poderá convir.

Penha Pereira

Economista, Master Coach e gestora de carreira

mariadapenhaapereira@gmail.com

https://www.linkedin.com/in/mariadapenhapereira

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Primeira Edição © 2011