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A banalização do "eu te amo"

15/06/2015 13:23

Atualmente, seja pelo status de ter alguém para amar, seja por medo de ficar sozinho (a), as pessoas parecem desesperadas para ter seus sentimentos por alguém comprovados, ou, então, querem que o cônjuge reforce esse amor constantemente. Segundo o psicólogo e master coach João Alexandre Borba, o que acontece hoje em dia é uma banalização do "eu te amo". "Por mais que não possa parecer, cada vez mais as pessoas se esforçam para sentir algo que (ainda) não existe. Não podemos falar aquilo que não sentimos, ou seja, não há porque apressar o 'eu te amo' em uma relação", afirma.

Ele explica que não é saudável falar por falar, pois isso acarreta no desgaste da relação. "Não deve ser pensado em quantidade, mas, sim, em qualidade. Não obrigue seu cônjuge a falar, deixe que ele se expresse à sua própria maneira. A consistência do sentimento é mais importante do que a frequência, então o ideal é falar quando o 'eu te amo' vem naturalmente, não quando ele é solicitado”, comenta.

O psicólogo diz que é preciso que as pessoas saibam avaliar o que é o amor, e como ele é percebido no dia a dia do casal. "Lembro-me de um casal que atendia; quando fiz a pergunta 'o que é amor para você' o marido respondeu que era quando acordava, seu café já estava o esperando, e sua mulher estava levando as crianças para a escola. Já para ela, era quando sentia que recebia atenção e carinho do seu companheiro ou quando faziam programas que ela escolhia. Desse modo, expliquei que são nesses momentos em que eles se sentem amados que o 'eu te amo' deve ser falado, pois, assim, ambos irão se sentir bem na relação já que o sentimento se encontra presente naquele instante", explica. Ele ainda recorda que, nesse caso específico, após o casal passar a entender os momentos em que se sentiam felizes na relação, eles começaram a reproduzir com mais vezes essas atitudes que faziam com que ambos se sentissem amados, tornando a relação mais prazerosa e íntima.

Borba finaliza, dizendo que nunca deve-se exigir que a outra pessoa faça ou diga algo de maneira forçada. "Esse tipo de reação é infantil,pois exclui a liberdade do outro. Quando a pessoa se sente livre e sem cobranças, o sentimento flui naturalmente, o que revela-se ser bom tanto para um, quanto para o outro", conclui.

Serviço: João Alexandre Borba

Master Coach Trainer e Psicólogo

joao.alexandre@live.com

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12 de junho Dia dos Namorados: como construir relacionamentos estruturados e saudáveis

09/06/2015 08:09

No mundo de pessoas que assumem cada vez mais personalidades marcantes, que batalham por independência, traçam sonhos e buscam acima de tudo o bem-estar tem sido difícil construir relacionamentos duradouros.

Há quem diga que os namoros e casamentos têm se tornado descartáveis, mas a realidade é que hoje as pessoas têm um poder maior de decidir sobre a própria vida . Se um casal não anda na mesma direção e não conseguem ajustar esse ponto importante da relação, pode gerar um desgaste muitas vezes irreversível para o relacionamento.

Existe fórmula mágica para encontrar o grande amor da vida? Existe uma pessoa ideal? Será que vou encontrar alguém que me ame acima de todos os meus defeitos? Para todas as seguintes perguntas, eu diria que NÃO.

Vamos refletir alguns pontos que envolvem um relacionamento:

  • Personalidades: é louvável uma pessoa que tenha sua personalidade muito bem formada, mas lembre-se que ninguém é obrigado a ter as mesmas opiniões, modo de ver o mundo ou pensar que você. Os conflitos de opiniões geram muito desgaste, então reflita e tente entender o lado o outro e mesmo que não concorde, respeite!
  • Objetivos: todo casal deve traçar seus objetivos. Não precisam ser objetivos tão sérios como planejar um casamento no primeiro mês de namoro, mas troquem experiências e tracem objetivos, nem que seja uma viagem para aquela cidade que desejam conhecer, ou um produto que desejam comprar, guardar um dinheiro para um passeio.
  • Individualidade: mesmo em um relacionamento, qualquer pessoa gosta de ter o seu momento, para assistir um filme que gosta, ler um livro, cozinhar ou qualquer outro lazer. É importante respeitar o espaço do outro e às vezes deixá-lo consigo mesmo.
  • Família e amigos: família e amigos também precisam da atenção do casal, procure se sentir parte das pessoas que o seu parceiro/parceira ama. Para ele/ela é importante alguém que agregue e não o/a leve para longe das pessoas já presentes na vida dele/dela.
  • Ciúmes: em um relacionamento existe o ciúme inofensivo que é aquele que vem como uma resposta protetora a um fator externo que possa ameaçar a estabilidade e o ciúme patológico que faz com que o parceiro se distancie das relações de amizade, trabalho em busca de diminuir os desentendimentos com o outro e achar uma solução para o relacionamento. É importante confiar no outro e na história que vocês constroem juntos.
  • Rotina: depois de algum tempo de namoro, alguns casais se incomodam com a rotina tomada pelo namoro, ou seja, todo final de semana as coisas são as mesmas e não há mais novidades. Nunca deixe de surpreender seu parceiro com um gesto de carinho, um convite para um jantar diferente, um passeio inusitado, uma simples flor, caixa de chocolates ou até mesmo uma mensagem romântica. Todo mundo gosta de lembrar que é amado!
  • Amigos: é preciso ver no companheiro ou companheira um grande parceiro para os bons e maus momentos. Para dar risada, curtir um final de semana, mas também para compartilhar angústias tristezas e também para diminuí-las. 

Pode parecer clichê, porém amor é o princípio básico para qualquer relacionamento amoroso, mas é preciso cuidar diariamente da relação e ajustar sempre que necessário. Caso contrário o desgaste será inevitável e uma possível parceria positiva é interrompida.

*Sidneia Freitas é psicóloga, neuropsicóloga e sócia-fundadora da Clínica Sintropia

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Antibióticos em frangos podem gerar bactérias resistentes, constata PROTESTE

08/06/2015 15:06

O uso indiscriminado de antibióticos na produção animal tem contribuído para gerar bactérias resistentes. Uma das maneiras de essas superbactérias entrarem em nosso organismo é pelo consumo de carnes mal cozidas. Para verificar a situação na carne de frango, a PROTESTE Associação de Consumidores comprou 50 peitos de frango congelados em supermercados e hipermercados da cidade de São Paulo, em fevereiro, e em todas as amostras havia bactérias resistentes.

No laboratório, foi constatada a prevalência de bactérias resistentes a antibióticos betalactâmicos e produtores de ESBL (ß-lactamases de espectro estendido), enzimas que conferem resistência a um dos grupos de antibióticos mais utilizados na prática clínica humana e veterinária: os betalactâmicos. Estes incluem as penicilinas, seus derivados sintéticos e semissintéticos e as cefalosporinas, como a cefotaxima e a ceftazidima, entre outros.

Após o isolamento das bactérias produtoras de ESBL, determinamos o grau de resistência aos antibióticos. Essas bactérias podem causar infecções urinárias, gastrenterites e outros problemas graves, sobretudo em pessoas mais sensíveis, como idosos, pacientes imunodeprimidos ou que usem dispositivos médicos invasivos, como cateteres ou sondas.

A maioria das bactérias morre a 70ºC. Então, é fundamental cozinhar bem os alimentos. Se reaproveitar as sobras, aqueça bem antes de servir. Além disso, manipule alimentos crus e cozidos e m separado: lave as mãos com frequência e só corte carne crua na mesma tábua que folhosos após lavá-la bem (não use a mesma faca para ambos - só depois de lavar). Outra dica: higienize bem frutas e legumes. E essencial: tome antibióticos apenas quando o médico receitar, seguindo à risca as instruções de uso.

Diante da preocupante situação encontrada, a PROTESTE está cobrando dos Ministérios da Agricultura e Saúde mais fiscalização sobre a prescrição e aplicação dos antibióticos para controle de doenças nos animais. Foi pedida a instalação de sistemas de monitoramento nacional e internacional para reduzir o impacto das resistências aos antibióticos.

Ao Ministério da Saúde, foi sugerida a promoção de campanhas de sensibilização para o bom uso de antibióticos. Os resultados também foram enviados à recém-criada Comissão de Vigilância Sanitária em Resistência Microbiana da Anvisa, que visa elaborar normas e ações para o monitoramento, controle e prevenção da resistência microbiana.

O uso veterinário de antibióticos é legal. No entanto, como a taxa de infecções humanas por bactérias resistentes aos antibióticos aumenta, questionamos a prática de dar rotineiramente antibióticos para frangos, bovinos e suínos. Cientistas e especialistas em saúde pública dizem que, sempre que um antibiótico é administrado, ele mata as bactérias mais fracas e pode permitir que as mais fortes sobrevivam e se multipliquem. O risco é que as superbactérias possam desenvolver resistência cruzada a importantes antibióticos. O uso frequente de antibióticos em baixa dosagem, uma prática utilizada por alguns produtores de carne, pode intensificar o efeito.

 

Confira informações e novidades sobre Direito do Consumidor em nosso site:www.proteste.org.br/institucional

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Saiba mais sobre a revisão de aposentadoria

06/06/2015 10:45

Já foi bastante noticiado, pela mídia brasileira, que a maioria das revisões de aposentadorias foi prejudicada pelo julgamento da decadência, feito pelo STF, que decidiu ser irremediavelmente de 10 anos o prazo para interpor revisão de benefício.

Entretanto, o que parecia ser o fim da esperança de revisão para qualquer beneficiário com mais de 10 anos de benefício, não é tão simples quanto parece, segundo a advogada Luciana Alvares de Castro e Sousa. Ela afirma que a decadência somente incide para a revisão que discute o ato de concessão da aposentadoria, como, por exemplo, a renda mensal inicial. "Algumas revisões não estão subordinadas a este prazo de 10 anos, e a principal delas refere-se à revisão do teto do INSS. Essa revisão tem tido um grande volume de ações judiciais, com melhora considerável na maioria dos casos dos segurados que a realizam", explica a profissional.

Ela, que é especialista em Direito Previdenciário, e sócia no Escritório Kidricki e Sousa Advogados Associados, de Porto Alegre, fala que, de tanto perder esses processos, e, também, após o posicionamento favorável por parte do STF, o INSS se comprometeu a realizar a revisão do teto para as aposentadorias a contar de 1994. "O número expressivo de segurados consiste nos benefícios anteriores a 06/04/1991, aposentados e pensionistas que foram discriminados pelo INSS, que se recusa a revisá-los por força da limitação ao teto. E são estas pessoas, geralmente mais idosas e que mais precisam, que agora têm essa esperança nova de revisão, basta ter sido limitado o benefício ao teto", esclarece.

Luciana ainda complementa, falando que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vem decidindo seguidamente em favor destes aposentados na revisão do teto, já que não se vislumbra razão alguma em discriminá-los, como pretende o INSS. "Ao aposentado ou pensionista que foi limitado ao teto na época de sua aposentadoria ou pensão, ou tem dúvida acerca do tema, eu aconselho procurar advogado previdenciarista de sua confiança para dar os devidos encaminhamentos, e garantir o que é seu por direito", conclui.

Serviço: Kidricki e Sousa Advogados Associados

Luciana Alvares de Castro e Sousa - OAB/RS 58.479- advogada militante e especialista em Direito Previdenciário

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Fundação Grupo Boticário lança campanha para o Dia do Meio Ambiente

05/06/2015 07:50

Você sabe quantos litros de água são necessários para produzir apenas um quilo de carne? E consegue explicar porque o Brasil possui a maior reserva de água doce do planeta e mesmo assim sofre com a falta de água? Ou ainda qual a importância das florestas na produção desse recurso vital? Essas e outras perguntas são respondidas na campanha #semflorestasemagua, lançada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de junho. [veja link aqui]

O objetivo da campanha é sensibilizar as pessoas para as dificuldades hídricas pelas quais o país passa e alertar para as soluções existentes para contornar esse desafio. A proteção das áreas naturais nativas, como as florestas; a participação popular com uso consciente da água; e o investimento em distribuição eficiente são alguns dos pontos indicados no vídeo central da campanha.

No caso das áreas naturais, elas desempenham papel fundamental para a produção dos recursos hídricos, pois auxiliam na absorção da chuva e protegem cursos d’água. Essa é questão central do vídeo que encabeça a campanha. Além de mostrar como isso acontece, o roteiro explica conceitos relacionados à questão hídrica, mas pouco comentados: como ‘água virtual’, que é aquela utilizada para a fabricação dos produtos que consumimos.

Abordando o tema de modo amplo e em diversos canais, a expectativa é ampliar o conhecimento da população, segundo Teresa Cardoso, coordenadora de comunicação e relacionamento da Fundação Grupo Boticário. “Queremos que as pessoas repensem sua relação com a água, percebendo a importância desse recurso em suas vidas e incentivando outros a fazerem o mesmo”, explica. Segundo ela, a campanha foi pensada também para que o tema água não caia no esquecimento. “A crise no Sudeste trouxe o tema à tona, porém ele tem perdido espaço na mídia com o tempo. Queremos colocar novamente essa questão em pauta e contribuir para uma real mudança de postura das pessoas com relação ao uso desse recurso natural”, comenta Teresa.

Além da divulgação do vídeo, a instituição pretende incentivar o uso da hashtag#semflorestasemagua levando o assunto para discussão nas redes sociais. A ação faz parte das comemorações de 25 anos da ONG.

Sobre a Fundação Grupo Boticário: a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.436 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. Na internet: www.fundacaogrupoboticario.org.br, www.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario.

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Primeira Edição © 2011