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E quando o dependente não quer se tratar?

08/04/2016 18:27

 Quando o assunto é a dependência química, é preciso redobrar a atenção com o paciente. Mesmo com a grande quantidade de informações disponíveis sobre o assunto, pouco se tem falado sobre uma questão fundamental: como auxiliar um dependente a aceitar ajuda?

Conforme a psicoterapeuta de grupo na Clínica Quinta do Sol, Carmen de Bakker Silveira, de Curitiba (PR), quando o paciente não encara o problema e apresenta resistência ao tratamento, a desesperança e o sentimento de impotência tomam conta das famílias. Esta atitude pode gerar um quadro negativo, fazendo com que o dependente químico imagine que nada se possa fazer em seu caso, agravando ainda mais o problema.

“A motivação para mudar é necessária, mas convém examinar esse aspecto com um cuidado maior, pois, às vezes, o diagnóstico pode ser conduzido para um grande mal-entendido. Para um tratamento ser bem-sucedido, é imprescindível que o paciente reconheça e aceite se curar. No entanto, o problema com o qual nos defrontamos é que nem sempre o principal interessado quer ajuda e é muito raro um dependente procurar algum recurso espontaneamente”, diz a psicóloga.

Na maioria dos casos, o indivíduo deseja modificar algo quando percebe que está se prejudicando ou mesmo quando está descontente. Uma das características mais marcantes da dependência química é a perda da condição de perceber o que está acontecendo, ou seja, o sujeito diminui a intensidade dos problemas e transfere a responsabilidade para os outros. “Se não há ajuda, o resultado é sempre o mesmo: as perdas continuam e cada vez mais intensas”, explica Carmen.

E então? Como evitar que o dependente químico portador de uma doença que está fora de seu controle se prejudique ainda mais? “O número crescente de indivíduos com este tipo de dificuldade nos motiva cada vez mais a buscar novas alternativas de abordagem. Pessoas são diferentes e se beneficiam de diferentes abordagens. E para tal, é fundamental o auxílio e a interferência de profissionais especializados para pensar junto com a família sobre o problema e discutir as estratégias mais adequadas de intervenção para aquela pessoa”, orienta a psicoterapeuta.

A mudança do comportamento dependente é uma caminhada carregada de conflitos, sendo essencial a utilização de todas as condições disponíveis para auxiliar o sujeito a se engajar num processo de recuperação. “A experiência médica tem demonstrado que internar um dependente de drogas contra sua vontade pode salvar vidas. Desta fora, a maioria dos pacientes internados compulsoriamente acaba aderindo ao tratamento e evoluindo satisfatoriamente”, diz.

A decisão, contudo, deve ser tomada com a ajuda de profissionais experientes.
Muitas vezes o dependente não quer ser ajudado porque está “cego e prisioneiro” deste modo de funcionar. “Insisto em lembrar que o dependente não quer ser ajudado porque está prisioneiro deste modo de funcionar. Mas existem saídas. A recuperação é possível. O engajamento e não acomodação dos familiares, a identificação preventiva, a busca de auxílio especializado e o acompanhamento de longo prazo são aliados da caminhada bem-sucedida”, finaliza a médica.

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O ser humano é mal educado?

01/04/2016 18:38

As guerras e atentados ocorridos pelo mundo afora durante anos remetem à questão da educação simplificada, dos simples “obrigado”, ”por favor”, “com licença”, por exemplo. O ser humano deixou de realizar essa tarefa durante o dia a dia e isso tem desencadeado situações desagradáveis em casa, no ambiente de trabalho e até mesmo nas ruas.

Dessa forma, o psicólogo João Alexandre Borba acredita que a tarefa de pôr em prática a educação simplificada é uma via de mão dupla. “Ao tratar o outro com delicadeza, você impulsiona a vontade dele em ser delicado também”, diz. Uma vez que a convivência é feita entre várias pessoas, é sempre necessário ter noção do espaço do outro na sociedade.

Segundo o profissional, “coisas simples como “bom dia”, “obrigado”, “com licença” podem fazer com a pessoa sinta-se bem em relação ao outro”. Esse tipo de atitude reflete nas relações sociais humanas, de modo que “quando bem feito, em fazer o outro se sentir confortável na sua presença”, aponta Borba.

Do ponto de vista psicológico, “uma palavra bem educada em relação as mais ásperas faz com que as pessoas comecem a priorizar o bom trato do outro”. Nessa questão também cabe a empatia, pois “tratar bem o próximo, falar coisas boas para o outro está muito ligado ao que está acontecendo dentro de mim, sendo assim, se eu estou bem, tratarei bem o outro também”.

Sendo assim, de acordo com o profissional, é importante que se estabeleça bem um convívio com as pessoas por meio da educação simplificada, com pequenos gestos, mas também é importante estar de bem consigo mesmo para que essa sensação boa possa externar para o restante das pessoas com quem convivemos durante a vida.

Serviço: 

João Alexandre Borba

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02 de Abril Dia Mundial da Conscientização do Autismo,

01/04/2016 18:22

Em um mundo cheio de preconceitos, a inclusão de crianças autistas em escolas regulares ainda é um desafio. A fim de abrir os olhos da sociedade e auxiliar os educadores acerca do tema, a Planneta irá lançar neste sábado (2/4), Dia Mundial da Conscientização do Autismo, o documentário E aí, cadê o respeito?

Com a participação de autistas, familiares e profissionais especializados, o documentário visa conscientizar a população sobre a inclusão educacional de crianças com autismo e auxiliar na solução de eventuais dificuldades que as famílias possam encontrar, além de contribuir para reduzir o preconceito da sociedade. 

“O autista nos mostra que, apesar de sua deficiência e limitações, é capaz de viver de forma inteligente e consciente, lutando pelos seus direitos e respeito. Todos nós somos diferentes uns dos outros e aprender a conviver e aceitar o próximo dentro de suas limitações já é uma forma de inclusão”, explica Natália Cortelli, psicopedagoga e analista de produtos educacionais na Vitae Brasil, que fez a direção do filme.

O documentário foi produzido pela Entrenós (www.entrenosproducoes.net), tem duração de 54 minutos e estará disponível no canal da Planneta no YouTube (bit.ly/1RuvhqA) a partir do dia 02 de abril. 

“Participar da produção do documentário foi extremamente importante para o nosso próprio crescimento pessoal. Nunca havíamos tido contato tão próximo com crianças com autismo e isso abriu  a nossa mente. Elas têm o direito de usufruir uma vida plena em sociedade. Também é de grande valia poder disseminar um assunto que é pouquíssimo comentado entre pessoas que não convivem com autistas. Foi sem dúvida um aprendizado incrível”, conclui Bruno Silva, produtor audiovisual, jornalista e videom

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01.04 Dia da Mentira

31/03/2016 10:55

Para muitos mentir já se tornou um hábito e um mal necessário, para outros é algo que se deve evitar ao máximo.  Para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, a psicóloga do São Cristóvão Saúde, Susi Andrade explica que, “existe uma forte questão moral envolvida quando o indivíduo decide mentir, a pessoa sabe que não está falando a verdade. Depende muito da formação psicológica e caráter da pessoa”.

Para quem acredita que a mentira tem “perna curta”, a psicóloga explica “Existe essa crença, pois a base da mentira é a ficção. Quando a mentira é contada mais de uma vez, existe uma perda de força, pois o contexto é contaminado por fragmentos da verdade ou por outra mentira. Devido há isso a pessoa tem sua história desmoralizada dando espaço para a verdade aparecer”.

Os motivos para contar uma mentira são inúmeros, que vão desde quando a pessoa se sente insegura ou incapaz de lidar com alguma situação ou realidade, e também os casos quando há uma necessidade de se sobressair em alguma situação. “Há situações em que o ser humano confunde a mentira com realidade, e acaba enganando a si mesmo”, explica à psicóloga.

Para os defensores da mentira “inocente” a profissional esclarece, “Realmente há casos em que a mentira não prejudica de forma agressiva a pessoa ou quem está a sua volta, por exemplo, é o caso quando alguém pergunta se gostamos de alguma coisa em seu visual e com receio de ofender respondemos com uma mentira”.  Mas a psicóloga orienta que toda mentira tem suas consequências e chances de ser descoberta. Para quem prefere evitar a mentira, a melhor forma de sair de uma situação semelhante é falar de forma sutil e polida sua opinião.

Quando a mentira é dita por crianças, a psicóloga do São Cristóvão Saúde explica que há vários motivos para tal comportamento, um deles pode ser o medo de serem repreendidos ou receber castigos. É importante verificar também se um dos familiares está apresentando a mesma atitude, “Crianças não tem a personalidade formada ainda, e é natural que elas imitem certos comportamentos. Em casos assim o ideal é que haja uma conversa tranquila sobre o assunto, de forma a apontar os males de quem mente muito. Histórias como Pedro e o lobo, Pinóquio podem ilustrar os riscos de mentir”.

Nos casos em que mentir tornou-se um hábito, é preciso que as pessoas mais próximas acompanhem o dia a dia da pessoa. E identifique se mesmo em situações simples ela altera a realidade em seu suposto benefício. “A mentira patológica pode ser identificada através de histórias fantásticas ou por mentiras simples, porém frequentes. Nestes casos o ideal é que a pessoa busque um tratamento psicológico”, finaliza a profissional

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31 de março é celebrado o Dia da Saúde e Nutrição

30/03/2016 17:46

Treino e boa alimentação garantem bons resultados na academia

Seguir orientações de profissionais torna rotina de exercícios saudável e eficaz

Neste dia 31 de março é celebrado o Dia da Saúde e Nutrição. E quem mantém uma rotina de treino entende que a relação entre exercícios físicos e alimentação deve ser a mais saudável possível. Mas, o que pouca gente sabe é administrar de forma correta a rotina alimentar e extrair os reais benefícios de uma boa alimentação.

Primeiro é preciso entender que, ao treinar, o nosso corpo eleva os níveis de consumo calórico e consumo de nutrientes. Assim, o nosso corpo buscará suprir essa baixa nutricional e para isso é preciso que nossa alimentação esteja de acordo com a proposta de treino.

Segundo, os tipos de treino e o comportamento metabólico de cada pessoa são diferentes. Portanto somente após a avaliação com um educador físico e com um nutricionista o indivíduo terá o seu programa de treino e a dieta a ser seguida. Esse importante elo entre o trabalho do educador físico e do nutricionista deve existir sempre.

As profissionais Laís Cristina e Tatiane Ramalho – educadora física e nutricionista respectivamente – que atuam na academia Personalle Fitness, na Ponta Verde, ressaltam que, seja qual for o resultado pretendido pelo praticante, seguir à risca as recomendações alimentares, como alimentação pré e pós-treino, e ao programa de treino, realizando corretamente as séries e respeitando os limites do seu corpo, são fatores cruciais para o sucesso do indivíduo na academia.

Dormir bem também é importante

Além de seguir adequadamente a rotina de treinos e a dieta, outro fator que não pode ser descartado quando se pretende ter bons resultados, principalmente quando se trata de ganho muscular, é o sono. É durante o sono que o corpo se nutre de forma a repor as células perdidas, construindo tecidos e células. Os músculos se constroem, principalmente após a liberação de hormônios que estimulam a construção celular. O recomendado é que o sono saudável seja entre sete e nove horas.

Portanto, não importa se a proposta é ganhar músculos, perder peso, conseguir condicionamento físico ou apenas manter o corpo, a preocupação e o cuidado com a alimentação será sempre crucial para a manutenção da saúde, principalmente quando tem relação com a prática de atividades físicas.

 

Texto: Italo Alcides/Ascom Academia Personalle Fitness

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Primeira Edição © 2011