seta

282 postagens no blog

INSS tenta suspender desaposentação

22/04/2016 11:45

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pretende suspender todas as ações que tramitam na justiça requerendo a desaposentação até que o STF decida sobre os critérios para solicitar a desistência da aposentadoria antiga por uma nova e mais vantajosa. O processo está paralisado devido a um pedido de vista da ministra Rosa Weber desde 2003. A alegação do Governo é a medida pode provocar um rombo de aproximadamente R$ 200 bi nos próximos 20 anos.

Através do Recurso Extraordinário 661.225, solicitado pelo INSS, foi apresentado ao ministro Luís Roberto Barroso com base no Novo Código de Processo Civil, que determina que o relator de processos no Supremo pode decidir pela suspensão de todas as ações que correm na justiça para julgamento dos recursos extraordinários.

O Órgão requer a paralisação de mais 180 mil processos até que a Corte decida como será feita a solicitação de nova aposentadoria, já que existem casos em que o inativo tem seu benefício aumentado em 80% ou até dobrada a remuneração. Para o advogado do CEPAASP – Centro Paulista de Apoio aos Aposentados e Servidores Públicos, Willi Fernandes, o INSS pode pleitear que as ações sejam suspensas, até mesmo as de 1ª instância, até que o Supremo finalize o julgamento sobre o tema. “Mas isso não impede que os aposentados que continuaram a contribuir após SUA APOSENTADORIA a possibilidade de obter outra aposentadoria mias vantajosa, através do Poder Judiciário. Aconselhamos aos aposentados que procurem uma associação, sindicato ou um advogado de sua confiança para que todas as informações sejam esclarecidas”, explica o jurista.

Para o dr. Willi Fernandes, o fato das ações ficarem barradas em primeira instância, não significa que os aposentados não possam lutar por seus direitos. Segundo o advogado, os requerentes deverão aguardar, mesmo antes do julgamento em primeira instância, o final do julgamento do Supremo Tribunal Federal. “Após uma análise positiva, o beneficiário deverá apresentar todos os documentos que forem solicitados para que seja requerido o pedido na via administrativa perante o INSS, para posteriormente ser ingressada a ação competente”, comenta.

Atualmente 480 mil aposentados em todo o país trabalham de carteira assinada e que cerca de 182 mil ações tramitam na justiça sobre o tema. Desde 2003 a ação aguarda análise no plenário do STF, e já em 2014, ficou definido que os valores já recebidos pelos aposentados não precisavam ser devolvidos. Apesar de existir um empate atualmente no julgamento da desaposentação, se os demais ministros seguirem o voto favorável do ministro Barroso, relator do processo, a desaposentação começará a valer em 180 dias, prazo para que o Congresso aprove a lei disciplinar da questão.

“O STJ já tem posicionamento unânime sobre a desaposentação, reconhecendo o direito de buscar-se a troca de aposentadoria por outra mais vantajosa, e sem devolução dos valores já recebidos anteriormente. E esse entendimento tem tido boa receptividade em nosso Judiciário, pois o tema agora tem debates mais abertos por se tratar do direito à segurança social do trabalhador que continuou a contribuir mesmo depois de sua aposentadoria, pois precisou continuar trabalhando para garantir o sustento de sua família”, finaliza Dr. Willi.

_______________________

Para saber mais sobre a desaposentação ou outros assuntos relacionados aos aposentados e servidores públicos, basta comparecer à nossa sede, na Rua Marquês de Itu, nº61 - 9º Andar - Sala 91 - República - São Paulo/SP, entrar em contato com o CEPAASP através do telefone (11)3113-5188 ou acessar o site: www.cepaasp.org.br.

 

seta

Como ser mais produtivo no trabalho

18/04/2016 18:21

O ambiente de trabalho é um lugar que, por si só, exige concentração, esforço, dedicação e organização, principalmente. Seja empregador ou funcionário, as tarefas devem respeitar o prazo e também prezar pela qualidade do trabalho executado. 

Como aumentar minha produtividade? É a pergunta de qualquer pessoa que trabalha, seja como empregado ou dono do próprio negócio. Para ser uma pessoa produtiva não são necessárias graduações, cursos e outros aditivos, mas sim força de vontade e responsabilidade com o trabalho a ser prestado. 

Empregadores e empregados sofrem com as pequenas distrações que, se analisadas em longo prazo, podem indicar uma perda de tempo de produção considerável. Com as diversas ferramentas tecnológicas existentes hoje em dia, por exemplo, torna o trabalho mais fácil e consequentemente aliado ao esforço da equipe, aumenta a produtividade no trabalho.

Partindo disso, a coach Madalena Feliciano, da Outliers Careers, empresa paulista de recolocação de mercado, indica sete dicas para melhorar a produtividade no ambiente de trabalho.

Organize as tarefas do dia

Manter as tarefas a se realizar são importantes, pois dão um “norte” maior ao profissional. Ao fazer uma lista das principais atividades do dia, ele programa também o tempo para desempenhar as funções. “Cada atividade tem uma importância individual, por isso é importante separá-las de acordo com a urgência e prioridade com que devem ser executadas”, diz Madalena.

Controle o tempo de trabalho e descanso

É preciso respeitar o horário de trabalho, mas também levar em consideração os momentos de descanso e lazer com a família. “A partir do momento que o profissional leva o trabalho para casa e deixa de fazer coisas normais do dia a dia em função do trabalho, ele não é produtivo, pelo contrário, está até mesmo prejudicando sua saúde”, segundo a coach. 

É recomendável pequenos intervalos a cada atividade realizada dependendo do tempo usado para executá-la e também a dificuldade da função. “Se a atividade estiver muito complicada, peça auxílio de outras pessoas. Em alguns momentos é difícil manter a concentração, então o ideal é levantar-se, alongar o corpo, tomar um copo d’água, ir ao banheiro, tomar um ar, por exemplo, são atitudes pequenas que relaxam a mente e melhoram a capacidade de pensar e resolver problemas” indica a profissional.

Cuidado com as redes sociais e celulares

A internet é um meio muito importante de se manter informado e possibilita a interação entre pessoas facilmente. No entanto, quando usada de maneira errada pode prejudicar o desempenho do profissional e até mesmo ocasionar a sua demissão. 

As redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, por exemplo, fortemente utilizadas para divulgação de materiais, produtos e serviços também pode ser um veneno no ambiente de trabalho. “O tempo gasto com as contas nas redes sociais não deve influenciar na produtividade e nem atrapalhar o desempenho do profissional, por isso, nesse caso, menos é mais”.

Valorize o lazer

Como dito acima, os horário de lazer são muito importantes para a manutenção da mente e o preparo para um novo dia de trabalho. Assim como as tarefas diárias são essenciais para o andamento do trabalho, as horas vagas servem para melhorar a produtividade no trabalho. “Escolha atividades que lhe façam bem e que descansem o corpo e a cabeça, principalmente. Ler, praticar esportes, ouvir música, dançar, por exemplo, são atividades que ajudam no relaxamento do corpo e revigoram até mesmo o sono”. 

Mantenha uma boa alimentação

O que você ingere também influencia no resultado do seu trabalho. Por isso, não tenha uma alimentação saudável apenas para ter uma boa saúde, mas também para tornar as atividades mais produtivas.

De acordo com os médicos, é ideal ingerir dois litros de água por dia, que podem ser intercalados, para facilitar esse processo. Especialmente durante o trabalho, beba água, pois um corpo hidratado raciocina melhor. Também prefira consumir frutas e alimentos ricos em fibras e proteínas. Comidas pesadas exigem muito tempo de digestão e isso consome energia do organismo, diminuindo a potência dos órgãos e provocando sonolência.

Não seja perfeccionista demais

Buscar sempre a melhor execução do trabalho é muito importante, porém, essa conquista não pode se tornar uma obsessão. Por isso, ao considerar as metas do seu negócio, não seja exigente demais a ponto de torná-las inalcançáveis. 

“Não deixe de desempenhar os trabalhos com qualidade, mas não encare o resultado muitas vezes menos satisfatório do que o esperado como um problema. Dê o seu melhor e procure orientação quando não conseguir realizar algum procedimento”, finaliza a coach.

seta

O papel do homem na paternidade

14/04/2016 18:36

Ainda que um filho seja responsabilidade dos pais, pela capacidade atribuída à mulher de gerar um bebê, as pessoas acabam passando todas as dúvidas e preocupações para a mãe e deixam com o que o pai fique em segundo plano. Esses pais adquirem características diferentes quando o assunto é a criação dos filhos.

De acordo com a psicóloga Carla Ribeiro, “a própria mulher acaba fazendo com que o papel do pai seja menos visto por conta dos hormônios muitas vezes, pois o feto está em desenvolvimento dentro do seu corpo. Alguns pais veem a necessidade de responder prontamente as questões referentes ao bebê juntamente com a mãe, mas a maioria acredita que a mãe é um fator mais importante”.

Mas como o homem reage à gravidez e ao nascimento do filho? Para a psicóloga, a cabeça do homem passa por um misto de felicidade, medo e inúmeras responsabilidades, o que é natural. Uma das questões mais importantes referentes a esse período é a preocupação do homem em relação ao seu espaço com a mulher. Lógico, o pai não quer parecer egoísta, mas querendo ou não, quando a mulher engravida e depois que ela dá a luz, o casal não tem mais o mesmo tempo para ficar juntos.

Tanto o homem como a mulher constroem esse sentimento e ideia de ser pai e mãe. O homem aprende isso conforme cada movimento da gestação, como os ultrassons, os “chutes” do bebê, o crescimento do feto no útero da mulher. O pai tem diversas responsabilidades nesse período também, ajudando a escolher a maternidade, que tipo de parto o casal (ou a mulher) deseja, o enxoval do bebê, por exemplo. A mulher já nasce com o instinto materno, mas o pai também penso muito sobre as necessidades que a criança terá em relação ao seu papel de pai. 

Após a chegada de um filho, o homem se sente mais homem com os deveres de ser pai. “Nesse processo o homem se sente orgulhoso, pois aquele filho será uma parte dele, que necessitará de atenção, responsabilidade, carinho e amor, por se tratar de um bebê, de um ser indefeso que precisa do papel do pai para protegê-lo”, diz a psicóloga. Além disso, um bebê consequentemente mexe com as finanças do casal, por isso o homem tende a sentir-se responsável pelas oportunidades que dará ao filho, que ele não pode falhar e deve prezar por sua responsabilidade.

O homem que tem o interesse de cuidar do bebê juntamente com a mãe desenvolve inúmeras habilidades. É nesse contato que ele tem a chance de aprender a cuidar da criança de maneira responsável, com delicadeza e sutileza, já que se trata se um ser tão pequeno e frágil. “A relação do bebê com o pai ensina muitas coisas também, na convivência, a ter paciência, tolerância, pois o bebê chora de madrugada, sente cólica, adoece, ou seja, precisa da dedicação integral dos pais durante 24 horas do dia”, aponta Carla.

Mas apesar da pressão feita sobre a mulher e a consequente imagem de que o pai não tem a mesma preocupação com a criança do que as mães, de acordo com a profissional, hoje existem muito mais pais presentes do que antes, que dão bastante ênfase na presença da vida dos filhos desde pequenos. Alguns pais têm até uma preocupação maior se comparado às mães, pois desdobram-se para levar/buscar as crianças na escola, levar à igreja, ir às reuniões escolares, juntamente com a mãe ou não. “Infelizmente não é um movimento de todos, pois alguns pais estão inibidos no pensamento de “a mulher faz melhor”, mas não tem quem faz melhor, e sim quem quer fazer”, afirma a profissional. Na verdade, a responsabilidade não é de um ou de outro, é dos dois.

As tarefas dos pais podem ser divididas durante o dia, para que um não desempenhe mais ou ache o outro faça melhor. A criança cresce aprendendo que a figura masculina e feminina tem uma diferença considerável. A figura da mulher, como mãe principalmente, é vista como um ser angelical, próprio da maternidade, que oferece o corpo para o desenvolvimento e o alimento para o crescimento da criança, que desenvolve uma ligação muito grande com essa mãe. “Quando a criança cresce e constitui a sua formação cognitiva, ela percebe que ela e a mãe não são mais a mesma pessoa”, segundo Carla. A amamentação natural possibilita apenas à mulher esse contato com o filho, que pode acontecer com o pai ao amamentar com a mamadeira, tornando-se tão presente quanto à mãe nessa fase. O pai pode participar juntamente com a mãe nesses momentos de amamentação, pegando na mão da criança, fazendo carinho e pelo toque, por exemplo, a criança percebe que existe uma terceira pessoa, que é o pai. O pai também pode fazer algumas atividades com o bebê para que a mãe possa descansar e a criança perceba que a simbiose que tem com a mãe, essa necessidade e dependência, acaba com o tempo. Além disso, o homem sente-se orgulhoso enquanto pai ao ouvir o bebê chamando-o de pai e reconhecendo o seu papel na criação dele.

Sendo assim, Carla Ribeiro faz um alerta para as mamães: é preciso permitir a entrada desse pai na vida do bebê e na relação com ele. A mãe não pode esquecer que este pai também tem responsabilidades com o bebê, mesmo que ele execute as atividades diferente da maneira que ela faz. O que comumente acontece é a mulher considerar que ela sabe fazer melhor ou tem medo que o marido não faça do seu jeito, o que gera um estresse maior, um cansaço e esgotamento do corpo, que acaba passando para o casamento e para o bebê também.

 

Serviço: 

Carla Ribeiro

Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem

seta

14.04 Comemora Dia Internacional do Café

13/04/2016 19:22

 

Na próxima quinta-feira (14), data em que se comemora o Dia Internacional do Café, a Casttini Planejados prepara uma tarde especial em seu showrooom. A partir das 15h, a equipe recebe arquitetos, clientes e formadores de opinião para um bate-papo no Café Casttini, com uma degustação das delícias do café, como cafés premium, bolos e doces feitos com o grão.

 

SERVIÇO:

Dia Internacional do Café na Casttini Planejados

Data: 14 de abril, quinta-feira.

Horário: 15h às 19h.

Endereço: Av. Almirante Álvaro Calheiros, nº 599, Jatiuca.

 

seta

E quando o dependente não quer se tratar?

08/04/2016 18:27

 Quando o assunto é a dependência química, é preciso redobrar a atenção com o paciente. Mesmo com a grande quantidade de informações disponíveis sobre o assunto, pouco se tem falado sobre uma questão fundamental: como auxiliar um dependente a aceitar ajuda?

Conforme a psicoterapeuta de grupo na Clínica Quinta do Sol, Carmen de Bakker Silveira, de Curitiba (PR), quando o paciente não encara o problema e apresenta resistência ao tratamento, a desesperança e o sentimento de impotência tomam conta das famílias. Esta atitude pode gerar um quadro negativo, fazendo com que o dependente químico imagine que nada se possa fazer em seu caso, agravando ainda mais o problema.

“A motivação para mudar é necessária, mas convém examinar esse aspecto com um cuidado maior, pois, às vezes, o diagnóstico pode ser conduzido para um grande mal-entendido. Para um tratamento ser bem-sucedido, é imprescindível que o paciente reconheça e aceite se curar. No entanto, o problema com o qual nos defrontamos é que nem sempre o principal interessado quer ajuda e é muito raro um dependente procurar algum recurso espontaneamente”, diz a psicóloga.

Na maioria dos casos, o indivíduo deseja modificar algo quando percebe que está se prejudicando ou mesmo quando está descontente. Uma das características mais marcantes da dependência química é a perda da condição de perceber o que está acontecendo, ou seja, o sujeito diminui a intensidade dos problemas e transfere a responsabilidade para os outros. “Se não há ajuda, o resultado é sempre o mesmo: as perdas continuam e cada vez mais intensas”, explica Carmen.

E então? Como evitar que o dependente químico portador de uma doença que está fora de seu controle se prejudique ainda mais? “O número crescente de indivíduos com este tipo de dificuldade nos motiva cada vez mais a buscar novas alternativas de abordagem. Pessoas são diferentes e se beneficiam de diferentes abordagens. E para tal, é fundamental o auxílio e a interferência de profissionais especializados para pensar junto com a família sobre o problema e discutir as estratégias mais adequadas de intervenção para aquela pessoa”, orienta a psicoterapeuta.

A mudança do comportamento dependente é uma caminhada carregada de conflitos, sendo essencial a utilização de todas as condições disponíveis para auxiliar o sujeito a se engajar num processo de recuperação. “A experiência médica tem demonstrado que internar um dependente de drogas contra sua vontade pode salvar vidas. Desta fora, a maioria dos pacientes internados compulsoriamente acaba aderindo ao tratamento e evoluindo satisfatoriamente”, diz.

A decisão, contudo, deve ser tomada com a ajuda de profissionais experientes.
Muitas vezes o dependente não quer ser ajudado porque está “cego e prisioneiro” deste modo de funcionar. “Insisto em lembrar que o dependente não quer ser ajudado porque está prisioneiro deste modo de funcionar. Mas existem saídas. A recuperação é possível. O engajamento e não acomodação dos familiares, a identificação preventiva, a busca de auxílio especializado e o acompanhamento de longo prazo são aliados da caminhada bem-sucedida”, finaliza a médica.

seta

Primeira Edição © 2011