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Vale, triste momento atual

06/02/2019 10:16

Vamos falar da ação da Vale? Neste momento a abordagem é simplesmente técnica, uma vez que temas éticos e morais devem ser tratados em outros fóruns. São tantas vidas que se perderam que não haveriam palavras para dissertar por esta abordagem ... muito, muito triste mesmo.

A pergunta é: qual será o comportamento dos papeis da Vale nos próximos dias? Difícil tentar uma previsão, mas certo é que os mercados punirão estes papeis, por considerar que as incertezas aumentaram e que a companhia tem vários riscos novos no ar. Com certeza as punições acontecerão e multas pesadas virão, mas, ninguém consegue definir o tamanho. As medidas judiciais de bloqueio aconteceram, mas em caráter liminar e não ainda definitivo. As licenças de operação da Vale foram suspensas nestes complexos, mas o que acontecerá com os outros? Vale lembrar que o complexo Ferteco, localizado no lindo município de Brumadinho e região responde por 6 a 7% da produção total da Vale.

E o que falar da reincidência da empresa? Quanto custará isto para uma das maiores empresas do país?

E no exterior, como os clientes da Vale irão se comportar? Deixariam eles de comprar minério da empresa por conta do acidente e da perda acentuada de vidas? Vale lembrar que reconhecidamente a produtividade do minério da Vale é bem acima de seus concorrentes. Interessante que na sexta-feira (25), após divulgação do acidente no mercado internacional, as ações de empresas concorrentes tais como Rio Tinto e BHP subiram.

E os principais acionistas da Vale tais como Mitsui e Bradesco, como enfrentarão este momento? Quanto custa para implementar um plano de contingência nestas barragens, para realmente colocar fim a riscos destes e por que não foi executado? É viável?

Também é incerta qual será a profundidade na punição da empresa pelo governo do presidente Bolsonaro e do Governador Zema.

Por ser uma das maiores empresas pagantes de impostos no país e em Minas Gerais, manter a solidez da empresa também deverá ser de consenso aos governos. Neste momento de aperto fiscal e necessidade de manter as arrecadações, o impacto de uma redução no tamanho de uma empresa como a Vale seria desafiado. Mas até clarificar este horizonte de incertezas, uma coisa é certa: a instabilidade e volatilidade na ação serão altos.

E quem possui a ação, o que fazer?

É complexo dizer, mas quem carrega o papel visando longo prazo e recentemente teve impacto destas quedas acentuadas, pode ter uma oportunidade de melhorar um preço médio em algum momento. A dúvida é qual seria o fundo do poço e a que nível o papel atingiria o menor nível. O preço está relacionado ao lucro e é totalmente impossível prever com exatidão qual o impacto do acidente no lucro da Vale e a futura projeção.

Quem estava comprado no papel visando ganhos de curto prazo e agora tem perdas fortes, o menor prejuízo é aquele que você sabe qual é, vender e realizar as perdas seria recomendável neste momento.

Com certeza comprar o papel agora é precipitado diante de um número muito grande de incertezas.

As ações da Vale vinham bem por conta do potencial de distribuição de dividendos, mas atualmente como pensar em distribuição se a prioridade do management da cia será mitigar todos os impactos que virão e garantir a continuidade da empresa?

Enfim muita coisa pra vir e definições a serem tomadas. Fatores como apetite de risco e tempo no horizonte devem ser fundamentais para determinação sobre como posicionar as carteiras de cada investidor.

Por Julio Lage, sócio e CEO do grupo Belvedere 

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O grande engodo

30/01/2019 17:57

Assistimos a cada dia, a cada semana, a cada mês, há mais de dois anos, capítulos de uma novela que não termina, como tantas outras, sobre as mudanças que salvarão o Brasil da miséria, da fome, do desemprego, da violência, do sucateamento da saúde, da precariedade da educação básica e superior, das polícias, dos presídios.

Lamentavelmente as mudanças parecem se resumir em uma só: “Reformar a Previdência Social”.

A declaração é atribuída a entidade fantasma: o mercado, seja os que tem muito dinheiro e aplicam em ações e títulos públicos e privados.

Ora, meus senhores, já vimos esse filme várias vezes, com Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e agora Bolsonaro, querendo usar a reforma “Frankenstein” de Michel Temer. Brincadeira!

FHC, Lula e Dilma fizeram reformas em nome de reduzir privilégios e déficit e nada disso aconteceu. Só ampliaram o favorecimento de um mercado que não quer saber de programas sociais, só de lucros em aplicações financeiras.

Não há no mundo civilizado uma linha sobre o Brasil, a economia brasileira.

Dizer que as bolsas de Nova Iorque, Paris, Frankfurt, Xangai, Hong Kong, Tóquio, exigem a reforma da Previdência é uma farsa do engodo que dimensiona a tragédia nacional.

Ninguém fala em reduzir a dívida pública que suga a poupança nacional beneficiando justamente total mercado de um neoliberalismo perverso e não tem paralelo em economias capitalistas modernas.

Ninguém fala que o problema principal da Previdência Pública (RGPS) está no seu financiamento e não fiscalização e cobrança dos que se beneficiam como o agronegócio (que deixa de pagar R$ 100 bilhões/ano), bem como os as renúncias, (principalmente de filantrópicas, agronegócio, Supersimples e Mei), as desonerações, os Refis e os subsídios, com contribuição de 50% e benefícios dede 100%.

É certo que a Previdência da União, estados e Municípios (os chamados regimes próprios) está no fundo do poço, mas os militares nunca pagaram. Estados e Municípios recolhem dos servidores e não pagam o INSS ou transferem por seus fundos.

Preocupo-me, como previdenciário há 40 anos, com o RGPS, com o INSS.

Todos que fizeram a reforma da reforma da Previdência não economizaram um tostão. Pelo contrário, escancararam os ralos com os Refis e mais Refis para honrar seus compromissos com os financiadores de seus partidos e políticos os caloteiros públicos (mais de R$ 100 bilhões para estados e municípios, uns R$ 500 bilhões para indústria, comércio, transformação e serviços, e R$ 20 bilhões para o agronegócio.

O novo ministro fala que a inadimplência é de 40%. Por que não cobra deles, primeiro. Por que não cobra a dívida ativa que cresce exponencialmente e ainda entrega a PGFN, que deveria cobrar a dívida ativa, a parasitas e incompetentes?

O novo ministro fala em 40 milhões de informais. Porque não buscar mecanismos para que paguem corretamente se sonham em se aposentar?  Que paguem 50% e tenham um benefício de 50%. É correto. Não como fizeram Lula e Dilma que em nome da inclusão previdenciária criaram seis novos funrurais que, se não forem revistos com urgência, vão implodir o RGPS mais adiante?

O ministro fala em ralos. Por que que não acabar com renuncias, desonerações, Refis.  Benefícios criados sem o devido custeio, para agradar a base política na base do toma lá dá cá?

O modelo previdenciário brasileiro é ímpar, no mundo contemporâneo. O ministro não fala nos R$ 1,5 trilhão dos ativos da previdência complementar aberta dos planos e fechada dos fundos. Nenhum país como nosso tem ativos que financiam 100% a dívida pública a paga 31 milhões de aposentados e pensionistas; 4,5 milhões de benefícios assistenciais e financia quase 70% dos municípios e ainda é a maior redistribuidora de renda.

O novo ministro fala em copiar o modelo chileno totalmente falido e com os aposentados na miséria. Modelo criado pelo irmão do atual presidente na ditadura chilena e que ele está revendo. Lembremo-nos que o Chile não tem 20% da população do Brasil (são 18.5 milhões para 205 milhões!).

O novo ministro fala em instituir o regime de capitalização, mas na realidade é instituir a previdência sem contribuição patronal, (sonho de todo empresário é deixar que o trabalho se vire) o que inexiste no mundo. Se existe diga onde.

Fala em mudar o modelo alemão, modelo perverso, um sistema orientado somente pela remuneração, privilegiando somente os de alta remuneração, sem o regime de solidariedade. Os alemães pobres, com remuneração baixa dependem na velhice de ajuda social do governo. 

O ministro erra redondamente quando acha que o regime de repartição simples está superado. Nem a Escola de Chicago acha!

O grande engodo foi nos enganar que fariam a reforma necessária, com quem entende de Previdência, os previdenciários, mas me parece que já vem um prato feito e requentado para atender os interesses de banqueiros   e de seguradoras e de investidores ávidos e sequiosos pelos rendimentos de ações.

Nosso novo presidente pregou durante sua campanha esperança, mudanças, doa a quem doer, acabar com as desigualdades, acabar com a violência, sem roubar e sem mentiras.

Prefiro admitir que quem mente também rouba, corrompe, pois rouba o direito de se saber a verdade do que está por trás da reforma da Previdência, RGPS e Regimes Próprios.

(*) Paulo César Régis de Souza é vice-presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores Públicos, da Previdência e da Seguridade Social - Anasps.

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Distribuição de tarefas impacta produtividade de escritórios de advocacia

24/01/2019 17:41

Gerir escritórios de advocacia é sempre desafio para os profissionais da área que se propõem a empreender. A dificuldade de fazer o negócio dar certo exige muito mais do que o conhecimento técnico do Direito.

Um problema comum na gestão das equipes é o acúmulo de trabalho. Se não forem bem administradas, as atividades advocatícias - burocráticas e exigentes intelectualmente, por natureza - podem causar diversos transtornos às pessoas e às próprias empresas.

Profissionais sobrecarregados costumam fazer horas extras e levar trabalho para casa, mas engana-se quem pensa que isso seja sinônimo de produtividade. Em geral, o impacto se reflete em um ambiente insalubre e de baixa qualidade dos serviços prestados.

Esse cenário não é favorável à prospecção de novos clientes, nem mesmo garante bom atendimento aos atuais, por isso, também traz consequências à performance das finanças do escritório.

Entre as diversas estratégias de gestão que podem contornar a sobrecarga sobre funcionários, está o ato de delegar e distribuir adequadamente as tarefas.

Por se tratar de uma ação considerada simples, talvez não seja dada a ela sua devida importância e a responsabilidade por gerar prejuízos. No entanto, se bem executada, garante resultados surpreendentes, especialmente quando aliada a tecnologias voltadas especificamente ao mercado jurídico, como o software para escritório de advocacia.

Sobrecarga, inimiga da produtividade

Quando gestores delegam as funções com estratégia, a tendência é a produtividade aumentar. É importante identificar o profissional que melhor se adapta às especificidades de cada tarefa. Também é fundamental dividir as demandas de maneira equilibrada entre os componentes da equipe.

O perfil ideal para desempenhar atividades mais elaboradas, que demandam minuciosidade, é alguém observador e detalhista. Um advogado mais rápido e desembaraçado atende melhor às situações emergenciais que requerem unir eficiência e objetividade.

É preciso, portanto, conhecer as características individuais de cada profissional para transformar habilidades em retorno direto para o negócio.

Como dito anteriormente, há funcionários ágeis, capazes de absorver mais demandas do que outros. Isso pode fazer com que seja tentador para a gerência, mesmo que não intencionalmente, sobrecarregar uma ou outra pessoa.

Certamente, todo profissional altamente produtivo desempenha o que lhe for delegado com o intuito de dar o seu melhor. Porém, se estiver sobrecarregado, nem muita boa vontade pode deixá-lo imune às falhas, transformando-o em ineficiente e insatisfeito.

Para que haja alta sinergia e produtividade em uma equipe, é essencial que se faça justa divisão de tarefas.

Softwares jurídicos otimizam a rotina

Outra maneira de contribuir para o crescimento dos escritórios de advocacia é se livrar de tarefas que só fazem os advogados perderem tempo.

Muitas demandas de rotina podem ser executadas mais rápido e com maior acerto por meio de um software para advogados, liberando tempo para melhor direcionar a equipe.

A organização e retenção de dados, que anos atrás era obrigatoriamente feita de forma manual, também ganha agilidade com a utilização dos sistemas automatizados, que ainda facilita o trânsito de informações digitalizadas.

Dessa forma, a rotina do escritório se mantém sob controle, mesmo quando seus integrantes estão em atividade externa.

Se o gestor do escritório está em uma audiência, pode receber alertas de atualização dos outros processos e delegar, do próprio celular, a redação de uma peça, exemplo.

Essas e outras facilidades estão disponíveis em ferramentas como o Astrea, da Aurum e permitem acompanhar a rotina do escritório de qualquer lugar, a qualquer momento.

Manter a equipe alinhada e organizada de maneira diversa, mas com o mesmo propósito, não é simples para um gestor. No entanto, é gratificante ver o resultado de uma eficiente delegação de tarefas.

Com profissionais bem alocados, com tempo para se dedicar ao que sabem fazer de melhor, é mais fácil atingir uma performance superior e a tão almejada excelência.

 

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Aprenda a preencher suas sobrancelhas com maquiagens e dicas simples

22/01/2019 17:04

"Há quem diga que a sobrancelha é a moldura do nosso rosto, porém é bem diferente, ela não é a moldura e sim a obra de arte, que é desenhada, ficando dentro da moldura que é o nosso rosto, por isso a busca por sobrancelhas perfeitas", afirma Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas, rede de embelezamento do olhar e da face.

Com todo esse cuidado, a busca por sobrancelhas bem definidas é algo diário, e pode ser realizado na hora de fazer aquela maquiagem. Pode até parecer complicado ter o desenho ideal, mas com alguns truques, você terá o aspecto natural, volumoso e ainda valorizar a sua make.

Confira algumas dicas que a Luzia separou:

1. Manter o design de sobrancelhas em dia.

Nada de "limpar" ou tentar "desenhar" as sobrancelhas em casa. Essas tentativas são os erros mais comuns na hora de cuidar delas, correndo o risco de tirar pelos desnecessários e cometer falhas.

Aconselho de realizar o procedimento de 15 a 30 dias.

2. Cuide dos fios diariamente.

Cuidar dos fiozinhos das sobrancelhas é tão importante como cuidar dos cabelos. Por isso, sempre penteie com aquela escovinha própria para sobrancelhas. Além disso, use um produto específico para nutrir os fios, e deixá-los mais resistentes e fortes.

3. Desenhe suas sobrancelhas com maquiagens.

É possível preencher com lápis, máscaras e até sombras próprias para elas. Fique atenta a cor que você utilizará para não ficar artificial e desenhe suavemente o contorno das sobrancelhas, esfumaçando após o a técnica.

4. Ilumine as sobrancelhas.

Neste passo, utilizando o lápis branco próprio para iluminar, você irá realçar ainda mais o olhar. Como? Passe no contorno das sobrancelhas e esfumace com a escovinha própria.

Confira abaixo os produtos certos para as sobrancelhas:

SÉRUM NUTRITIVO

O Sérum Nutritivo Sóbrancelhas é ideal para pessoas que possuem os fios das sobrancelhas e cílios com falhas e até mesmo com poucos pelos nessas regiões. Este produto irá nutrir os fios, deixando-os mais resistentes e fortes. Contém princípios-ativos nanotecnológicos que facilitam a absorção mais rápida pelos fios e, com isso, em poucos dias você verá resultados. Valor: R$ 95.

EYEBROW FIX GLOSS

O Eyebrow Fix Gloss Sóbrancelhas é o produto que faltava para ter suas sobrancelhas desenhadas. Ideal para corrigir e uniformizar as sobrancelhas, colore nutre e modela seus fios. Valor: R$ 38,90.

LÁPIS UNIVERSAL

O Lápis Universal Sóbrancelhas é versátil, ideal para todo tipo de sobrancelha e pele. Utilizado para desenhar, uniformizar as sobrancelhas de forma natural sem prejudicar o crescimento dos seus fios. Valor: R$ 33.

LÁPIS BRANCO

Com o Lápis Branco Sóbrancelhas você terá em suas mãos um complemento para sua maquiagem. Este produto tem efeito iluminador e deixará seu olhar ainda mais bonito. Valor: R$ 33.

LÁPIS PRETO

O Lápis Preto Sóbrancelhas é um produto versátil e multiuso, pois além de ser utilizado para desenhar sobrancelhas para quem adora um desenho mais marcado, também pode ser utilizado para valorizar a região dos olhos. Valor: R$ 33.

LÁPIS MARROM

O Lápis Marrom Sóbrancelhas é um produto que deixará seu olhar mais leve com um toque natural, sendo uma ótima opção para pessoas que preferem maquiagens mais suáveis ou também makes para usar durante o dia. Valor: R$ 33

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Picada de escorpião: saiba os cuidados e o que fazer em caso de acidente

15/01/2019 10:04

Os animais peçonhentos, como os escorpiões, aranhas e lagartas, estão cada vez mais presentes no meio urbano, adaptados ao ambiente do homem devido ao crescimento acelerado dos grandes centros. Por isso, é preciso que toda a população, inclusive das grandes cidades, saiba quais medidas adotar para evitar acidentes e mortes por envenenamento.

O período do verão, de dezembro a março, exige maior cuidado em relação aos acidentes com escorpiões, pois o clima úmido e quente é ideal para o aparecimento destes animais, que se abrigam em esgotos e entulhos. Os escorpiões que habitam o meio urbano se alimentam principalmente de baratas, portanto são comuns também em locais próximos a áreas com acúmulo de lixo. A adoção de hábitos simples é fundamental para prevenir acidentes.

No ambiente urbano, para evitar a entrada dos escorpiões nas casas e apartamentos, a recomendação é de usar telas em ralos de chão, pias e tanques, além de vedar as frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas. Outra medida é afastar as camas e berços das paredes, e ainda vistoriar as roupas e calçados antes de usá-los.

Nas áreas externas, as principais dicas são manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico. Também é importante manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões. Nas casas que possuem gramado, ele deve ser mantido aparado. Outra recomendação é não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro para realizar atividades que representem certo risco, como manusear entulhos e materiais de construção, e nas atividades de jardinagem.

Nas áreas rurais, além de todas essas medidas, é essencial preservar os inimigos naturais dos escorpiões, como lagartos, sapos e as aves de hábitos noturnos, como a coruja. Estes são os principais predadores dos escorpiões.

O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Estes produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes.

Saiba quais são as espécies de escorpiões mais comuns nas regiões brasileiras

POPULAÇÕES MAIS EXPOSTAS

Os grupos considerados mais vulneráveis são os trabalhadores da construção civil, crianças e pessoas que permanecem maiores períodos dentro de casa ou nos arredores e quintais. Ainda nas áreas urbanas, estão sujeitos os trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, por manusearem objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar alojados.

A grande maioria dos acidentes com escorpiões é leve e o quadro local tem início rápido e duração limitada. Os acidentados apresentam dor imediata, vermelhidão e inchaço leve por acúmulo de líquido, piloereção (pelos em pé) e sudorese (suor) localizadas, cujo tratamento é sintomático.

As crianças abaixo de sete anos apresentam maior risco de apresentar sintomas longe do local da picada, como vômito e diarreia, principalmente nas picadas por escorpião-amarelo, que podem levar a casos graves e requerem a aplicação do soro em tempo adequado.

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE?

A recomendação é ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie, permitindo assim uma avaliação mais eficaz sobre a gravidade do acidente.

Acesse a lista de hospitais referência para utilização do soro antiescorpiônico

É importante lembrar que não é em todo caso de acidente que o soro será indicado, e apenas o profissional de saúde poderá fazer essa avaliação. O antiveneno é indicado em casos moderados ou graves. Limpar o local da picada com água e sabão pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

ONDE ENCONTRAR O SORO

Os casos leves, que não necessitam da aplicação do antiveneno, representam cerca de 87% do total de acidentes. Desta forma, o soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). As ampolas são enviadas pela pasta aos estados, que são responsáveis pela distribuição aos municípios e pela definição estratégica das unidades de referência para o atendimento destes casos. Essa logística deve ser feita de acordo com a situação epidemiológica de cada região e os estados possuem também autonomia para remanejar o soro de uma cidade para outra quando necessário. Os soros também não são disponibilizados na rede particular de saúde.

CASOS E AÇÕES DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

No Brasil, a espécie de escorpião que causa mais acidentes, Tityus serrulatus, tem se expandido para um número maior de cidades, onde até então não era encontrada. Esta espécie possui facilidade para se reproduzir e colonizar novos ambientes.

Os acidentes escorpiônicos ocorrem em todo o Brasil. Desde 2009, o Ministério da Saúde realiza capacitações de identificação, manejo e controle de escorpiões nos estados brasileiros, em cooperação com as secretarias estaduais de saúde. O objetivo é que cada estado multiplique as informações recebidas a todas as suas regionais de saúde e municípios.

O Ministério da Saúde registrou, em 2018, 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões em todo o país. Em 2017, foram 125 mil registros de acidentes. Esses dados ainda são preliminares e serão revisados, portanto estão sujeitos a alteração. Em 2016, foram 91,7 mil casos. Em relação às mortes, em 2016 foram registrados 115 óbitos em todo o país e, em 2017, 88.

 

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Primeira Edição © 2011