seta

463 postagens no blog

Crônica de várias mortes anunciadas

27/05/2020 10:51

Infelizmente, a “onda” da pandemia causada pelo novo coronavírus atingiu o Brasil. E, com ela, também chegaram as funestas consequências da doença, tais como as mortes, o isolamento social, a lotação dos hospitais e, claro, os graves problemas econômicos.

Contudo, antes que a doença aportasse em terras tupiniquins, é fato que tivemos tempo de sobra para nos preparar. Afinal, foram meses observando e assistindo tudo aquilo que ocorria na Ásia e, depois, na Europa.

A partir das experiências adotadas nos demais países, já se podia prever, com certa antecipação, o que iria ocorrer por aqui quando o vírus chegasse. Ou seja, inegavelmente, o Governo teve um período razoável para elaborar, organizar e, principalmente, propor uma estratégia de combate à Covid-19 e aos seus efeitos.

Contudo, seguindo à risca aquilo que faz o brasileiro, deixamos tudo para a última hora. Aliás, a bem da verdade, sequer encontramos o caminho mais adequado para combater a doença, afinal, enquanto o Governo Federal insiste numa determinada política de saúde, é fato que os Governos Estaduais, quiçá porque vivenciam o problema mais de perto, pregam métodos absolutamente opostos.

De toda forma, visando alcançar essa organização que nunca tivemos, é bom dizer que, ainda no início de fevereiro, justamente para que o País pudesse se preparar para a doença, foi publicada a Lei 13.979/2020, cujo texto regulamenta a adoção de medidas específicas para “o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavirus”.

Entre as medidas adotadas, merece destaque aquela prevista no seu artigo 4º, que prevê, textualmente, a possibilidade de ocorrer a “dispensa de licitação para aquisição de bens, serviços, inclusive de engenharia, e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública”.

É evidente que a excepcionalidade do momento que atravessamos demanda medidas também excepcionais. Desta forma, por mais que fosse estranho dar essa “carta branca” aos gestores públicos, seria mesmo impensável exigir um (demorado) processo formal de licitação para a compra de máscaras, luvas, aparelhos médicos, respiradores etc 

Realmente, da forma avassaladora como a pandemia nos atingiu, fica fácil perceber que, caso fosse preciso seguir as exigências da Lei de Licitações, o nosso (já elevado) número de mortos seria muito maior.

Daí, portanto, ser forçoso reconhecer que o afrouxamento da Lei de Licitações foi mesmo uma medida salutar, uma vez que permite uma atuação mais rápida e eficaz dos administradores públicos diante das urgências do momento.

De toda forma, como tivemos um bom tempo para prepararmos nossas defesas, imaginava-se, dentro de um ideal de gestão pública, que as medidas de prevenção e combate ao coronavírus fossem adotadas antes da pandemia atingir o país.

Assim, o uso da “dispensa de licitação” poderia ficar restrito apenas às questões realmente urgentes e, principalmente, pontuais.

Entretanto, na esteira do enorme despreparo até aqui demonstrado pela Presidência da República – que chegou ao cúmulo de trocar dois Ministros da Saúde, bem no meio do furacão –, boa parte dos Governos Estaduais também não se preparou adequadamente para conter a propagação do vírus.

Com efeito, muito por conta da absoluta ausência de uma política de saúde pública ordenada e unificada, eis que existe total desconexão entre a Presidência e os Estados, é certo que a maioria dos governadores só atinou para a gravidade do problema quando o vírus já batia a sua porta.

Foi aí, então, que muitos deles, porque fortemente pressionados pela população para aprimorar e aparelhar as equipes de saúde, viram-se obrigados, de um lado, a construir, às pressas, hospitais de campanha e, de outro, a “sair às compras” para adquirir respiradores, ambulâncias, máscaras e demais itens necessários para melhor combater o novo coronavírus.

Enfim, por conta de uma absoluta incapacidade de prever o óbvio, muitos agentes públicos foram compelidos a se valer do excepcional afrouxamento da Lei de Licitações para suprir as suas necessidades locais.

Contudo, como consequência direta de tamanho desgoverno, fato é que, sob o binômio “urgência x facilidade”, inúmeros abusos passaram a ocorrer nas compras dos insumos necessários para o combate da doença.

Infelizmente, tal fenômeno não chega a surpreender, afinal, uma vez autorizada a dispensa de licitação, o caminho ficou bem mais fácil para que os oportunistas voltassem a atacar o erário público.

As tais compras emergenciais tornaram-se uma alternativa vantajosa para empresários (e, em alguns casos, também para membros da Administração Pública) inescrupulosos, os quais vêm obtendo grandes vantagens a partir da desgraça alheia.

Com efeito, desde compras superfaturadas, até a aquisição de respiradores que ou nunca foram entregues, ou chegaram quebrados e com defeito, a farra com o dinheiro público tem sido enorme.

É evidente que, uma vez demonstrado o dolo de lesar o erário, tais comportamentos acabam tipificando delitos, tais como peculato, corrupção (ativa e passiva), organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro etc

Cabe, então, aos órgãos de controle e repressão ao crime, coibir esse tipo de fraude, para assim assegurar, primeiro, que o dinheiro público não seja mal utilizado e, segundo, que, em restando provadas as fraudes e os desvios, sejam os valores devidamente recuperados, para assim permitir a sua correta aplicação.

Por fim, cumpre ainda dizer que a recente Medida Provisória n. 966/2020, tão criticada pelo fato de alforriar agentes públicos de suas responsabilidades civil e administrativa “por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da covid-19, não se aplica aos crimes por eles eventualmente praticados. Isso porque, consoante expressa previsão constitucional (art. 62, §1º, inciso I, “b”), as medidas provisórias (ainda bem!) não podem versar sobre matéria penal e processual penal.

 Euro Bento Maciel Filho é mestre em Direito Penal pela PUC/SP. Também é professor universitário, de Direito Penal e Prática Penal, advogado criminalista e sócio do escritório Euro Maciel Filho e Tyles – Sociedade de Advogados. Para saber mais, acesse - http://www.eurofilho.adv.br/ pelas redes sociais - @eurofilhoetyles; https://www.facebook.com/EuroFilhoeTyles/ , ou envie e-mail para  atendimento@eurofilho.adv.br e eurofilho@eurofilho.adv.br

 

Euro Bento Maciel Filho

seta

Como fazer arroz? Confira passo a passo da receita

26/05/2020 11:40

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Além de ser uma ótima fonte de energia por conter carboidratos, o arroz está entre os alimentos mais consumidos no mundo todo. No Brasil, é a principal combinação do feijão.

Justamente por ser tão popular na refeição dos brasileiros, muitas pessoas buscam o segredo para fazer um arroz soltinho e saboroso. Por isso, confira abaixo como fazer arroz:

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz lavado
  • 2 xícaras de água fervente
  • 1 dente de alho amassado
  • 1/4 de cebola picada
  • azeite o suficiente
  • sal à gosto
seta

Qual a importância das vídeochamadas hoje?

20/05/2020 15:03

No momento que estamos vivendo atualmente, onde os olhos do mundo estão virados para a pandemia causada pela Covid-19 e a maior parte da população está em casa para evitar a propagação do vírus, muitos estão perdendo seus empregos e negócios, famílias estão ficando sem fonte de renda, justamente em decorrência do estado de quarentena.

A única opção para manter as atividades em dia é o home office, trabalhar em casa, em sua maioria através do computador. Basta uma conexão de internet e o aparelho para que o mundo se torne acessível novamente, então, tanto empresas como empregados terão de se adaptar.

“Para os serviços que podem ser feitos em casa, recrutadores estão procurando pessoas que saibam trabalhar em casa, já tenham experiência ou disciplina o bastante, afinal, não é algo tão fácil de se confiar”, conta Madalena Feliciano, CEO do Outliers Careers e IPCoaching.

Porém, para conseguir ser contratado em uma situação de quarentena, as únicas opções de comunicação com pessoas distantes são através de mensagens de texto, ligações e vídeo chamadas – as preferidas pelos recrutadores, pois é possível ver a desenvoltura do profissional, as expressões e a apresentação.

Madalena conta quais os principais pontos em que você precisa prestar atenção para se dar bem em uma entrevista por vídeochamada:

Roupa: Apesar de estar em casa, a aparência ainda é fundamental nesse momento, afinal, é a imagem que você vai passar e com um pouco mais de dificuldade, pois estará na frente da câmera e não pessoalmente. Procure se vestir de acordo com o trabalho para o qual está sendo entrevistado.

Foque apenas na entrevista: Deixe o celular no modo silencioso e não o use enquanto está ao vivo, deixe outros aplicativos e abas do computador fechados para não receber notificações e, caso tenha companhia em casa, deixe claro que não poderá ser incomodado.

Aprenda a lidar com a câmera: Ao falar, não encare a tela para se olhar, é como se estivesse falando com um espelho, e não a outra pessoa. Encare a câmera, assim, a imagem que o recrutador terá é que você está olhando nos olhos dele.

Pratique: Quanto mais você se preparar, falar as respostas que planeja dar e se sentir confortável durante a vídeochamada, melhor se sairá. Não deixe que a falta de experiência nessa modalidade seja um obstáculo.

“A internet, agora, é a melhor forma que temos para estar em contato com o mundo. O que podemos – e devemos fazer, é nos aprimorar para não sair prejudicado”, finaliza Madalena.

 

Madalena Feliciano

Gestora de Carreira e Hipnoterapeuta

seta

15 de maio Dia do Combate à Infecção Hospitalar

15/05/2020 11:55

No Brasil, o dia 15 de maio é o Dia do Combate à Infecção Hospitalar. Em 1846, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis observou que as maternidades em que os obstetras lavavam as mãos antes do parto tinham uma menor taxa de mortalidade materna. A partir do dia 15 de maio daquele ano, o médico defendeu e incorporou a prática da lavagem de mãos como atitude obrigatória para todos os profissionais da saúde que entrassem em enfermarias.

Nessa data, o Ministério da Saúde e os serviços de saúde, especialmente os hospitais, conscientizam a população e os funcionários da área sobre a importância do controle de infecções hospitalares. Atualmente, o termo “infecção hospitalar” foi trocado por “infecção relacionada à assistência”, visto que o segundo é mais abrangente.

Em 2020, essa data tem um significado ainda mais importante: o mundo está em um cenário de pandemia devido ao coronavírus. Isso significa que as medidas de proteção e segurança devem ser mais rigorosas, principalmente em um hospital de saúde mental, como o Hospital Santa Mônica.

Neste artigo conversamos sobre o que é o Dia do Combate à Infecção Hospitalar, quais são os riscos em um hospital de saúde mental e o que está sendo feito no Hospital Santa Mônica para resguardar os pacientes e seus familiares. Para elaborá-lo, tivemos a ajuda da Dra. Rebecca Saad, médica infectologista e responsável pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Mônica. Acompanhe!

O Dia do Combate à Infecção Hospitalar

Como falado, atualmente a denominação “infecção hospitalar” foi trocada pelo termo “Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS)". Assim, é possível abranger não só as ações e os fatos ocorridos no ambiente hospitalar, mas em todas as ocorrências de internação e pós-internação ligadas ao paciente.

Por definição, a infecção hospitalar é caracterizada por qualquer infecção adquirida após a internação do paciente. Isso significa que ela não foi contraída na comunidade, mas dentro do ambiente hospitalar. Os sintomas podem se manifestar durante o período que a pessoa se encontra dentro do estabelecimento ou até mesmo após a alta.

O dia 15 de maio serve para lembrar a todas as Instituições de Saúde a importância das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. Esse tipo de serviço tem como responsabilidade planejar e implantar ações de biossegurança, ou seja, a adoção de procedimentos e normas que têm como objetivo a manutenção da saúde dos colaboradores, pacientes e seus familiares.

As ações mais importantes nesse contexto são a correta higienização das mãos dos profissionais de saúde, o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) — como máscaras, face shields, luvas e aventais —, o controle do uso de antibióticos, bem como a limpeza e desinfecção de objetos e superfícies.

Os riscos de infecção em um hospital de saúde mental

Segundo a Dra. Rebecca, a ação que mais surte efeito na prevenção da infecção hospitalar é a lavagem das mãos: "isso ocorre porque as mãos são a principal via de transmissão de micro-organismos durante a assistência à saúde". A mão é o principal vetor de infecção tanto hospitalar quanto comunitária.

Essa medida simples e menos dispendiosa, que é feita com água e sabão, pode prevenir a propagação dos germes multirresistentes e das infecções hospitalares.

No contexto da pandemia, toda a população foi orientada a realizar a correta lavagem das mãos. Isso se dá porque o coronavírus não consegue penetrar na pele, mas pode permanecer na superfície, esperando a oportunidade de entrar no organismo por lugares mais vulneráveis, como os olhos, nariz e boca. Ao lavar as mãos, é possível destruir o vírus, já que o sabão solta o vírus da pele e faz com que o seu envelope se dissolva, matando-o.

"A diferença para um hospital de saúde mental é o tipo de paciente que ele abriga. Frequentemente, as doenças psiquiátricas que acometem os pacientes internados nessa instituição tornam os hábitos de higiene inadequados e mais escassos, o que pode contribuir para a disseminação de infecções", afirma a Dra. Rebecca Saad.

Com os cuidados redobrados da equipe, no entanto, é possível contornar a situação. No Hospital Santa Mônica há pouquíssimos casos de infecção relacionada à assistência, pois a política de cuidados é seguida com rigor.

As medidas de segurança tomadas pelo Hospital Santa Mônica

Em um hospital psiquiátrico, as infecções relacionadas à assistência mais comuns são a pneumonia e a infecção do trato urinário, principalmente em pacientes acamados, assim como a gastroenterite e a escabiose. Nesse contexto, as medidas de segurança incluem a rápida detecção e o tratamento dos quadros clínicos, assim como medidas de prevenção para evitar o seu surgimento, como:

  • a higienização das mãos e a proteção dos funcionários, visto que eles são responsáveis pelo cuidado de todos os pacientes, isso ocorre por meio do uso de máscaras, face shields (protetores faciais);

  • o diagnóstico precoce de infecções;

  • a limpeza das mãos dos pacientes, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro.

Em relação à pandemia do coronavírus, o Hospital Santa Mônica tomou algumas medidas específicas. No momento, as visitas estão suspensas devido ao risco de familiares e amigos levarem o vírus para dentro do estabelecimento.

Para evitar a disseminação do vírus, a Dra Rebecca, que é especialista em doenças infecciosas, tomou algumas medidas. Segundo ela, "os pacientes que estão na primeira admissão, ou seja, pacientes novos que vieram da comunidade, são isolados por um período antes de poderem circular pelo Hospital Santa Mônica como os demais. Geralmente a observação dura cerca de 6 dias, visto que o período médio de incubação da doença varia entre 5 e 5 dias e meio. O ideal seriam 14 dias, mas esse prazo se torna inviável, devido ao risco de piora do quadro psiquiátrico dos pacientes."

No Hospital Santa Mônica realizamos o exame PCR para detecção do vírus pelo Laboratório Fleury que é nosso parceiro nesta área, o resultado saí em até 48 horas.

Contamos com uma área de isolamento para pacientes que apresentarem sintomas respiratórios, estes serão encaminhados para um hospital geral para tratamento, ou em caso de inviabilidade de transferência, permanecerão no isolamento.

Após a resolução do quadro, eles podem ser admitidos e ficarão em observação por 6 dias como os demais. Com essas medidas é possível controlar a disseminação do vírus dentro do hospital de saúde mental.

Para conscientizar os pacientes, a Dra Rebecca instruiu a sua equipe a realizar palestras de orientação sobre a importância da higiene das mãos e de manter o distanciamento, evitando o contato físico. Além disso, a médica frisa que as oficinas que antes eram realizadas com muitas pessoas tiveram o seu número de alunos reduzidos, a fim de evitar a aglomeração em sala de aula.

Entendeu como é possível combater a infecção relacionada à assistência, inclusive em hospitais de saúde mental? O Hospital Santa Mônica leva o Dia do Combate à Infecção Hospitalar a sério, e aproveita para reforçar as medidas de segurança durante todo o ano.

Hospital Santa Mônica dispõe de uma área de 83 mil m², sendo 50 mil m² de mata nativa preservada e o restante de instalações confortáveis para pacientes com doenças mentais agudas e dependentes químicos. 

seta

O futuro do mercado de trabalho

12/05/2020 10:42

Para o Headhunter, especialista em recolocação executiva e sócio da OPTME RH, com 12 anos de experiência no mercado de capital humano, Marcelo Arone, toda crise acelera os processos de transformação, seja ela na sociedade, na vida dos indivíduos (pessoal + profissional) ou nos pequenos detalhes do dia a dia: “estamos em pleno processo de transformação no mercado de trabalho. São mais de 50 dias de isolamento social e já podemos observar que as mudanças, ao menos a maioria delas, são definitivas”.

Segundo ele, é preciso começar, isso para quem ainda não se deu conta, a pensar de uma outra forma. “Nós temos muitos exemplos positivos, já, de empresas que se adaptaram rapidamente ao sistema home office, por exemplo, ou que se adequaram para não precisar demitir. Mas a verdade é que tem muita gente esperando que a vida volte ao normal. Um “normal” que já não existe mais”, explica ele.

Marcelo lembra que já estávamos vivendo uma transição, se pensarmos em mudanças de carreira que aconteceram nos últimos tempos: “No caso da mão de obra, temos exemplo muito recentes de profissionais de diferentes indústrias que migraram para áreas de Tecnologia. Engenheiros, Economistas, Administradores que eram disputados por áreas, em teoria, mais “glamourosas”, como bancos, consultorias ou grandes empresas de consumo, trocaram a gravata pelos startups, fintechs e empresas de inovação”.

Vagas que já vinham crescendo e foram “turbinadas” pelo distanciamento social, em sua maioria, estão ligadas a área digital e ao consumo básico. São áreas clássicas de necessidade humana que Maslow nos ensinou no século passado: alimentos, segurança e saúde. Empresas que já tinham plataforma online de vendas largaram na frente, mas muitas se adaptaram em menos de 10 dias. Seguradoras, empresas de telemedicina, EAD, streamings, empresas que oferecem ferramentas de trabalho remoto e e-commerce tiveram que contratar com urgência pessoas em diferentes níveis no epicentro da crise, entre março e abril.

O especialista lembra que os setores que entraram em “quarentena” junto com as pessoas, mas não são itens de primeira necessidade, acabaram sofrendo uma quebra maior. “Esses mercados certamente vão demorar um pouco mais para voltar, dependendo mais da flexibilização das regras de distanciamento e à diminuição do pânico inicial do consumidor, como serviços de beleza, roupas, acessórios, eletrodomésticos e varejo em geral”, enfatiza.

O maior risco fica por conta dos setores que juntam fatores de risco para uma contaminação direta ou em massa: eventos ou shows com aglomeração, empresas aéreas que levam 200 / 300 / 400 pessoas num espaço fechado por algumas ou muitas horas e restaurantes com pouco espaço. “Por mais que as pessoas possam retomar a normalidade de “ir e vir”, o instinto de proteção será maior”, lembra ele, que segue: “ainda mais quando você corre o risco de chegar em casa e transmitir pra sua família. Antes que uma vacina ou imunização em massa seja efetivamente liberada, esses segmentos irão esperar um tempo maior de retomada”.

A grande questão é: o modo como as empresas estão encarando as mudanças trazidas pela pandemia vão falar muito sobre essa retomada. Observar esse período como de transição, muito mais do que apenas como um hiato no seu modo antigo de ser pode ser um indício de que há coisa boa vindo por aí, apesar dos pesares.

 

Quem é Marcelo Arone?

Marcelo Arone é Headhunter, especialista em recolocação executiva e sócio da OPTME RH, com 12 anos de experiência no mercado de capital humano. Formado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, com especialização em Coach Profissional pelo Instituto Brasileiro de Coaching, Marcelo já atuou na área de comunicação de empresas como Siemens e TIM, e no mercado financeiro, em empresas como UNIBANCO e AIG Seguros. Pelo Itau BBA, tornou-se responsável pela integração da área de Cash Management entre os dois bancos liderando força tarefa com mais de 2000 empresas e equipe de 50 pessoas. Desde então, se especializou em recrutamento para posições de liderança em serviços, além de setores como private equity, venture capital e empresas de Middle Market, familiares e brasileiras com potencial para investidores. Já entrevistou em torno de 8000 candidatos e atendeu mais de 100 empresas em setores distintos.

seta

Primeira Edição © 2011