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25 de maio – Dia Internacional da Tireoide

22/05/2018 17:19

O dia 25 de maio marca o Dia Internacional da Tireoide e nessa data é importante reforçar como anda a saúde dessa glândula, que é imprescindível para o bom funcionamento do corpo humano. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 60% da população brasileira terá algum nódulo na região ao longo da vida e 5% deles serão malignos.

Foi o que aconteceu com Carmelita Hack Citz, 40 anos, assistente social de Santa Catarina. Ela começou com uma certa dificuldade em engolir líquido - tomar um copo d’agua fazia com que engasgasse e começasse a tossir até perder o fôlego. “Achava que não era nada, mas se tornou muito frequente”, relata Carmelita. Os engasgos, conforme ela viria a descobrir nos próximos meses, era sinal de nódulos na tireoide.

Dra. Debora Danilovic, médica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e da Unidade de Tireoide da Faculdade de Medicina da USP, esclarece que os nódulos na glândula da tireoide não apresentam sintomas em seus estágios iniciais, o que torna o diagnóstico muito difícil. “Esse tipo de câncer geralmente não tem sintomas, não é assim tão fácil de percebê-lo a olho nu ou à palpação. Somente nódulos maiores podem ser percebidos pelo paciente com aumento do volume do pescoço.  Raramente causam sintomas como falta de ar ou dificuldade para engolir por compressão de via aérea ou digestiva. Rouquidão pode ser um sinal de alerta para o câncer de tireoide”, explica a médica.

“A maioria dos casos de câncer de tireoide não são familiares. Conhecemos alterações moleculares relacionadas ao câncer, mas as causas destas alterações nem sempre são conhecidas. Sabemos, por exemplo, que exposição a grandes doses de radiação pode predispor ao câncer”, explica a especialista. No caso de Carmelita, foi comprovado que seus nódulos, além de estarem em estágio avançado, eram malignos. “Quando ele me disse que era câncer, eu me assustei muito. A palavra câncer tinha uma conotação muito forte para mim, significava morte. Até então, nunca tinha ouvido falar de câncer de tireoide, nem sabia que existia. Conheci a partir do meu caso, só depois que conheci várias outras pessoas com o mesmo diagnostico”, relata a paciente.

Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) divulgou uma estimativa de 9.610 casos de câncer de tireoide no Brasil. Esse é o quinto tipo mais comum em mulheres e, além disso, se tornam mais frequentes – e perigosos – conforme a idade vai avançando.

Tratamentos

Quando a doença é diagnosticada, o tratamento se dá pela cirurgia de retirada total da tireoide, seguida de uma reposição hormonal pelo resto da vida que substitui a glândula. Em outros casos, é preciso complementar o tratamento com iodoterapia. Após a retirada da glândula, Carmelita não precisou fazer outros tratamentos e apenas faz uso diário de reposição do hormônio levotiroxina.

Nos tipos mais agressivos e em estágios mais avançados da doença, o tratamento pode não surtir efeito, fazendo necessário o uso de terapias alternativas. Para esses casos, o paciente tem como opção o tratamento com sorafenibe (Nexavar, da Bayer), aprovado pela ANVISA, que inibe o crescimento do câncer e reduz a formação de novos vasos sanguíneos que nutrem o tumor. 

Bayer: Science For A Better Life (Ciência para uma Vida Melhor)

A Bayer é uma empresa global focada em Ciências da Vida nas áreas de cuidados com a saúde humana e animal e agricultura. Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar as pessoas e melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a companhia objetiva criar valor por meio da inovação. A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e com suas responsabilidades sociais e éticas como uma empresa cidadã. Em 2016, o grupo empregou cerca de 115 mil pessoas e obteve vendas de € 46.8 bilhões. Os investimentos totalizaram € 2.6 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 4.7 bilhões. Esses números incluem os negócios de polímeros de alta tecnologia, que foram lançados no mercado de ações como companhia independente nomeada Covestro, em 06 de outubro de 2015. Para mais informações, acesse www.bayer.com.br.

 

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Crianças que já nascem com a tecnologia na ponta dos dedos

17/05/2018 00:20

O ser humano tornou-se tecnológico, mas também se destaca por ser criador e consumidor. Com a tecnologia avançando cada vez mais rápido, a maneira de adquirir aprendizado e o conhecimento vem mudando. Os filhos já nascem com uma predisposição a aprender ou se familiarizar com tecnologias que hoje em dia são comuns como, smartphones, tablets, aplicativos, jogos e computadores.

A coach familiar, Valéria Ribeiro, explica que “vivemos num mundo onde tudo é tecnológico, de entregas rápidas, de soluções imediatas, onde as relações são virtuais e não mais pessoais. Neste mundo não há espaço para a espera e para o amadurecimento”.

Os pais, em sua maioria, já não possuem essa familiaridade ou até mesmo não faz falta na rotina. Preferem utilizar o telefone ou o celular com funções básicas. Entretanto, como as novidades vão se incorporando as tarefas do dia a dia, os pais necessitam aprender a utilizá-las e por isso, recorrem aos filhos que estão habituados desde pequenos a utilizarem equipamentos ou aparelhos eletrônicos e as últimas novidades.

Neste ponto, os filhos passam a ensinar os pais, papel contrário do que estamos acostumados onde por imitação os filhos aprendem lições, comportamento e hábitos diários. Os pais tendem a ter comportamentos e hábitos mais tradicionais e podem vi a possuir uma barreira de aprendizado por não nascerem em meio a tecnologia.

Entretanto, essa inversão de papeis, neste contexto, pode ser uma estratégia para os pais se aproximarem dos filhos, afinal a grande maioria dos adolescentes e jovens adoram a tecnologia e vivem sem ela. Pedir ajuda aos filhos para aprenderem como funciona um celular ou determinado aplicativo pode melhorar a autoestima dele.

É certo que por vezes eles não terão muita paciência para ensinar os pais, farão de forma rápida e dirão “pronto é assim”, é claro que precisão nesta hora um pouco de jogo de cintura, fazer algumas piadas, tais como: “tenha paciência, sua mãe ou pai está velhinho (a), faz um pouco mais devagar para que eu possa entender”. Ou mesmo os pais podem dizer que em relação a tecnologia eles são mais inteligentes, tem mais conhecimento e isso não é demérito para nenhum pai ou mãe. Isso pode ajudar ao filho querer aprender mais, pois saber algo mais que os pais é tudo de bom e os pais ainda reconhecerem não tem preço.

Porém, os pais, apesar deste ponto positivo, precisam estar atentos ao uso excessivo da tecnologia, pois pode causar problemas em jovens que são rodeados a todo momento e que precisam de eletrônicos para completar tarefas diárias ou até mesmo para interagir, mas essa isso é conversa para outro artigo.

Serviço: Valeria Ribeiro

Coach Familiar, especializada em Psicologia e Desenvolvimento Humano

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As alegrias de um aposentado

02/05/2018 12:19

Algumas pessoas celebram felizes a aposentadoria. Outras a recebem com um certo sofrimento. De minha parte tive uma sensação de vazio quando me aposentei.

Juiz aposentado, professor aposentado? Isto não é profissão. A condição de aposentado não desmerece ninguém.  Contudo não define uma profissão.

Certo dia veio a inspiração e eu me autodefini: sou um Professor itinerante. E é isso que tenho feito. Ministro seminários e profiro palestras pelo Brasil afora.

Se o aposentado sentir-se feliz, sorvendo simplesmente a aposentadoria, essa atitude não merece qualquer reparo. Ele fez jus ao que se chama ócio com dignidade (otium cum dignitate).

O pedagogo tcheco Comenius ensina:

“No ócio, paramos para pensar. Paramos externamente para correr no labirinto do autoconhecimento. Não se trata de perder o tempo, mas de penetrar no tempo para mergulhar no essencial.”

Se quem se aposentou deve desfrutar da aposentadoria serenamente, numa situação inversa a aposentadoria não tem de marcar, obrigatoriamente, um encerramento de atividades.

O aposentado tem experiência e pode transmitir experiência, o que resulta num benefício para a sociedade.

Triste é constatar que, em algumas situações, a aposentadoria é insuficiente para os gastos da pessoa e de sua família obrigando o aposentado a trabalhar para complementar o parco benefício que lhe é pago. Nestas hipóteses, estamos diante de um grande desrespeito à dignidade da pessoa humana.

Se alguma diferença devesse ser estabelecida entre ativos e inativos seria para aquinhoar com favorecimento os inativos, uma vez que a idade provecta cria gastos com saúde, que normalmente não alcançam os servidores mais jovens.

No meu caso não continuei trabalhando para suplementar renda, mas sim para atender um apelo existencial.

Gosto de viajar, alegra-me conhecer lugares e pessoas, minha mulher também gosta e aí vamos nós desbravando o Brasil. 

 

 

João Baptista Herkenhoff

É juiz ce Direito aposentado (ES), palestrante e escritor.

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01 de maio Dia do Trabalhador

30/04/2018 11:33

Preocupações com as finanças geram estresse, diminuição da capacidade de focar no trabalho e absenteísmo, segundo recente pesquisa realizada em empresas dos Estados Unidos e Canadá. Lá, dois terços das corporações oferecem educação financeira para ajudar seus funcionários a gerenciar suas finanças pessoais.

Isso porque quatro em cada cinco empregadores têm consciência de que as questões financeiras são um tanto, muito ou extremamente impactantes no desempenho dos funcionários no trabalho. No Brasil, diversas empresas já oferecem palestras e cursos de educação financeira aos seus colaboradores.

Se você está com dificuldades financeiras, dívidas ou em situação de inadimplência, veja algumas orientações para não comprometer seu desempenho no ambiente de trabalho:

Administre bem seus ganhos

Quando pensar em ganhos, não se restrinja ao salário. Vales alimentação e refeição, bônus, participação nos lucros, 13º salário e até mesmo plano de saúde devem ser considerados e bem administrados.

Procure manter os gastos com almoços e no mercado dentro dos valores diários e mensais dos vales refeição e alimentação, para não ter que destinar parte do salário para tais despesas.

Caso esteja endividado ou inadimplente, não utilize rendas extras para quitar dívidas sem antes conhecer todos os seus débitos. Dê preferência aos de serviços essenciais (como água, luz e aluguel) e sobre as quais incidem mais juros, como cheque especial e cartão de crédito.

Atente-se ao empréstimo consignado

Os juros baixos do empréstimo consignado – em comparação a outras modalidades – se dão porque o pagamento está atrelado ao salário, com desconto em folha. Pode ser uma boa saída em caso emergencial, para conter uma dívida, mas ele pode não resolver o problema e levar a outros ainda maiores.

Isso porque o padrão de vida é diminuído drasticamente, com redução no salário que pode chegar a 35%. Faça uma boa reflexão e analise se o valor descontado não fará falta no pagamento dos compromissos essenciais mensais.

Faça um diagnóstico financeiro

Conheça exatamente o seu padrão de vida e economize para sair das dívidas. Isso mesmo, é preciso mudar hábitos e comportamentos que levaram a essa situação em primeiro lugar.

Faça um diagnóstico financeiro e veja de que forma gasta seu dinheiro e quais despesas pode reduzir ou eliminar para sair do endividamento e inadimplência. Anote por 30 dias (ou 90, se tiver renda variável) todos os seus gastos.

Sabendo o quanto poderá dispor mensalmente para pagar a divida, negocie então com banco e credores. Com os valores economizados de bônus, 13º salários e outras rendas extras, terá força para renegociar e quitar toda ou boa parte da dívida. 

Aproveite as horas livres

Em seu período de almoço e horas de descanso, procure se alimentar bem, praticar esportes, descansar e passar bons momentos com familiares e amigos. Ninguém está livre de passar por problemas assim, que são resolvidos com educação financeira, e tão importante quanto cuidar deles é preservar a sua saúde física e mental.

Reinaldo Domingos é Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do InfoMoney e da Rádio Bandeirantes. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

 

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A Reinvenção da Política

26/04/2018 12:14

 

O Brasil que eu quero é o prometido nas campanhas políticas e nunca entregue. Vivemos num mundo de tecnologia, robótica e inteligência artificial e a sociedade passa por uma profunda transformação econômica, tecnológica e social, mas a política não acompanhou esses movimentos. Temos um vazio de poder e de consenso perigosos para o futuro, originado por um minimalismo municipal e regional promotor de um sistema de trocas e favores entre a União, Estados, municípios e empreiteiras neles interligadas para a compra e venda de poder. A eleição, como parte da democracia, serve mais para proteger corruptos, pois um mandato poderá postergar infinitamente um julgamento na Justiça.

 Por indignação e desesperança, entre 60% e 75% dos cidadãos não acreditam que os políticos ainda sejam seus legítimos representantes. Pesquisas internacionais mostram que apenas 7% das pessoas no Brasil ainda acreditam nos partidos, as instituições menos confiáveis. Sua qualidade é inversamente proporcional a quantidade. São 35 registrados no Tribunal Superior Eleitoral e 27 deles atuam no Congresso, uma pulverização que dificulta a tomada de decisões, a adoção de reformas e fertiliza o terreno para a corrupção. A taxa de renovação dos dirigentes nacionais dos partidos foi de apenas 25% em uma década. Não formaram novas lideranças. São vistos atualmente como castelos medievais onde funcionam casas de negócios, nas quais inexistem proteções até para que um candidato que queira, possa desempenhar bem a sua candidatura e posterior mandato. Os partidos trabalham para seus interesses financeiros e a política ganhou má fama, perdeu o seu sentido nobre e passou a ser entendida como lugar de malandros. São a única forma de tomar e conservar o poder numa democracia, mas não unificam mais doutrinas ou interesses sociais, levando para a falência do Estado Democrático de Direito.

Os marqueteiros, especialistas em ilusionismo, evitam tratar da ética de seus patrões e transformaram o processo eleitoral numa repetição enfadonha. Em 2013 e 2015 o povo foi para a rua, numa festa sem nenhuma conexão com o dia seguinte. A geração jovem não é guiada pela lealdade partidária, mas pela necessidade de apoiar candidatos que personifiquem suas próprias causas. Hoje, a maioria das pessoas gostam de se diferenciar por raças, religiões, gêneros, sexo, cor da pele, nacionalidades. Isso são apenas árvores, mas a política precisa olhar a floresta. A política, como meio de conexão entre os indivíduos e a sociedade, não criou mecanismos de participação e as pessoas não se interessaram em participar. O que consolida uma democracia, nem é o voto, nem é o governo, e sim uma sociedade educada e libertária. Dessa forma, pode vir quem vier.

A representatividade política é a matriz de todas as crises e sua reforma tem que vir de uma mobilização social não manipulada que deve anteceder a construção política, um novo olhar nas estruturas formais e institucionais do poder. Se queremos mudar alguma coisa, temos que ter atitude, conscientes que o novo não é o dono da verdade e que pode ser pior do que o velho. A educação de qualidade e a tecnologia cívica poderão nos levar a uma reinvenção da política, transformando eleitores em cidadãos. Gosto de megatendências e um livro tempos atrás me mostrava como seria o fim da atual democracia representativa. Os parlamentares de no máximo cinco partidos, argumentavam, discutiam, debatiam um determinado tema no Congresso e era marcado dia e hora da votação e, em praça pública, os cidadãos votavam através de seus celulares, instalados em relógios de pulso. Como na Grécia antiga, berço da democracia, mas com alta tecnologia.

Por *Geoberto Espírito Santo

*Engº, Prof. aposentado do CTEC – UFAL e membro da Associação Alagoana de Imprensa

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Primeira Edição © 2011