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Conheça os benefícios do damasco

15/03/2018 18:53

Fruta tropical das épocas mais quentes do ano, o damasco, além de muito saboroso, reserva um arsenal de vantagens para quem o consome.  Boa parte dos benefícios do alimento se dá por conta da grande quantidade de betacaroteno, que é um precursor da vitamina A, que o mesmo possui na composição. “É uma substância que fortalece o sistema imunológico, além de ser benéfica para a saúde da pele e de outros órgãos, principalmente dos olhos”, afirma Cyntia Maureennutricionista e consultora da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis.

Segundo a profissional, outro relevante componente do damasco é o licopeno. “Pelo fato de impedir a oxidação das células do corpo, é essencial para a saúde do fígado, pulmões e coração. Para os homens, é ainda mais importante, já que o licopeno reduz significativamente o risco de desenvolver câncer de próstata”.

Fósforo, cálcio, ferro, potássio e vitaminas K, C, B3 e B5, também não faltam no damasco. “Ainda contém minerais, como o cobre que, além de auxiliar na absorção do ferro, ajuda contra a anemia e na produção de hemoglobina, que é útil para as mulheres que experimentam um fluxo pesado durante os períodos menstruais”.

A nutricionista conta que comer a fruta, a versão desidratada ou geleias feitas com 100% da fruta, ajuda no trato do sistema digestivo, pois age como um laxante para liberar os resíduos indesejados. “Essa versão seca e a geleia também disfarçam a vontade de ingerir doces extremamente calóricos”, complementa.

Por fim, a consultora da Superbom destaca que o consumo do damasco deve estar alinhado com uma dieta balanceada. “Ao ingerir a fruta regularmente e seguir uma dieta equilibrada associada a exercício físico regular, o indivíduo conseguirá aproveitar em sua totalidade todos os benefícios que o alimentooferece”, finaliza.

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14 de março Dia do Consumidor

13/03/2018 18:07

A pouco mais de uma semana para o Dia do Consumidor Brasil, o Buscapé, líder global em comparação de preços, prepara-se para o boom de sua quinta edição no Brasil. A data, criada pela companhia em 2014, já é uma das mais importantes do calendário nacional do e-commerce. Dentre as três principais categorias mais desejadas pelo consumidor está eletrônicos, com 8% da intenção de compras, seguida por telefonia/celulares e cuidados pessoais/cosméticos/perfumaria, com 7% cada uma.

“A expectativa de acessos para a data é de 4 vezes mais que um dia normal, índice que deverá ser impulsionado pela previsão da alta do número de pedidos, passando de 421 mil em 2017 para 479 mil neste ano. O consumidor espera encontrar bons descontos na data, especialmente quem não conseguiu aproveitar boas ofertas no saldão, em janeiro, ou deseja antecipar o presente do Dia das Mães”, explica Fábio Sakae, VP de Marketing e Produto do Buscapé.

De acordo com o levantamento direto com o consumidor, 28% dos entrevistados conhece a data através das redes sociais, ferramenta importante para o varejista online. Outro fator interessante, que chama atenção para a data neste ano, é a quantidade média de intenção de compra, que subiu de 2,9 para 3,6 produtos.

O Buscapé aposta na data e investirá de forma expressiva na divulgação. "Faremos investimentos on e offline, com campanhas publicitárias 360o em rádio, canais de TVs aberta e fechada e nas redes sociais", informa Sakae.

Confira o top 10 dos itens mais desejados para a data:

Eletrônicos, com 8%

Telefonia/Celulares, com 7%

Perfumaria/Cuidados Pessoais, com 7%

Eletrodomésticos, com 6%

Moda e Acessórios, com 6%

Informática, com 5%

Livros, com 4%

Casa e Decoração, com 4%

Alimentos e Bebidas, com 4%

Acessórios Automotivos, com 3%

 

Sobre o Buscapé: líder em comparação de preços no Brasil, o Buscapé, que recebe mensalmente mais de 60 milhões de visitas, compara preços de mais de 25 milhões de produtos vendidos por 8,5 mil lojas.

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Malha fina - saiba o que é e os principais erros dos contribuintes

07/03/2018 09:27

Começou o período de entrega da DIRPF - Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2018, ano base 2017 – e, com isso, o medo de grande parcela de contribuintes de caírem na malha fina.

Mas, o que é esse termo e por que causa tanto medo?

"O contribuinte realmente deve se preocupar em não cair na malha fina, pois essa se refere ao processo de verificação de inconsistências da declaração do imposto IRPF, assim, caso o sistema da Receita Federal perceba alguma informação está errada, separa a declaração para uma análise mais apurada. E, caso perceba erros, chama o contribuinte para ajustes ou até mesmo inicia investigações e cobra de atrasados e multas", explica o diretor executivo da Confirp Contabilidade Richard Domingos.

Assim, a malha fina é praticamente uma "peneira" para os processos de declarações que estão com pendências, impossibilitando a restituição.

"Para evitar a malha fina, é interessante que o contribuinte inicie o quanto antes o processo de elaboração da declaração, pois poderá fazer com mais calma, buscando documentos que faltam e ajustando possíveis inconsistências", recomenda o diretor da Confirp.

A preocupação deve ser grande, pois apenas em 2017 foram 747.500 contribuintes que ficaram nessa situação, das 30.433.157 declarações entregues. Veja quadro feito com dados da Receita Federal:

Estatística de malha fina

2016

2017

Declarações de Imposto de Renda entregues à RFB

29.542.894

 

30.433.157

 

Declarações Retidas na malha fina

771.801

2,6%

747.500

2,5%

Principais motivos:

 

 

 

 

Omissão de Rendimentos de Titular e Dependentes

409.054

53,0%

506.975

67,8%

Informações declaradas divergentes da fonte pagadora

293.284

38,0%

261.220

34,9%

Dedução Indevida de Prev Privada, Social, Pensão Alimentícias

277.848

36,0%

133.875

17,9%

Valores incompatíveis de Despesas Médicas

162.078

21,0%

146.891

19,7%

Características de Declarações Retidas em Malha:

 

 

 

 

Declaração com Imposto a Restituir

 

75,0%

 

71,6%

Declaração com Imposto a Pagar

 

22,0%

 

24,5%

Declaração sem imposto a pagar ou a restituir

 

3,0%

 

3,9%

Fonte: Receita Federal

A Confirp detalhou melhor os pontos que podem levar à essa situação:

  1. Não lançar na ficha de rendimento tributáveis, os rendimentos provenientes de previdências privadas, quando não optantes pelo plano regressivo de tributação;
  2. Não lançar a pensão alimentícia recebida como rendimentos na ficha de rendimento tributáveis recebidos de pessoa física;
  3. Não lançar rendimentos tributáveis, isentos ou tributados exclusivamente na fonte dos dependentes relacionados na declaração de imposto de renda;
  4. Lançar valores na ficha de rendimentos tributáveis diferentes daqueles relacionados nos informes de rendimento [Rendimento tributável, Imposto Retido, etc];
  5. Lançar como na ficha de pagamentos efetuados na linha previdência complementar valores pagos a previdência privada do tipo VGBL, apenas PGBL é dedutível do imposto de renda;
  6. Não informar o valor excedente aos R$ 751,74 recebidos referente parcela isenta da aposentadoria do contribuinte ou dependente que tenha mais de 65 anos na Ficha de rendimentos tributados;
  7. Lançar valores de rendimentos tributados exclusivamente na fonte na ficha de rendimentos tributados;
  8. Não preencher a ficha de ganhos de capital no caso de alienação de bens e direitos;
  9. Não preencher a ficha de ganhos de renda variável se o contribuinte operou em bolsa de valores;
  10. Deixar de relacionar na ficha de pagamentos efetuados os valores reembolsados pela assistência médica, seguro saúde ou outros, referente a despesa médica ou com saúde do contribuinte ou dependentes;
  11. Relacionar na ficha de pagamentos efetuados pagamentos feitos como pensão alimentícia sem o amparo de uma decisão judicial, acordo judicial ou acordo lavrado por meio de escritura pública;
  12. Não relacionar nas fichas de bens e direitos, dívidas e ônus, ganhos de capital e renda variável, valores referentes a dependentes de sua declaração;
  13. Não relacionar valores de aluguéis recebidos de pessoa física na ficha de rendimento de pessoa física;
  14. Não abater comissões e despesas relacionadas a aluguéis recebidos na ficha de rendimentos recebidos de pessoas físicas ou na ficha de rendimentos recebidos de pessoa jurídica;
  15. Lançar os mesmos dependentes quando a declaração é feita em separado pelos cônjuges ou ex-cônjuges;
  16. Lançar como plano de saúde valores pagos por empresas a qual o CONTRIBUINTE ou DEPENDENTE é funcionário ou sócio sem que o mesmo tenha feito o reembolso financeiro à referida empresa.

Fonte - Confirp Contabilidade

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Mulheres no poder: termômetro da democracia

28/02/2018 09:56

Em ano eleitoral, nunca é demais relembrar a baixa representatividade das mulheres nas estruturas de poder.

Nossa memória é um laboratório onde se dá a nossa revelia combinações arbitrárias e inesperadas. Guardamos arquivos. Diferente do computador, não acessamos por palavras-chaves, mas, especialmente, por afetos, sentimentos e emoções.

Os leitores e leitoras destas mal traçadas tiveram sua formação inicial, na grande maioria, pelas mãos e olhar de uma mulher. Este texto nasce desta lembrança.

Vale frisar que o desperdício de talento feminino, debilita a economia, empobrece os debates, o abuso das mulheres corrompe a sociedade e sua seletiva marginalização enfraquece o sistema político. A presente desigualdade na representação é ruim para todo o tecido social, sobretudo em cidades de pequeno e médio porte.

Pensemos dois exemplos: por qual razão apenas uma única mulher ocupou o Ministério da Educação ou por outro ângulo, contudo, de semelhante incidência – por que nenhuma mulher assumiu até hoje a presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em âmbito nacional?

Como ilustração, veja o que ocorre nas Prefeituras de algumas metrópoles, todas a contar do ano de 1900. São Paulo terá seu 53º prefeito em 2020. Apenas duas mulheres.

Rio de Janeiro elegerá o 52º nenhuma mulher, o Pará elegerá o 52º zero de mulheres; o Rio Grande do Norte, 03 mulheres, em 40 escolhas ou indicações.

Mato Grosso, em 26 oportunidades também apenas 03 mulheres e fechando as cinco regiões : no sul, em Porto Alegre, teremos o 33º prefeito – e a presença feminina ainda não foi registrada na prefeitura.

Sabemos que os dias que correm nos cobram estranhar conformidades, desafiar lugares comuns e sobretudo mudar o discurso. Ousar mudar. Em última instância, cada professor é guardião do bem comum, ou deveria ser.

Em uma conhecida passagem do livro dos livros está registrado: Ide e ensinai o Evangelho a toda criatura.

Vejam: o verbo é ensinar. Nasce aí a profissão mais antiga do mundo: o professor. Em nossa sociedade o correto seria dizer a professora, pois em São Paulo, dos 204.166 professores estaduais, 74,5% são mulheres, dados do Governo do Estado de São Paulo, referentes ao ano de 2016.

Se quisermos aprender a resolver determinados problemas, teremos que começar por aprender a pensá-los de outra forma, especialmente na saúde, na educação e na segurança pública. Considero um tipo de violência a falta de mulheres em pontos e postos-chaves do sistema educacional. Vale o mesmo para o sistema financeiro e político.

Sigo na busca permanente de um humanismo sempre mais generoso, certo de que a educação não é outra coisa senão o esforço que humanos fazem, estando ou não perto uns dos outros, para responder a uma mesma pergunta: como nos tornar cada vez mais humanos? Uma representatividade mais equilibrada pode ser um bom caminho. Simples assim!

 

Ronilson de Souza Luiz, pós-doutor em educação pela PUC-SP (profronilson@gmail.com)

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Como é feita a reconstituição de um crime?

26/02/2018 14:57

A reprodução simulada dos fatos, popularmente conhecida como reconstituição de crimes, é o processo de simular as circunstâncias e o ambiente onde alguma transgressão foi praticada por meio de evidências e depoimentos. Do ponto de vista técnico, a expressão “reconstituir” é incorreta, pois a prática busca apenas documentar, e não refazer, o ato criminoso. Na prática, é usada para verificar e determinar a mecânica e o modus operandi do criminoso, bem como esclarecer aspectos do crime, identificar possíveis agravantes ou até premeditação. A reconstituição está prevista no art. 7º do Código do Processo Penal, mas desde que a simulação dos fatos não contrarie a ordem pública ou a moralidade do acusado.

1. A reprodução simulada dos fatos é mais comum na apuração de acidentes de trânsito, crimes de homicídio e contra o patrimônio. Ela nunca é feita caso ofenda a moralidade e a ordem pública ou traga riscos à sociedade. O grau de complexidade do caso é que define se a reconstituição será necessária. Além disso, para manter a fidelidade do processo, é essencial a presença do(s) autor(es) do crime bem como a das testemunhas

2. A autoridade policial, normalmente um delegado, tem o poder de solicitar e realizar a reprodução caso conclua que o ato pode esclarecer os fatos do delito, sem a necessidade de autorização judicial. Ela também pode ser requisitada por um juiz para ajudar na análise do processo, e também pelo representante do acusado, caso seja imprescindível para a denúncia

3. A legislação omite a responsabilidade pela simulação, mas normalmente ela fica a cargo dos peritos oficiais e da equipe que participou do início da investigação, em conjunto com o delegado que a solicitou. Como geralmente busca esclarecer casos complexos, a equipe precisa solucionar dúvidas de posicionamento, distância e obstáculos ligados ao crime, bem como identificar o papel dos suspeitos caso haja outros indivíduos envolvidos no delito

4. A simulação é realizada no mesmo local onde ocorreu o crime, a fim de determinar distâncias, duração e tempo hábil para praticá-lo. Há fatores que são cruciais na reprodução: horário do crime, réplicas das armas usadas, roupas de tipos e cores semelhantes, veículos de marcas, modelos e cores semelhantes e até sons ouvidos no momento da transgressão. Condições climáticas extremas, como chuvas torrenciais e ventos fortes, são difíceis de simular e podem influir na análise da verdade

5. O indiciado ou réu, pelo direito de não se autoincriminar, pode se recusar a participar da simulação sem caracterizar desacato à autoridade – no entanto, é a sua chance de confirmar e validar sua versão dos fatos. Caso concorde, as autoridades se responsabilizam pela sua proteção, assim como pela vigilância do local, afastando curiosos e imprensa. Elas também inibem tentativas de fuga ou de resgate do acusado

6. A participação da(s) vítima(s) e testemunha(s) é importante para construir uma visão externa dos fatos, podendo confirmar ou desbancar teorias formuladas pelos peritos envolvidos. Elas têm o direito legal de se recusar a participar sem quaisquer represálias, afinal podem temer pela própria segurança ou não querer reviver o acontecimento. Se estiverem abaladas, sua participação pode até atrapalhar a simulação

7. A partir das versões do réu e das testemunhas, que são acompanhados pelos advogados ou representantes do Ministério Público, os peritos e técnicos conduzem a simulação desde o início. É comum que a autoridade direcione perguntas ao acusado para elucidar dúvidas a respeito da dinâmica dos fatos, com o cuidado de não pressionar o acusado a declarar algo contra sua vontade ou desviar sua declaração

8. A encenação do crime pode durar de três a cinco horas, e até dias, dependendo do modus operandi utilizado, distâncias percorridas pelo réu, ou se for necessário estender a simulação a mais de um local. Caso uma reprodução não solucione dúvidas específicas ou levante novas questões para a investigação, uma nova simulação mais objetiva pode ser solicitada pelo delegado, promotor ou juiz do processo

9. Toda a reprodução simulada é documentada pela equipe de investigação por meio de fotografias e filmagens. Como se trata de provas indiciárias adquiridas pela perícia, fotos e vídeos da simulação têm grande valor para a investigação, ajudando a traçar a dinâmica utilizada pelo transgressor no momento do crime. Com os elementos em mãos, é o próprio delegado que decide o que será usado no processo do réu

10. As provas indiciárias escolhidas, devidamente numeradas e descritas, são usadas como documento no laudo pericial, que é reunido ao inquérito policial ou ação penal. Mesmo com ampla aceitação, há processualistas que questionam o valor da reprodução simulada, afirmando que se trata apenas de um método de solucionar dúvidas, não sendo capaz de gerar novas provas ou elementos autônomos no inquérito policial

Pergunta da leitora – Tabata Zara, Tremembé, SP

CONSULTORIA André Luiz Bermudez Pereira, delegado e secretário-geral da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (Adepol-SC), e Juliano Pedrini, investigador e vice-presidente do Sindicato de Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol/SC) / FONTES Artigo A Reconstituição do Crime no Processo Penal Brasileiro, de Antoniel Souza Ribeiro da Silva Júnior; site Boletim Jurídico

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Primeira Edição © 2011