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Nódulos de Tireoide: de problemas para engolir ao câncer

01/02/2018 17:49

Um nódulo de tireoide pode ser definido como um grupo de células que se desenvolveu e cresceu na glândula tireoide. Os nódulos podem ter várias causas, como alterações normais da própria glândula ou até tumores, benignos ou malignos. “Não se sabe ao certo o que ocasiona esse tipo de, mas se conhecem alguns fatores de risco, como exposição à radiação, idade e sexo. Mulheres são mais propensas a desenvolver os nódulos, porém os homens sofrem com mais casos de câncer”, comenta a Dra. Amália Lucy Querino, médica endocrinologista, Professora da Faculdade de Ciências Médicas IPEMED, que atende casos como esse em seus consultório no Leblon.

Ela acrescenta que a maioria dos casos não há os sintomas tão claros, mas podem ocorrer: dor no pescoço, problemas para engolir e respirar, entre outros, principalmente quando já estão maiores, com cerca de 4 cm. “Ajuda médica deve ser buscada, caso o paciente sinta alguma espécie de caroço no pescoço, pois esses casos precisam ser analisados e talvez seja necessária a realização de uma biópsia com uma agulha fina, procedimento sem grande complexidade, que se faz guiado por ultrassonografia da tireoide”, comenta.
Por se tratar de um órgão superficial e de localização no pescoço onde vemos e tocamos com frequência normalmente se verifica o aparecimento do nódulo através do exame físico pessoal. Após isso, o médico irá fazer uma série de exames para diagnosticar e tratar a condição.
Dra. Amália explica que o tratamento vai depender se é cancerígeno ou não. “Recomenda-se cirurgia para retirar o nódulo quando a biópsia mostra evidência cancerígena, ou nos casos onde os sintomas de falta de ar, engasgos, rouquidão e dificuldade para engolir se tornam intensos. No caso de não ser cancerígeno, muitas vezes não é necessário nem tratamento, apenas um acompanhamento anual com ultrassonografia do pescoço é o suficiente”.
Não há grandes formas de se prevenir o aparecimento de um câncer de tireoide, mas evitar exposição da glândula à radiação em exames como Rx tórax e odontológicos usando um protetor (fornecidos nos locais de exame) a única A melhor maneira de forma de lidar é observando e, em caso de alguma desconfiança, ir a um médico.
Amália Lucy Querino

Clínica Geral e Endocrinologista

Professora da Faculdade de Ciências Médicas IPEMED

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O que a lei brasileira considera como estupro?

25/01/2018 12:39

O que a lei brasileira considera como estupro?© Mundo Estranho O que a lei brasileira considera como estupro?

A lei no 12.015, de 2009, denomina que estupro é “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou a permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Isso pode incluir vários delitos (veja abaixo). A lei original sobre estupros é de 1940 e havia sido reformada pela última vez em 1990, quando o crime virou hediondo. Nessa nova alteração, as principais mudanças foram o entendimento como “estupro” mesmo para atos em que não houve a penetração e a retirada do termo “mulher”, de modo que a lei agora vale para todos os gêneros.

O fato de ser crime hediondo implica que é inafiançável – o que não significa que o suspeito não possa ficar livre por outros meios, como habeas corpus e liberdade provisória. Apesar dos vários projetos parlamentares a respeito, não há ainda uma lei exclusiva e mais severa para a prática do estupro coletivo. Quando isso ocorre, os réus são julgados individualmente.

Vale saber: desde 2013, a lei 12.845 obriga o SUS a prestar atendimento emergencial a todas as vítimas, oferecendo inclusive tratamentos, pílulas contra o HIV, exames e até aborto. Ah, e caso a acusação seja comprovadamente falsa, o réu é liberado e o acusador é indiciado no crime 329 de denunciação caluniosa.

1. Para ser considerado estupro, o ato precisa obrigatoriamente possuir cunho sexual, como passar a mão nos genitais ou prender alguém contra a parede. Uma carícia no cabelo, por exemplo, por mais indesejada que seja, não se enquadra. Se, mesmo assim, a vítima quiser registrar um boletim de ocorrência, é preciso que os responsáveis pelas próximas etapas do caso concordem com a vítima. Isso inclui o delegado, que abrirá o inquérito, o promotor, que registrará a denúncia, e o juiz, que julgará a sentença final

2. Apenas a palavra da mulher contra o agressor já é o suficiente para que se abra um inquérito, mas, para sustentar a acusação, é necessária pelo menos uma prova. O ideal é que seja feito o exame de corpo de delito logo em seguida ao ato. Como ele precisa ser solicitado por uma autoridade, como um delegado ou promotor, é importante que a vítima faça a denúncia. O uso de gravações e os depoimentos de testemunhas também podem ajudar

3. O juiz do caso pode discordar da condição de estupro. Em agosto de 2017, um homem ejaculou em uma mulher em um ônibus em São Paulo. Na audiência de custódia do caso, o juiz responsável entendeu que “não houve violência ou constrangimento” e, portanto, não era estupro, mas sim “importunação ofensiva ao pudor”. Esse episódio desencadeou diversas discussões a respeito da subjetividade da lei. Isso porque há crimes como o assédio sexual (que só pode ocorrer no ambiente de trabalho) que podem ser facilmente confundidos com o estupro. Mas também porque há juízes despreparados para lidar com a situação

4. O Código Penal prevê três penas para estupro: de seis a dez anos de prisão para casos simples; de oito a 12 anos se a conduta resultar em lesão corporal de natureza grave ou se a vítima tiver entre 14 e 18 anos; e de 12 a 30 anos se a vítima morrer. Ainda há alguns agravantes que podem aumentar a pena, como o estuprador ser membro da família ou o crime causar gravidez

5. Se o agressor for menor de idade, essas penas não se aplicam. Caso ele seja menor de 12 anos, não há punição, apenas medidas de proteção (para impedir que ele sofra algum castigo). Se ele tiver entre 12 e 18, são aplicadas medidas socioeducativas, que podem variar de advertências até internação em fundações

6. Se a vítima tiver menos de 14 anos, o crime passa a ser “estupro de vulnerável” e recebe uma pena de oito a quinze anos. A lei entende que, abaixo dessa idade, a criança não possui discernimento para consentir com qualquer prática sexual. Portanto, é sempre crime. Ah, e vale lembrar: apesar de muito difundido pela mídia, não existe o crime “pedofilia”. Esse termo se refere a um distúrbio mental que pode resultar em um crime (estupro de vulnerável) ou não

Como denunciar um crime de estupro

1. O primeiro passo é procurar rapidamente a delegacia mais próxima. Caso prefira, há delegacias especializadas apenas em mulheres por todo o Brasil

2. Na delegacia será feito o boletim de ocorrência, que abrirá o inquérito contra o agressor, além de um encaminhamento imediato da vítima para o IML, onde é feito exame de corpo de delito

3. Caso não queira ir a uma delegacia imediatamente, a vítima de gênero feminino pode também ligar para a Central de Atendimento à Mulher (180). Lá ela receberá apoio imediato e orientação para os próximos passos

4. Após a denúncia, a vítima ainda pode solicitar escolta policial até sua residência caso se sinta ameaçada

5. Mesmo depois da denúncia feita e do atendimento médico prestado, a vítima muitas vezes ainda precisa de apoio. Para isso, existem as redes de acolhimento por todo o Brasil, que prestam apoio psicológico e emocional. Encontre-os em mapadoacolhimento.org

CONSULTORIA Patricia Vanzolini, advogada criminalista

FONTES Boletim Jurídico, Planalto do Governo, G1, Carta Capital, Âmbito Jurídico, El País

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Australiana vítima de câncer deixou carta emocionante

19/01/2018 18:26

Na quinta-feira (4), os familiares anunciaram através de um post no Facebook o falecimento da jovem australiana. Na mesma postagem, eles também publicaram a carta deixada por ela com os seus conselhos de vida.

No início da carta, Holly começa falando um pouco sobre o processo de aceitação da morte:"É uma coisa estranha perceber e aceitar a sua morte aos 26 anos de idade. Isso é apenas algumas dessas coisas que você ignora. Os dias vão passando e você apenas espera que eles continuem vindo. Até que o inesperado aconteça. Eu sempre me imaginei envelhecendo e ficando com rugas ? muito provavelmente causadas por minha linda família (cheia de crianças). Eu planejava construir isso com o amor da minha vida".

"Esta é uma coisa da vida; é frágil, preciosa e imprevisível. E cada dia é um presente, não um direito dado. Eu tenho 27 anos agora. Não quero ir. Eu amo a minha vida. Estou feliz.. Devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora das minhas mãos", revelou.

Em seguida, a australiana decidiu dar alguns conselhos. "Só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com as coisas pequenas e as tensões insignificantes na vida e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino depois disso tudo. Então, faça o que puder para que seu tempo seja incrível, sem besteiras. Nesses momentos que você estiver lamentando por coisas ridículas, apenas pense que alguém está realmente enfrentando um problema. Seja grato pelo seu pequeno problema. Não faz mal reconhecer que algo é irritante, mas tente não continuar a carregar isso e afetar negativamente o dia de outras pessoas", comentou.

Além disso, Holly aconselhou as pessoas a olharem para os pequenos detalhes do dia a dia: "Veja como o céu é azul e como as árvores são verdes; é tão lindo. Pense como você é sortudo por poder fazer isso: respirar. É tudo tão insignificante quando se olha para a vida como um todo. Estou vendo meu corpo desaparecendo diante dos meus olhos e não há nada que eu possa fazer. E tudo o que desejo agora é que eu pudesse ter mais um aniversário ou natal com a minha família, ou apenas mais um dia com o meu parceiro e o meu cão".

Outra questão levantada por Holly foi sobre solidariedade e desapego com os bens materiais. "Dê, dê, dê. É verdade que você ganha mais felicidade fazendo coisas para outros do que para si mesmo. Gostaria de ter feito mais isso. Compre algo para seu amigo em vez de outro vestido. Leve-os para uma refeição, ou melhor ainda, prepara-lhes uma refeição. Dê para eles uma planta, uma massagem ou uma vela e diga quanto os ama. Use seu dinheiro em experiências. Ou ao menos não perca experiências porque gastou todo o dinheiro com coisas materiais", afirmou.

Holly terminou a carta aconselhando as pessoas a realizarem boas ações. "Comece doando sangue. Doações de sangue (mais bolsas que eu poderia contar) me ajudaram a me manter viva por mais um ano. Um ano que eu serei eternamente grata, que eu passei aqui na terra com minha família, amigos e cachorro. Um ano em que eu tive alguns dos melhores momentos da minha vida", completou.

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Hoje é o dia mais triste do ano; veja como superá-lo

15/01/2018 14:35

Menina pequena com cara de triste: Tristeza: veja como superar o dia mais deprê do ano© Thinkstock Tristeza: veja como superar o dia mais deprê do ano

Hoje é o dia mais triste do ano. Isso é o que apontam pesquisas realizadas pela Universidade de Cardiff, no País da Gales.

Pelos estudos, a terceira segunda-feira de janeiro é o dia do ano em que as pessoas se sentem mais tristes. Isso porque, com as dívidas, o fim das férias e das festas, além da falta de planejamento para os objetivos do ano, a maioria das pessoas sente uma queda na motivação.

A data tem sido chamada há mais de uma década de “Blue Monday” e é levada à sério no Reino Unido, onde é constatado um maior número de faltas no trabalho neste dia.

Confira 10 dicas para enfrentar o dia mais triste do ano:

1) Não reclame: Falar ou pensar coisas negativas acabam prejudicando seu rendimento e sua motivação.

2) Dedique um tempo a você mesmo: Tire 30 minutos para fazer algo que goste, mesmo que seja banal.

3) Evite fazer refeições com pressa: Almoce ou tome café confortavelmente, sentado e com calma.

4) Analise seus planos e objetivos: Pergunte-se: “Qual contribuição quero dar com meu trabalho?”, “O que pretendo alcançar?”, “Como posso agir melhor com o que tenho?”

5) Faça reflexões: Pense em si mesmo e em tudo o que tem ao seu redor de maneira positiva

6) Encontre bons motivos para aproveitar a segunda-feira: Apesar de muitas pessoas odiarem este dia da semana, é possível encontrar vantagens dentro da rotina.

7) Comece a dizer não: Se algo não lhe agrada, não hesite em dizer não.

8) Renuncie a situações rotineiras que atrasam sua vida: Comece a mudar sua rotina com foco na produtividade, assim você escapará das mesmas situações de desânimo.

9) Quer ser líder? Avalie a possibilidade de conversar com um coaching para descobrir como atuar melhor com sua equipe.

10) Pense nos fins de semana como férias: Separe os dias de descanso para ficar com os amigos, família e filhos, além de passear e viajar como se estivesse em férias.

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Menino viveu com feto do irmão gêmeo no estômago por 15 anos

10/01/2018 12:17

feto gravidez preto e branco 0118 400x800© cosmin4000 / iStock feto gravidez preto e branco 0118 400x800

Em um caso raro no meio médico, um jovem abrigou o feto de seu irmão gêmeo dentro do corpo por 15 anos. Ele precisou passar por uma cirurgia para que a "massa" localizada em seu abdômen fosse retirada.

Conhecida como "gêmeo parasita" ou fetus-in-fetu, a condição se dá por uma má-formação durante a concepção dos bebês. É como se eles fossem siameses, mas um dos fetos se forma dentro do corpo do outro.

Adolescente com feto dentro do abdômen

O caso aconteceu no Hospital Sultan Abdul Halim Hospital, na Malásia, e foi publicado no jornal científico British Medical Journal.

Segundo a publicação, o menino de 15 anos apresentavam uma massa localizada no abdômen e reclamava de dores na região desde a infância.

Características do feto

O feto que se hospedou em seu corpo era alimentado por uma rede vascular, o que aumentou o nível de complexidade da cirurgia, e já apresentava crânio, vértebras, ossos, ainda que com deformações, cabelo, órgão genital masculino, olhos e pele.

Segundo os médicos, o bebê não-viável pesava 1,6 kg, não tinha boca, nem placenta ou cordão umbilical.

feto dna formacao 0118 400x800© bluebay/Shutterstock feto dna formacao 0118 400x800

Como se forma?

De acordo com o artigo científico, a má-formação pode acontecer quando um gêmeo monozigótico (idêntico ao irmão) se incorpora ao corpo do outro feto devido a uma falha divisão dos zigotos.

Ele, então, se torna parasita e é alimentado pelo irmão. O caso só é reconhecido como fetus-in-fetu quando é possível identificar coluna vertebral; se não, ele é identificado como um "teratoma", tumor formado por uma mistura heterogênea de tecidos (epitelial, ósseo, muscular, cartilaginoso).

A formação geralmente acontece no abdômen, mas também pode se desenvolver em outras partes do corpo do hospedeiro como cabeça, boca e escroto (bolsa que contém os testículos).

Em alguns casos, é possível identificar o fetus-in-fetu ainda na gravidez, em exames pré-natal.

Cirurgia para retirada do feto

A identificação do fetus-in-fetu pode ser feita com um raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassom. Para retirar o feto, o paciente precisou passar por uma laparotomia, cirurgia na cavidade abdominal.

O bebê foi entregue à família para a realização de um ritual funerário e o adolescente passa bem, segundo a publicação.

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Primeira Edição © 2011